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Houston Rockets2-0 ✔️ • #RUNasONE 🚀 #HardenMVP get them bums off our court
A César o que é de César.
A temporada 2016-17 da NBA chegou ao seu fim e a grande questão que paira sobre o ar é: quem será o MVP? Pelo menos 2 candidatos teriam belas credenciais e estariam disputando com afinco o troféu se estivessem fazendo essas campanhas em outra temporada. Afinal, em 2016-17 a história está sendo escrita diante de nossos olhos e só existem duas possibilidades para o prêmio de MVP. De um lado o cerebral, ímpar e incansável James Harden. Do outro o visceral, agressivo e explosivo Russell Westbrook.
Dois armadores. Dois amigos de infância de Los Angeles. Draftados pelo mesmo time. Há muita história entre os dois, mas só um poderá sair vencedor dessa disputa. E a disputa não é por pouco: o maior prêmio que um jogador pode ganhar enquanto em atividade na NBA, o ingresso quase que automático para o Hall da Fama do Basquete. A glória da eternidade.
Apenas os melhores podem vencer o MVP. Por isso é preciso muita justiça na hora de decidir o prêmio. A seu favor, James Harden tem elementos importantes: vitórias, sucesso coletivo, números, eficiência e a história. Talvez esse último seja o fator mais importante para a decisão do MVP. Muitos fãs da NBA pedem por um critério claro e definido para decidir o prêmio, mas a liga nunca adotou esse sistema. Ao invés disso, porém, o colegiado que vota a premiação segue padrões bem próximos durante 61 anos – o que permite traçar uma projeção do que seria a votação seguindo os critérios dos prêmios anteriores. Por sinal, o Basketball Reference faz esse trabalho com precisão matemática: ao fim da temporada James Harden liderou a corrida com 34,1% de chances de ser o MVP, enquanto Russell Westbrook está em 3º com 14,4%.
James Harden teve uma temporada de MVP em 2014-15. Com um grande desempenho individual, ele teve – discutivelmente – mais credenciais individuais que Stephen Curry. Entretanto, o prêmio escapou de suas mãos sob a justificativa de que ele não estava vencendo o suficiente. Agora Harden teve a 3ª melhor campanha da NBA, 8 vitórias a mais que Westbrook, e liderou a liga em Win Shares. É chegada a hora. James Harden trabalhou a sua carreira toda, mudou seus rumos, sua filosofia de jogo para alcançar a glória máxima individual para um jogador.
Segundo a Bíblia, em Mateus 22, fariseus e herodianos – inimigos de Jesus Cristo – tentaram ludibria-lo o forçando a tomar uma decisão que poderia ser controversa em relação aquilo que pregava. Eles se aproximaram do Senhor e perguntaram se ele achava lícito que judeus pagassem impostos a César, líder dos conquistadores romanos. Jesus percebeu a malícia da pergunta e questionou os mal intencionados (Mateus 22:18): “Por que me expirementais, hipócritas?”; Jesus pediu-lhe a moeda do tributo, perguntando de quem era o rosto e o nome na moeda. Ao ser respondido que tratava-se de César, Cristo foi claro: ”Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”. O ensinamento do texto bíblico que faz a ponte, sem blasfêmia ou heresia, para esse texto é a justiça. A ação de dar a alguém aquilo que lhe é de direito, sem omitir ou trapacear em seus méritos. O ensinamento do Cristianismo nesse texto é para que não sejas injusto com ninguém.
E a temporada 2016-17 da NBA tem sido um tempo de redenção. Principalmente no caso dos dois maiores candidatos ao troféu de MVP. Disseram que James Harden não conseguiria armar o Rockets sozinho. Disseram que Russell Westbrook não conseguiria sobreviver sem Kevin Durant. A temporada provou o contrário. A temporada 2016-17 da NBA corrigiu todas as injustiças. No entanto, falta finalmente dar a César o que é de César e, finalmente, coroar James Harden como o jogador que ele tem sido – na saúde e na doença – para o Houston Rockets e a NBA nos últimos 3 anos: o mais valioso.
James Harden MVP
A partir de agora, inicio meu caso para o troféu de MVP de James Harden. Goste ou não, todo argumento aqui terá alguma base científica – seja ela estatística ou histórica. Como disse desde o começo, é impossível falar da campanha de Harden sem citar a campanha do seu maior adversário nessa disputa, Westbrook. Mais a frente, os argumentos pró-Harden também serão comparados ao do armador do Thunder. Se você chegou até esse ponto da leitura, acredito que está pelo debate saudável, então, seja bem-vindo.
