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Daphnée Lolita Fawn é uma dama da 2, que veio de Hansport para competir na Seleção do príncipe Damon. Aos seus 20 anos, Daph é extremamente parecida com Nicola Peltz.
Everybody has a story to tell…
Você já deve ter ouvido falar da família Fawn. Donos de fábricas, companhia aérea, estúdios de cinema e herdeiros de uma grande fortuna. Quem tem a sorte de ter esse sobrenome carrega consigo um enorme fardo, além de um limite enorme no cartão de crédito. De origem britânica, os Fawn na antiguidade eram duques e tinham grande contato com a família real inglesa, ligação que foi acabando ao longo dos anos por causa do egoísmo da família. Michael Fawn era o único filho homem do casal que, naquele momento, comandava todas as empresas. Esperavam dele um casamento com alguma mulher com sobrenome forte, para uma fusão e continuação de uma linhagem quase de sangue azul. Mas, não, ele se casou com uma de suas colegas de curso que conheceu na universidade, uma francesa com olhos azuis fascinantes que nem fazia ideia de onde estava se metendo quando disse “aceito”.
Quatro anos após o casamento de Penélope e Michael, nasceu Daphnée. Loira, grandes olhos azuis esverdeados e já com um temperamento típico de um Fawn, ela conquistou toda a família. Era óbvio que seria a princesa de todos, a única neta menina e a única filha. Ela era e sempre seria. Logo após a morte do avó, a direção das empresas passou para seu pai e o primeiro feito por ele foi mudar a sede para Paris, onde acreditava ele que seria melhor para a educação da filha, para que seguisse os passos da mãe. A menina, com quatro anos, já conseguia entender e falar inglês e francês com perfeição, sempre preferindo a língua da mãe, por sempre crer que ela ficava mais feliz vendo-a falar como uma “pequena francesinha”.
Foi então que, alguns anos depois, Michael e Penélope chegaram com a notícia que iriam se divorciar. O mundo de Daphnée caiu no exato momento em que falaram que ela teria que escolher um deles, pois cada um iria para um lugar do mundo. Ela tinha quinze anos, era a abelha-rainha do colégio interno que estudava no norte da França, sempre com um sorriso no rosto, os amigos na mão e um cartão na bolsa. Seu pai, Illéa e dinheiro, sua mãe, França e família. A cabeça mimada dela optou, como sempre optaria, pelo dinheiro, apesar de adorar muito mais sua mãe. Para onde o dinheiro fosse, ela iria atrás.
Desde a semana do dia em que foi noticiado a separação, ela nunca mais viu ou teve notícias de sua mãe. Não podia dizer que não sentia falta, porque sentia, e era claro, já que passava madrugadas chorando, com o som no último volume para que seu pai não suspeitasse de nada. Ela sabia que o divórcio havia sido ideia de sua mãe, que não se acostumava com a riqueza, o luxo e os bailes que tinham de frequentar, que seu pai ainda amava ela e que ele via em Daph uma versão mais nova da mulher que o abandonou. Mas, em Illéa, sozinhos, eles estavam muito bem, até melhor do que com sua mãe.
Começou trabalhos como modelo logo que chegou na província de Hansport e acabou ficando conhecida por isso. Era claro que seu pai tinha contatos no mundo da moda também e que isso facilitou muito a entrada dela nessa carreira, mas ela nem se importava e fingia que não sabia. Acreditava em seu potencial, mais do que deveria até. Tanto que quando se inscreveu para a Seleção, apostou com seu pai sua mesada de um ano que seria escolhida. E ela foi. A seleção parecia ser a forma perfeita de conseguir a única coisa que não tinha ainda: uma verdadeira coroa. Está certa de que pode conquistar o príncipe e usará todas suas armas para isso.
Everyboody is unique…
Todos insistem em dizer que conhecem muito bem Daphnée, mas mal sabem eles que não chegaram a conhecer nem 5% do que ela realmente é. Na escola, rainha malvada, em casa, a princesa do papai, ela sempre foi uma garota que calculava tudo antes de fazer ou falar. Sabe como ganhar a confiança das pessoas e sempre usa isso a seu favor. Além disso, uma palavra que não pode faltar para descrevê-la é arruaceira. Ela não perde uma chance para fazer bagunça, infernizar alguém ou para se colocar em problemas, mesmo que inconscientemente. Daphnée Lolita é sinônimo de problema. Se não está em um, está colocando alguém em um. Festas? É a última a sair. Competições? Faz de tudo para ganhar. Simpatia? Só com quem merece.
É uma mulher independente de todos, mas muito dependente de seu pai. Possui um senso crítico que nem sempre é usado para o bem. Mesmo que jamais fale de seus sentimentos e segredos para ninguém, pode ser uma ótima ouvinte e ainda por cima uma ótima conselheira. Mas, só ouve os desabafos para saber o que usar contra quando precisar. Técnica antiga que aprendeu ainda quando criança. Quando cria ódio por uma pessoa, não cansa até vê-la destruída. É uma ótima atriz, podendo passar como uma verdadeira garotinha angelical quando assim deseja.