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Você Sabia? O Derretimento das Geleiras nos Alpes Revela Bunkers e Armas do Passado
Olá, meus caros curiosos e caçadores de fatos! Hoje nós vamos colocar nossos casacos de frio para uma viagem no tempo que está, literalmente, descongelando diante dos nossos olhos. A nossa pauta de hoje fala sobre abrigos militares italianos e austríacos, armamentos e itens pessoais intactos surgindo nos Alpes, com a data cravada na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, como aqui…
ONU alerta sobre impactos da mudança climática nas geleiras
Países em desenvolvimento nas montanhas precisam de US$ 187 bi anuais Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil Publicado em 21/03/2025 - 11:57 Brasília Versão em áudio
Reprodução: © Maurício de Almeida - TV Brasil O Relatório Mundial de Desenvolvimento Hídrico das Nações Unidas de 2025 traz um alerta sobre o impacto do aquecimento global na água doce do planeta presente nas montanhas na forma de neve, gelo e solo congelado. Segundo o estudo, cerca de dois bilhões de pessoas no planeta dependem diretamente das águas das montanhas para viver, mas caso ela acabe, todo o mundo será afetado.
Nas projeções sobre os efeitos do aquecimento global para a criosfera - regiões que contêm água congelada - o relatório aponta uma perda de 26% a 41% da massa total das geleiras nas montanhas em todo o mundo até 2100. Isso terá efeitos sobre ecossistemas e populações que produzem alimentos, energia e geram crescimento econômico a partir das águas armazenadas nas montanhas. O relatório destaca, ainda, os impactos do derretimento das geleiras no ciclo hidrológico, que, com fluxos de água mais variáveis e incertos, causam mudanças nos padrões do clima e das chuvas e consequente aumento dos riscos de inundações e deslizamentos de terra. De acordo com a publicação, a perda de massa das geleiras ocorridas entre 1985 e 2014 resultou em 713 eventos de extremo climático que geraram perdas econômicas equivalentes a US$ 56 bilhões e afetaram mais de 258 milhões de pessoas, deixando mais de 39 mil mortos.
Desafios
O relatório destaca, também, que o desafio de melhorar a governança desses recursos das montanhas ocorre em um contexto em que 2,2 bilhões de pessoas permanecem sem acesso à água potável e segurança hídrica e 3,5 bilhões pessoas não têm acesso ao saneamento básico no mundo.
Reprodução: Dois bilhões de pessoas no planeta dependem das águas das montanhas para viver - foto - Maurício de Almeida - TV Brasil Os caminhos apontados pelo relatório da ONU sugerem uma melhoria na obtenção e qualidade dos dados de monitoramento das geleiras, como maior precisão para avaliação do balanço de massa, condições térmicas e umidade do solo congelado. “Ter dados abertos e livremente acessíveis com observação e previsão integradas para bacias de montanha é um meio valioso para reduzir lacunas de recursos”, destaca o documento. As contribuições do conhecimento indígena, das mulheres e das comunidades mais afetadas nos projetos científicos são destacadas na publicação como fundamentais para compreensão dos desafios, divulgação, educação e engajamento comunitário. “Os povos indígenas têm conexões antigas com a terra e a água nas regiões montanhosas, que estão profundamente enraizadas em suas práticas culturais, espirituais e de subsistência”, enfatiza. O envolvimento das comunidades científicas e o compartilhamento de dados além das fronteiras entre os países também são considerados peças chaves na busca por soluções para bacias hidrográficas que não coincidem com os limites políticos, dizem cientistas. “Gerenciar a diversidade e a complexidade dos recursos hídricos requer contribuições de uma série de disciplinas, atores e programas de treinamento transversais”, alerta o documento.