Por que James Harden é o MVP?
Em uma temporada tão boa como essa, você pode fazer um caso para pelo menos 4 jogadores – Harden, Westbrook, Kawhi e LeBron – mas independente disso é preciso ter um critério para definir seu vencedor. Obviamente, usar apenas um argumento é limitador e pouco inteligente em uma liga tão complexa quanto a NBA. Sendo assim, vou listar alguns fatores que argumentam em favor de James Harden. Sem mais delongas, vamos a eles.
Histórico do prêmio
O prêmio de MVP foi instaurado pela NBA na temporada 1955-56. Ou seja, essa temporada a liga dará o 61º troféu Maurice Podoloff ao jogador que mais se destacou na opinião de um colegiado formado pela mídia especializada. Ainda que não exista uma série de critérios pré-definidos ou uma exigência por parte da NBA de que os votantes se justifiquem, existe um histórico que aponta em direção a fatores decisivos.
Um critério que tem se mostrado fundamental são as Win Shares. Essa estatística aponta quantas vitórias, aproximadamente, a performance individual de um jogador acrescenta ao seu time. Entre os últimos 10 MVPs da NBA, 7 lideravam a liga em Win Shares, todos os 10 estavam no mínimo no top 5 de Win Shares ofensivas (quantas vitórias o jogador acrescenta com seu ataque) e 8 estavam, no mínimo, no top 5 em Win Shares por 48 minutos (quantos % das vitórias do time um jogador acrescenta em uma base de 48 minutos).
Na temporada 2016-17 o líder em Win Shares foi James Harden. Estima-se que ele tenha adicionado sozinho 15.0 vitórias à campanha do Houston Rockets. Harden também lidera a NBA em Win Shares Ofensivas, com 11.5 vitórias acrescentadas pelo seu ataque. Entre as Win Shares/48min, James Harden é o 5º na NBA, estimando-se que por 48 minutos ele contribui com 24,5% das vitórias do Rockets. Esse critério é fundamental para o prêmio na medida que o conceito de valioso está altamente ligado ao sucesso coletivo do time. É difícil dizer que um jogador é valioso quando o time dele não vence, por mais que sua performance individual seja excelente.
Outro fato que aponta para isso é a campanha do time do MVP. E nesse caso James Harden também tem a história ao seu favor. Desde a temporada 1981-82 o prêmio de MVP não vai para algum jogador fora de um time que tem uma das 3 melhores campanhas na sua conferência. Seguindo esse critério, a disputa ficaria entre Harden, Leonard e James. No entanto, Harden tem o maior crescimento e – sem dúvidas – seu time é a maior surpresa entre todos esses. Com a liderança de James Harden, o Rockets terminou em 3º no Oeste e na classificação geral da NBA com 55 vitórias – 14 a mais do que a ESPN previa e 11 a mais do que as casas de aposta em Las Vegas previam. O Rockets tem, ainda, o 2º melhor ataque da NBA e boa parte desses números são em função da excelente temporada do Barba.
Números extraordinários com eficiência rara
É importante esclarecer que o primeiro grande fator para uma temporada de MVP é a performance individual do jogador. Nesse caso, James Harden tem sido nada menos que fantástico. Há a discussão se ele estaria tendo a melhor temporada – ofensiva ou até mesmo no geral – da história da NBA. Esse fato tornaria absurdo a necessidade de ter que fazer um texto sobre essa campanha, se não fosse por Russell Westbrook, que também faz uma temporada histórica, embora um pouco menos incrível – como veremos a seguir.
Para colocar em números a temporada sensacional de James Harden, vamos a alguns fatos históricos que o Barba alcançou em 2016-17. Ele foi o primeiro e se tornou o único jogador na história da NBA a terminar uma temporada com pelo menos 2.000 pontos, 900 assistências e 600 rebotes. Ainda na categoria pontos, rebotes e assistências, Harden se tornou apenas o 3º jogador da história da NBA a ter uma temporada com médias de 29 pontos, 11 assistências e 8 rebotes (Oscar Robertson fez o mesmo em 1961-62 e 1964-65). Harden liderou a NBA em assistências, só deu menos de 7 assistências em dois dos seus 81 jogos (nos dois, ele terminou o jogo com 6 assistências) e teve 11 jogos de 15 ou mais assistências. O MVP teve a sua melhor atuação naquela que se tornou – discutivelmente – a melhor partida de um jogador na história da temporada regular. James Harden anotou 53 pontos, apanhou 16 rebotes e distribuiu 17 assistências diante do New York Knicks na virada do ano (31 de dezembro) no Toyota Center, em Houston.
