“eu sei” murmurou descontente. não sabia como havia ido parar ao lado de hyunoh, mas estava ali, abraçado nas próprias pernas dobradas, o queixo sustentado pelos joelhos recém lesionados pelo tombo que caiu ao fugir do meio das aglomerações espalhadas pelo instituto. sutilmente tocava o rapaz ao seu lado com o cotovelo, como se precisasse de alguma indicação de que estava vivo, estava ali e estava tudo bem. passou. “não é como se eu tivesse escolhido, também” pressionou os lábios um contra o outro, temendo seu coração inquieto fazê-lo falar demais. queria ter alguém além de misun para falar sobre seus pensamentos mais sinceros e confidentes, apenas para não se sentir tão perdido quando não podiam conversar. não que hyunoh fosse realmente sua primeira opção — ou uma opção, at all. mas ainda assim, havia algo parecido com uma conexão ou sei lá. estava apenas confortável ali, com ele. deu de ombros para o nada, como se ignorasse a própria cabeça e se convencesse que não tinha problema falar o que queria de vez em quanto. “não acho que eu esteja escolhendo o que fazer com minhas habilidades...” resmungou. “se realmente fosse partir de mim, não estaria aqui... na verdade, não teria feito muitas coisas” doía um pouco dizer aquilo, porque parecia renegar quem havia se tornado, e não era o que desejava realmente. “queria ser só o nuri às vezes...” era a verdade. só por um momento, queria não sentir como se tivesse tanto peso para carregar. e permitiu-se não ter por alguns segundos, demonstrando pequena porcentagem de sua fraqueza, mas logo voltou ao normal. “enfim, enfim...” moveu os ombros novamente, agora como se apenas aquele gesto fosse capaz de dispersar suas palavras e o assunto, junto com o vento que fluía pelas janelas bem abertas da sala vazia.