Financiamento
O relatório destaca ainda que serão necessários investimentos de aproximadamente US$ 187 bilhões por ano para financiar a adaptação de países em desenvolvimento nas montanhas. Atualmente, o fluxo financeiro internacional dá conta de apenas US$ 13,8 bilhões ao ano para essa finalidade Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), os dados reunidos no relatório Montanhas e Glaciares: Torres de Água servem de base para o comprometimento dos países com ações climáticas e estão alinhados ao Ano Internacional da preservação das Geleiras. Confira aqui o conteúdo da publicação na versão em inglês. Edição: Kleber Sampaio
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Descoberta após 37 anos: Alpinista desaparecido é encontrado com o derretimento de geleiras na Suíça
Alpinista alemão desaparecido há 37 anos é encontrado após derretimento de geleiras Restos mortais de um alpinista alemão que desapareceu em 1986 durante uma caminhada na geleira Theodul, perto da montanha Matterhorn, na Suíça, foram descobertos recentemente por alpinistas que caminhavam na região. A análise de DNA permitiu identificar o alpinista que havia sido dado como desaparecido há quase…
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A chamada “Geleira do Juízo Final” da Antártida – apelidada por causa de seu alto risco de colapso e ameaça ao nível global do mar – tem o potencial de recuar rapidamente nos próximos anos, dizem os cientistas, ampliando as preocupações sobre o aumento extremo do nível do mar que acompanhar o seu potencial desaparecimento.A geleira Thwaites, capaz de elevar o nível do mar em vários metros, está derretendo ao longo de sua base submarina à medida que o planeta aquece. Em um estudo publicado na segunda-feira (5) na revista Nature Geoscience, cientistas mapearam o recuo histórico da geleira, na esperança de aprender, com seu passado, o que a geleira provavelmente fará no futuro.Eles descobriram que, em algum momento nos últimos dois séculos, a base da geleira se deslocou do fundo do mar e recuou a uma taxa de 2,1 quilômetros por ano. Isso é o dobro da taxa que os cientistas observaram na última década.Essa rápida desintegração possivelmente ocorreu “até meados do século 20”, disse Alastair Graham, principal autor do estudo e geofísico marinho da Universidade do Sul da Flórida, em um comunicado à imprensa.Isso sugere que a Thwaites tem a capacidade de sofrer um rápido recuo em um futuro próximo, uma vez que isso aconteça além de uma cordilheira no fundo do mar que está ajudando a mantê-la sob controle.“Thwaites está realmente se segurando hoje ‘pelas unhas’, e devemos esperar grandes mudanças em pequenas escalas de tempo no futuro – mesmo de um ano para o outro – quando a geleira recuar além de uma crista rasa em seu leito”, disse Robert Larter, geofísico marinho e um dos coautores do estudo do British Antarctic Survey, em comunicado.A Geleira Thwaites, localizada na Antártida Ocidental, é uma das mais largas da Terra e é maior que o estado da Flórida, nos Estados Unidos. Mas é apenas uma fração do manto de gelo da Antártida Ocidental, que contém gelo suficiente para elevar o nível do mar em até 4,8 metros, de acordo com a Nasa.À medida que a crise climática se acelerou, esta região tem sido monitorada de perto por causa de seu rápido derretimento e sua capacidade de destruição costeira generalizada.Veículo submarino perto da geleira Thwaites / Anna Wåhlin/University of GothenburgA própria geleira Thwaites preocupa os cientistas há décadas. Já em 1973, os pesquisadores questionaram se ela estava em alto risco de colapso. Quase uma década depois, eles descobriram que – como a geleira está aterrada no fundo do mar, e não em terra seca – as correntes oceânicas quentes podem derreter a geleira por baixo, fazendo com que ela se desestabilize.Foi por causa dessa pesquisa que os cientistas começaram a chamar a região ao redor da Thwaites de “o ponto fraco do manto de gelo da Antártida Ocidental”.No século 21, os pesquisadores começaram a documentar o rápido recuo da geleira em uma série alarmante de estudos.Em 2001, dados de satélite mostraram que a linha de aterramento estava recuando cerca de 1 quilômetro por ano. Em 2020, os cientistas encontraram evidências de que a água quente estava realmente fluindo pela base da geleira, derretendo-a por baixo.E então, em 2021, um estudo mostrou que a plataforma de gelo, que ajuda a estabilizar a geleira e impedir que o gelo flua livremente para o oceano, pode quebrar em cinco anos.Expedição à geleira Thwaites / Alexandra Mazur/University of Gothenburg“A partir dos dados de satélite, estamos vendo essas grandes fraturas se espalhando pela superfície da plataforma de gelo, enfraquecendo essencialmente o tecido do gelo, um pouco como uma rachadura no para-brisa”, disse Peter Davis, oceanógrafo do British Antarctic Survey à CNN em 2021. “Está se espalhando lentamente pela plataforma de gelo e, eventualmente, vai se fraturar em vários pedaços diferentes”.As descobertas de segunda-feira (5), que sugerem que a Thwaites é capaz de recuar em um ritmo muito mais rápido do que se pensava recentemente, foram documentadas em uma missão de 20 horas em condições extremas que mapearam uma área submarina do tamanho de Houston, de acordo com um comunicado à imprensa.Graham disse que esta pesquisa “foi realmente uma missão única na vida”, mas que a equipe espera retornar em breve para coletar amostras do fundo do mar para que possam determinar quando ocorreram os rápidos recuos anteriores.Isso poderia ajudar os cientistas a prever mudanças futuras na “geleira do juízo final”, que os cientistas haviam assumido anteriormente que demoraria a sofrer as alterações – algo que Graham disse que este estudo refuta.“Apenas um pequeno chute na Thwaites pode levar a uma grande resposta”, disse Graham.Borda de gelo flutuante na margem da geleira / Robert LarterPor CNN
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Incêndios na Amazônia aceleram degelo de geleiras A ameaça afeta principalmente a Bolívia e o Peru, por se encontrarem em uma zona com maior impacto.