Mas apenas os números brutos não são suficientes para fazer jus à temporada de James Harden, é importante mergulhar nas estatísticas de chutes – principalmente as avançadas – para mostrar quão impressionante foi James Harden ter feito tudo isso com tamanha eficiência. Harden anotou seus 29,1 pontos por jogo com 44% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 34,7% nos arremessos de três pontos e 84,7% de aproveitamento na linha do lance livre. Nas estatísticas avançadas, seu eFG% foi de 52,5% (% de FG efetivo – estatística que ajusta as porcentagens para o fato de que a bola de 3 pontos vale 1 ponto extra), enquanto sua TS% foi de 61,3% (% de Chute verdadeiro – estatística que mede a eficiência do chute levando em conta chutes de 2, de 3 e de lance livre). E o mais impressionante: tudo isso enquanto distribuía o jogo suficientemente bem para dar 11,2 assistências por jogo.
Para ilustrar melhor esses números segue a lista de jogadores que tiveram uma temporada com médias de pelo menos 28 pontos, chutando 4 ou mais 3PT por jogo, dando pelo menos 6 assistências e com um eFG% de 52,5% ou mais:
Agora a lista que impressiona ainda mais. Jogadores com médias de pelo menos 28 pontos, chutando 4 ou mais 3PT por jogo, dando pelo menos 6 assistências e com um TS% de pelo menos 61%:
Vale notar que todos os jogadores nessas duas listas citadas acima (à exceção de Harden, ao menos por enquanto) foram eleitos MVP da respectiva temporada da NBA. Incluindo o MVP unânime da temporada 2015-16, Stephen Curry. Mas ainda assim, discutimos a disputa do MVP dessa temporada – e espero que fique mais claro por que isso é quase um absurdo ao fim da leitura desse texto.
Vitórias
A coisa mais importante da NBA é vencer. Isso é indiscutível. Seja você técnico, jogador, general manager ou até mesmo dono de uma franquia, se você quer ficar na história da maior liga esportiva do mundo o seu grande objetivo precisa ser apenas um: vencer.
E vencer também importa para o prêmio de MVP. Desde 1981-82, todos os MVPs da NBA venceram mais de 50 jogos e desde 1987-88 nenhum MVP esteve fora das 4 melhores campanhas da NBA – em 2016-17 Harden foi 3º enquanto Westbrook foi apenas 10º. Os Rockets alcançaram 55 vitórias muito graças a James Harden, que liderou criando 56,02 pontos por partida, pontuando e assistindo, o 10º melhor ataque da história da NBA. Essa foi a 2ª maior marca de um jogador na história da NBA, perdendo apenas para Nate Archibald em 1972-73.
Outro ponto importante dentro das vitórias do Rockets e de Harden é como elas vieram de maneira inesperada. Na pré-temporada, nenhum grande veículo da mídia especializada ou as casas de aposta em Las Vegas esperavam que o Rockets vencesse mais do que 41 jogos – na melhor das hipóteses, 44. Por outro lado, muitos acreditavam que o adversário de Harden na disputa pelo prêmio iria liderar o Thunder para cerca de 45 vitórias. Confira:
O Rockets contrariou todas as expectativas e venceu cerca de 14 jogos a mais do que o esperado e fez a 4ª melhor campanha de sua história. Sozinho, James Harden acrescentou 15 vitórias a esse time. Em quadra ele liderou o time em pontos, rebotes e assistências e ainda foi o 2º em roubos de bola e o 4º em tocos. Com um USG% de 34,2% (% de Uso é uma estiva de quantos % da posse do time um jogador usa enquanto está em quadra) – marca razoável, já que o USG% de Harden foi apenas o 4º na temporada e 30º na história da NBA (entre jogadores com pelo menos 50 jogos na temporada) – ele produziu mais pontos do que seu principal adversário, que teve o maior USG% da história com 41,7%. Simplificando: Harden teve menos a bola e produziu mais vitórias que Westbrook, coroando uma temporada extremamente eficiente do Barba.
