James Harden é o mais próximo de Wilt Chamberlain em domínio de pontuação
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Texto por @ClutchCityBR
Wilt Chamberlain foi um dos grandes jogadores da história da NBA, dominante desde sempre pelos mais diversos motivos imagináveis. Ele colocou números nas quadras da maior liga de basquete do mundo que talvez não sejam quebrados nunca, como a média de 50.4 PPG ou os famosos 100 pontos numa partida. Mas algumas coisas que ele fez, tão históricas quanto, já foram ameaçadas de ultrapassagem por outros grandes nomes da história do esporte, e aí a gente tá falando de Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Michael Jordan, Kobe Bryant, LeBron James e muitos outros que jogaram desde que o grande Wilt parou sua carreira. Mas um nome em especial, principalmente nos últimos anos, vem fazendo coisas além do que todos esses outros que citei, especialmente em termos de pontuação: James Harden, do Houston Rockets.
Existe um costume ao redor da NBA que diz que sempre que alguém está em comparativos de números com Wilt Chamberlain, esse alguém está fazendo algo histórico. E, obviamente, é verdade.
Dentro disso, o nome de James Harden é um comum que tem aparecido bastante nos últimos anos nas tais comparações. Na temporada passada, o #13 do Houston Rockets teve uma sequência de 32 jogos seguidos anotando pelo menos 30 pontos, marca que se tornou a 2ª maior da história da liga, atrás apenas de uma protagonizada por... Wilt Chamberlain (65 jogos).
Na atual temporada, James Harden jogou 21 partidas e fez pelo menos 40 pontos em 10 delas, e isso o ajuda a ter uma média de 38.7 PPG no momento. A estatística colocada acima é a terceira mais alta após os 21 primeiros jogos de uma temporada, atrás apenas de outras duas colocadas por... Wilt Chamberlain (46.1 PPG e 52.7 PPG).
Harden foi o jogador que mais pontuou nos primeiros 10 jogos da temporada nos últimos 50 anos, vai tendo média muito próxima de 40 PPG e faz isso com absurdos 63.4% de TS% (True Shooting é a medida de eficiência que conta, além de FG%, os FTs e o ponto extra do chute de 3). Se ele terminar a temporada com mais de 37.1 PPG - e ninguém ousa duvidar porque pelo andar da carruagem é algo provável, principalmente pelos 36.1 PPG no último ano - ultrapassará Michael Jordan e se tornará o segundo jogador da NBA com mais PPG durante uma temporada, atrás apenas de... Wilt Chamberlain.
E se ele terminar a temporada com 35+ PPG? Vai ser o único atleta além de... Wilt Chamberlain a ter 2 temporadas seguidas chegando nessa marca.
Óbvio que é cedo pra projetar esses números do Harden como os finais da temporada, mas ele tem, nesses 21 primeiros jogos, média de 14.5 lances livres por jogo, o que o levaria a ter a 2ª maior média durante uma temporada na história, atrás apenas, claro, de Wilt Chamberlain (em 61-62, 17.0 FTA/G).
Mas como que pode isso tudo? Como um rapaz que na infância era gordinho, asmático, lento, e que nem pensava em jogar basquete se tornou um dos maiores pontuadores da história do esporte, a ponto de ter números comparáveis aos de Wilt Chamberlain décadas depois?
Bom, tudo começa a de fato dar uma guinada em 2016, quando o Houston Rockets contratou o treinador Mike D’Antoni para o ser o técnico principal da equipe. Daryl Morey, o GM da franquia, é conhecido como nerd não à toa, ele é vidrado em estatísticas e análise de desempenho, e “inventou” um conceito de basquete que se popularizou como ‘Moreyball’, que consiste em buscar eficiência a qualquer custo, principalmente eliminando arremessos de média distância e priorizando arremessos do perímetro e do garrafão. Mike D’Antoni era/é conhecidamente uma mente genial de ataque na NBA, e Morey sabia que aliando o treinador ao estilo de jogo que ele criou, era capaz de basear o sistema ofensivo do time ao redor do já talentosíssimo James Harden. E lá foi ele. James, dono de um arsenal que causa inveja a muitos (e aqui são realmente MUITOS), fez do step-back 3 o seu maior movimento na quadra. Dançar com o defensor no perímetro até pegar seu ritmo, sentir o exato momento de desequilibrar seu adversário enquanto acelera e desacelera cada milésimo da coreografia, até finalmente dar o passo para trás (ou para o lado) capaz de conseguir espaço suficiente para fazer o arremesso se tornou a grande arma do Harden, que já naquela época era um dos melhores jogadores de 1v1 da liga.
Preste atenção na sequência de números que vou te dar agora:
Em 2014, Stephen Curry liderou a NBA durante a temporada regular com 69 step-backs para bola de 3. Em 2019, apenas 5 anos depois, James Harden liderou a liga nesse quesito com 613 tentativas. SEISCENTAS E TREZE TENTATIVAS. E ele acertou 43% delas. James foi o líder da liga com 378 bolas de 3 na temporada (o que é a 2ª maior marca da história, inclusive), e fazendo uma conta rápida com esses 43% das 613 tentadas em step-back, significa que 69,7% das suas cestas de 3 em 18-19 vieram de um step-back. Chega a ser difícil mensurar o quão absurdo isso é.
