Inesperado, confuso e intrigante. Marcante, apaixonante e demasiadamente sincero. Ela gostava disso, ela descobriu que gostava mais do que gostava, que amava tudo isso. Passou-se dias sem notícias, era um silêncio absoluto. Estava cega, no escuro, não sabia o que pensar, nem onde procurar. Mil coisas passaram em sua cabeça, ela não conseguia esquecer o domingo do ápice, nem todas as palavras. Por horas ficava a se questionar se ela havia feito algo de errado e por mais que se esforçasse, não achava nada lógico o suficiente. Seu senso crítico lhe dominava e a culpa lhe caía sobre os ombros cansados. Não seria a primeira vez que alguém ‘’sumia’’ da sua vida sem mais nem menos. Ela já não confiava em todo mundo, e ele, é um dos poucos que tem a confiança dela. Já que nem a própria mãe o tinha. Ela o queria por perto, queria ter certeza de que tudo não passou de um sonho, e que sim, existe alguém nesse mundo que se importa com ela sim! Com nome, sobre nome, olhos grandes e uma boca gostosa rs. É tudo tão novo e o medo a cerca, a insegurança é sua maior inimiga, pensamentos ruins cochicham no pé do seu ouvido. Ela chegava e o procurava, incansavelmente. Seus amigos já não aguentavam mais ouvir falar dele. Ele que a faz feliz. Sofrer por antecipação era uma de suas marcas mais fortes, ansiedade descontrolada, e no fundo, mesmo com suas turbulências internas, era a pessoa mais calma que conhecia. Podia com um simples abraço acalmar alguém. Perdeu a conta de quantas vezes guardou seus problemas nos bolsos para cuidar dos outros e isso era gratificante. Ela o queria, e só sabia falar isso. Falar de como ele tomou o coração dela de forma inesperada, intensa e arrebatadora. Falar de como queria fazê-lo feliz; e o dizia com um largo sorriso nos lábios. Ela o queria. Queria cuidar dele, mima-lo, ama-lo como ninguém nunca havia feito antes. Ela o queria. O queria em seus braços novamente, a cabeça em seu colo enquanto ambos tagarelavam sobre cabelo dos filhos e etc e tal.