Et cetera
A lista de motivos para James Harden MVP é ainda maior que isso. O texto é grande, a leitura pode ser densa, mas é tudo em nome da boa justiça. Outros pontos poderiam ser explorados aqui – selecionei aqueles que julguei mais importantes. Se você quiser se aprofundar, segue uma lista de tópicos que endossam ainda mais a campanha de James Harden como o MVP da temporada 2016-17 da NBA:
James Harden mudou de posição no começo da temporada;
James Harden não foi eleito para nenhum All-NBA temporada passada;
James Harden registrou as maiores marcas da carreira em: pontos, rebotes e assistências;
James Harden tornou os seus companheiros melhores – especialmente Eric Gordon e Ryan Anderson, visto como contratações fracas na pré-temporada;
James Harden chutou 408 chutes a menos que Westbrook e foi apenas o 4º na NBA;
Seu time não tinha nenhum All-Star ou All-NBA e venceu 55 jogos;
Seu time venceu mais jogos que o atual campeão da NBA, com LeBron James e mais 3 all-stars;
Seu time teve um técnico novo e pelo menos 6 jogadores novos no elenco, tudo isso depois de perder o 2º melhor jogador do time.
Why Not.
Você pode me chamar de hater se quiser, esse é o momento oportuno para isso, mas para fazer a campanha de James Harden é preciso explicar por que não, o prêmio de MVP não pode ser dado ao “jogador que teve a média de triplo-duplo”. Nessa parte tentarei ser mais sucinto, já que aqui o objetivo em primeiro lugar é sempre o Rockets.
História
Russell Westbrook liderou o Thunder a 47 vitórias, a 6ª campanha do Oeste e a 10ª melhor da NBA. Não seria inédito, é verdade. Mas foram apenas 4 MVPs – entre eles Bob Pettit, primeiro MVP da NBA – em 61 anos de história do prêmio dados a jogadores com campanha igual ou inferior a do Thunder nesse ano. Ainda que você argumente que a média de triplo-duplo e a campanha histórica de Russ seja suficiente para torna-lo a 5ª exceção, aqui vão alguns dados que dizem o contrário.
Entre esses 4 vencedores do MVP com campanhas inferiores, todos terminaram pelo menos em 2º em Win Shares na NBA e pelo menos em 3º em Win Shares por 48 minutos. Ou seja, eles tiveram campanhas ruins, mas sozinhos acrescentaram muitas vitórias aos seus times – pelo menos em relação àquela temporada da NBA. Por outro lado, Russell Westbrook não conseguiu essa façanha. Ele foi apenas o 5º em Win Shares e 10º em Win Shares por 48 minutos na temporada 2016-17. Para ilustrar melhor, aqui segue um um gráfico comparativo das campanhas:
Estatísticas “infladas”
Os números de Westbrook parecem estelares para o fã médio de NBA. Mas se você parar para assistir um jogo do Thunder vai perceber – ainda que não entenda nada de estatísticas avançadas – onde está a mola propulsora das estatísticas do camisa 0. Russ tem o maior USG% da história da NBA (entre jogadores com pelo menos 50 jogos na temporada): 41,7%. Isso significa que nunca, ninguém na história da NBA, definiu tantas posses de um time quanto Russell Westbrook. Enquanto ele está em quadra, ele simplesmente faz uso de 41,7% das posses do Thunder. Basicamente, se tratando de um jogador de alto nível como é Westbrook, quanto mais ele tem a bola, maiores são as chances dele colocar números astronômicos como esses.
Mas ao olhar mais profundamente, não é difícil encontrar uma eficiência medíocre do armador do Thunder, apesar desses números. Entre os 19 jogadores (seguindo mesmo critério acima) que tiveram um USG% de 35% ou mais, Russell Westbrook é apenas o 15º em FG% (42,6%), 11º em eFG% (45,5%) e 9º em TS% (53,6%).
