Exclusivo: Banco Metro introduziu uma terceira opção de gênero para sus clientes, depois de saber de ume adolescente que não conseguiu abrir uma conta no banco porque elu não era nem homem nem mulher.
Um banco britânico virou o primeiro a acolher clientes que não se encaixam no binário de gênero, adicionando uma opção de gênero “não-binário” no seu formulário de conta, junto com o título “Sre”, ao invés de “Sr” ou “Sra”.
A decisão do Banco Metro, o banco mais novo do reino unido, para acomodar clientes não-bináries veio do resultado de uma entrevista feita com e adolescente escocêse Kaelin Farnish, para o Buzzfeed News mais cedo neste ano em que elu descreveu suas frustrações em não poder abrir uma conta no banco porque teria que marcar a caixa masculina ou feminina no formulário.
Farnish, junte com militante não-binárie Jack Monroe- ê escritore, chefe e locutore de rádio - saudaram o anúncio como um grande passo a frente e chamaram outros bancos para aderirem.
De agora em diante, clientes terão três opções de gênero quando elus abrirem uma conta com Banco Metro: masculino, feminino ou não-binárie, com a opção de usar o título “Sre”, popular entre pessoas que não são homens nem mulheres.
Danny Harmer, administrador chefe de pessoas do Bancro Metro, falou como a mudança veio: “Uma das pessoas na minha equipe disse pra mim, ´Você viu este artigo? Essu adolescente sofrendo para abrir uma conta?` Mandaram pra mim e disseram ´Podemos fazer algo sobre isso?´ e eu disse ´Creio que deve ter algo que podemos fazer´. Então eu conversei com os técnicos de informática e perguntei se poderíamos ajudar pessoas não-binárias e não forçá-las a especificar ou se identificar com um gênero em particular. E eles disseram ´Sim, estou certo que podemos.´”
Aquela conversa deu início a várias discussões e investigações dentro do departamento de tecnologia para adicionar outra opção em ambas as categorias de gênero e título. “Levou um trabalhinho e umas mudanças tecnológicas mas a paixão com que as pessoas queriam para mergulhar e consertar isso foi magnífica,” disse Harmer.
O resultado, desvendado e disponível hoje, também motivou Harmer a mandar uma mensagem a Kaelin Farnish, que, com apenas 17 anos, reverteu 600 anos de história bancária: “Obrigado por compartilhar a sua história. Nos ajudou a entender que havia uma maneira de sermos mais inclusives.”
Além de disponibilizar essas opções para clientes, a mudança foi adotada internamente para que todes es funcionáries possam listar seus gêneros como não-binárie e usarem o título “Sre”.
“Entendemos que a maneira que tratamos nosses colegas é a maneira em que elus tratam nosses clientes.” disse Harmer. “Então se você colegas que sejam capazes de acolher clientes independente de gênero ou sexualidade, você precisa fazer a mesma coisa com as próprias pessoas”.
O Banco Metro abriu em 2010, oferecendo serviços privados, de negócios e comerciais - com serviços online, telefônicos e um app, além de mais de 40 filiais por Londres e o Sudeste. Mais cedo nesse ano ele lançou uma organização interna LGBT, que encoraja diálogo e discussão com funcionáries heterossexuais, ume dessus viu a entrevista com Farnish.
Porém, essas novas opções para cliente podem ser apenas o começo. “Se clientes chegarem e disserem,´Eu sou trans e na verdade eu quero outra coisa´, então levaremos em consideração e tentaremos dar algum jeito,” disse Harmer. “Pensamos que devíamos começar em algum lugar. Eu acho que muitas organizações ficam presas em procurar motivos para não fazer algo e se preocupam em como isso poderia ser mal interpretado. Se as pessoas ficarem irritadas um pouco comigo por fazer 80% certo eu entendo, porque eu preferiria 80% certo ao invés de nem tentar".
Harmer também quis destacar as diversas experiências de pessoas que não se identificam como homens ou mulheres. “Assim que você percebe que isso é um problema [você nota] que absolutamente tudo que você pega diz ´título: Sr ou Sra.´ E o próximo problema é ´Gênero: homem ou mulher´. E uma coisa no Metro é que a gente tenta entender. Ás vezes têm problemas que são complexos demais para resolver, mas certamente esse não era um deles.”
A companhia espera que essa mudança vá a encorajar clientes a considerarem ela como “um banco para todes”, disse Harmer, mas também faz outros bancos terem nota. “Claramente eu espero que todes sigam [a mudança], mas isso é para elus. Eu só imagino o quão difícil é, realmente. Acho que é uma questão do quanto importa para elus.”
Para Farnish, ume estudante na universidade Edinburgh Napier, a declaração é uma imensa vitória, e, elu espera que seja um ponto decisivo para organizações se abrirem mais quanto aos problemas de variedade de gênero.
“Considerando que o banco vai anunciar que terão uma opção para pessoas não-binárias creio que vai levantar mais consciência sobre a não-binariedade, em geral,” disse Farnish. “É a primeira vez que uma grande corporação incluiu pessoas não-binárias e deu isso como uma opção, então é um gigantesco passo a frente e eu estou muito feliz de vê-lo acontecer. Espero que isso dê início em algo para que opções de gênero se tornem menos rígidas, e talvez vá motivar outros bancos a mudarem suas políticas também.”
Jack Monroe concordou com a aprovação de Farnish e explicou porque essa mudança é tão necessária. “É enfurecedor a parcela do mundo que ainda é vista como uma divisão do gênero binário, então é mesmo um passo positivo que um banco novo está liderando e pavimentando um novo caminho para modelos tradicionais de bancos”, Monroe disse.
“Parece pouca coisa para pessoas que não são atingidas por isso, mas pode ser muito invalidante enfrentar uma série de caixinhas diariamente que te dizem que você não cabe, que você está errade. Faz muita diferença para quem é afetade por isso.”
Monroe adicionou: “Eu uso o título ´Sre´ e as pessoas perguntam sobre e eu digo ´Por que te incomoda tanto? Quem isso está machucando?´ Ao contrário de gênero binários impostos, que machucam pessoas de um modo muito real. Imagine se só tivessem duas caixas para uma raça em um formulário, ou duas caixas para um nome: ´Você pode se chamar de João ou Maria ou você não pode ser cliente aqui´- as pessoas fariam um escândalo.”
Farnish disse que as reações à história original, que viralizou, foram vastas - mas também houve uma hostilidade significante nas respostas.
“Fiquei desapontade ao ver a quantidade de negatividade. Estas pessoas nunca me conheceram; a única coisa que sabem é que eu queria uma conta no banco e me atacaram,” disse Farnish. “Foi bem surreal ter pessoas chegando em mim em festas e na rua dizendo ´Ei você é a pessoa que fez aquele artigo e recebeu aquele tanto de ódio.´ Mas eu continuo firme em minha decisão de fazer isso, porque o fato é que ela possibilitou essa mudança e fez tudo valer a pena.”