Hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen). Ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, com transmissão pelas vias respiratórias superiores.
Aparecem manchas claras, vermelhas ou acastanhadas na pele, com perda de sensibilidade ao toque, dor, calor ou frio. Podem ocorrer dormência em extremidades, nódulos, entupimento nasal e, em casos avançados, danos neurológicos como fraqueza muscular ou deformidades.
A transmissão ocorre pelo ar, de pessoa doente não tratada para suscetíveis, mas não por contato com objetos ou pele. O período de incubação é longo, em média 5 anos, e afeta qualquer idade ou gênero.
O diagnóstico é clínico, confirmado por biópsia ou exame de bacilos, com classificação em paucibacilar (poucas lesões) ou multibacilar (múltiplas). O tratamento é a poliquimioterapia (PQT) gratuita pelo SUS, com rifampicina, dapsona e clofazimina por 6 a 12 meses, tornando o paciente não contagioso rapidamente.
Diagnóstico precoce evita sequelas; busque UBS ao notar manchas dormentes. No Brasil, há políticas de controle, como a PECH no RS.