Outro ponto que foi muito criticado foram os rebotes de Westbrook nos triplo-duplos. O armador liderou a NBA em rebotes sem contestação. Dos 10.7 rebotes de média, 8.5 foram sem nenhuma contestação. Muitos foram colocados em uma bandeja para Westbrook, vindo de erros da linha de lance livre adversária. Os dois pivôs fazem o box out e Westbrook fica livre para pegar o rebote, veja aqui uma ilustração. A NBA.com também se deu o trabalho de marcar os jogadores com mais rebotes apanhados a partir da linha de lance livre. Aqui vai a lista, do dia 4 de abril:
O gráfico mostra que Westbrook conseguiu 29,3% dos seus 9.0 rebotes em rebotes de defesa após um lance livre. Esses são os rebotes mais fáceis de serem apanhados, e costumam ser trabalho dos pivôs, que brigam pela posição com os pivôs adversários. No caso do Thunder, os pivôs trabalham fazendo o box out, abrindo espaço pra Russ ter o rebote mais fácil do jogo em suas mãos.
Defesa
Sim. Esse é um texto que diz que o adversário de James Harden não pode ser o MVP por causa da defesa. E aqui vai o argumento que embasa essa opinião: no perímetro Russell Westbrook contestou 232 arremessos, sendo o 100º da NBA na categoria, enquanto James Harden, com 430 arremessos contestados, foi o 2º da liga na categoria. Nos arremessos de 2 pontos, Russell Westbrook é apenas o 196º em arremessos contestados, com 347, enquanto James Harden é o 35º com 626 arremessos contestados.
É fato que nenhum dos dois se preocupa muito com a defesa, mas os números provam que James Harden ao menos tenta, enquanto Russell Westbrook parece só fazer figuração na defesa. Uma constatação a partir desses números que impressiona é a quantidade de pivôs que tem mais arremessos do perímetros contestados que o Brodie: Tristan Thompson, Anthony Davis, Blake Griffin, Kristap Porzingis e Karl-Anthony Towns são alguns dos que figuram entre a lista. Muitos justificam essa falta de marcação de Russ no perímetro como uma estratégia para ficar mais próximo da cesta e angariar rebotes para a sua histórica perseguição à média de triplo-duplo.
The Beard is better.
James Harden chegou ao Houston Rockets na temporada 2012-13, cercado de muita desconfiança se ele realmente poderia ser um franchise player – ou sequer se ele poderia ser isso tudo como titular. Ao fim da sua 5ª temporada como um Rocket, James Harden parece ter respondido todas as perguntas ao se tornar um dos melhores jogadores da NBA. Nos últimos 3 anos ele foi consistente o suficiente para ter duas campanhas de MVP – liderando o Rockets ao 2º e 3º lugares – com uma temporada individual histórica no meio delas.
Voltamos ao embrião desse texto: o trecho bíblico. A NBA pode deixar de dar o prêmio a James Harden, mas para os torcedores do Rockets, para os livros de história da NBA, essa nunca deixará de ser a temporada de James Harden. Não é desrespeito a Russell Westbrook ou qualquer outro candidato. A temporada de Russell foi histórica, ter média de um triplo-duplo é uma das coisas mais difíceis da história, ainda que se tenha uma “ajudinha” dos seus companheiros nos rebotes. Mas o Barba simplesmente foi melhor. Ninguém nessa temporada da NBA conseguiu aliar a alta produção com a eficiência e as vitórias do seu time como James Harden. Ele foi o maestro da temporada 2016-17. Como Trevor Ariza descreveu em seu texto para o The Players’ Tribune: “O Picasso Barbudo é o MVP”.
Ele trabalhou sua vida inteira por isso, do garoto asmático e lento do High School à estrela de um programa pouco conhecido de uma pequena universidade, ao Sexto Homem da temporada, ao All-Star e ao, finalmente, Most Valuable Player. Ele mudou sua mentalidade, porque em 2015 lhe disseram que vencer era o mais importante. Ele mudou de posição em quadra, de posição mentalmente, de posição em relação ao jogo. James Harden contrariou tudo e todos. Trabalhou como poucos. Passou horas aprimorando seu jogo e sua mente. O momento chegou. Fica aqui a minha súplica pessoal aos céus e à NBA: é hora de corar James Harden. Como disse Jesus na Bíblia: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Hell yea!! #round2 #fuckdallas #suckitmarkcuban #fearthebeard #hardenmvp #4-1 (at Houston, Texas)
Even Luke is excited! #rednation #yao #tbt #houstonrockets #lukethinksits2005 #hardenmvp #lukeskywalker
(via James Harden dunks on multiple Pelicans (Video))