Harden foi se tornando tão mestre na arte do step-back ao longo dos anos, que na temporada 16-17 ele simplesmente doutrinou a regra do passo zero e conseguiu fazer um step-back ainda mais letal ao começar seu movimento enquanto a bola está no ar entre os dribles antes de agarrá-la completamente. O que muitos chamam de travel, na verdade é só uma prova da genialidade do cara. E conhecer o livro de regras, inclusive, faz dele um ótimo cavador de faltas. Sabendo exatamente como seduzir o adversário a fazer basicamente o que ele quer, e sofrer falta num nível tão assustador que poucas vezes vimos. Ao fim dessa temporada, James provavelmente vai ter 6 temporadas na carreira com 10+ FTA/G.
Demora literalmente 1 segundo no relógio para o Harden conseguir capitalizar seu step-back, desde usar o passo zero, depois fazer o passo para trás e finalizar no ato do arremesso. É o 1 segundo mais perigoso e mortal da NBA atual. E o step-back do Harden, em média, gera 6 pés de distância entre ele e seu marcador, segundo a ESPN. Nesse 1 segundo que ele precisa para fazer o arremesso da bola, é quase impossível do defensor chegar em posição de marcá-lo de novo. O step-back 3 do Harden é, segundo o Spectrum Data, 12% mais eficiente do que um chute médio da liga, em situação de 5v5. Isso sem contar que em cerca de 6% das vezes que tenta esse arremesso, Harden ainda sofre a falta e acaba tendo 3 lances livres para cobrar (ou 1, já que ele é o segundo jogador com mais 4-point plays na história da NBA).
Créditos: Reprodução/Internet O ponto máximo do jogo do Harden acontece em ISO, coisa que ele faz melhor e mais do que qualquer um na liga. Se liga na diferença em situações de ISO comparando Harden com o resto da NBA no quesito:
Segundo números do Kirk Goldsberry (ESPN) de todos os jogadores da liga, apenas 3 tiveram média de mais de 10 ISOs por jogo, são eles: DeMar DeRozan, Blake Griffin e James Harden (18-19).
Quebrando agora esse número um pouco mais, a gente vê que DeRozan e Griffin tiveram algo entre 10 e 11 de média, e James Harden teve impressionantes 19.8 tentativas por partida. É basicamente o dobro. A quase surreal diferença, aliada ao estilo de jogo extremamente eficiente com bolas de 3 e FTs, ao físico capaz de suportar tamanha carga e, claro, ao talento de James Harden, resulta na fórmula que faz do Barba o absurdo dominante de pontuação mais perto (ou menos longe) do que foi Wilt Chamberlain.
E só para terminar o assunto de ISOs te dando a noção exata do quão valioso Harden se torna durante suas partidas: O gráfico abaixo, do Kirk Goldsberry (ESPN), mostra a eficiência e a quantidade de um jogador em isolations desde a temporada 17-18 até hoje. Repare como o Harden é:
O cara que mais tenta isolations.
O cara mais eficiente entre todos da liga.
Ele eleva esse estilo de jogo a um nível de efetividade que simplesmente não existia antes. Uma comparação verdadeiramente bizarra. Outro patamar.
Créditos: Reprodução Twitter @KirkGoldsberry
Indo um pouco mais a fundo nesses gráficos de ISOs, olha o geral do Rockets comparado ao resto da NBA desde a temporada 13-14. Ninguém chega nem perto da eficiência do time no quesito, basicamente por causa da existência do Harden.
Créditos: Reprodução Twitter @KirkGoldsberry
Nos últimos anos, Rockets construiu 2 dos 5 melhores ataques em rating ofensivo da história (o 6° e o 13°, para ser mais exato). E fizeram isso praticamente “só” dando a bola nas mãos de James Harden. É esse o tamanho de sua grandeza.
Créditos: Reprodução Twitter @KirkGoldsberry
Essa é a shotchart do Harden de algum momento do meio para o fim da temporada passada, ajudando a entender o anteriormente citado ‘Moreyball’: com ênfase nas bolas de 3 e bolas no garrafão, e com pouquíssimos arremessos de média distância.
E falando sobre a parte dos arremessos no garrafão, entra o aspecto mais subestimado do jogo do Harden: a infiltração. Por mais que ele lidere a liga em bolas de 3, não é possível simplesmente marcá-lo lá fora do perímetro com tanta veemência, porque ele lidera a liga também em drives por jogo (20.4) e pontos feitos a partir de drives por jogo (15.0). Além de toda a questão dos FTs já mencionada antes. Aliás, segue mais um recorde: James Harden cobrou 10 FTs ou mais em 20 dos 21 jogos na atual temporada. A sequência de 20 partidas (jogo 1 até o jogo 20) foi a maior na história da NBA.
E aí é possível contra argumentar que não existe lógica na comparação, porque Wilt Chamberlain era um pivô gigante que doutrinava no garrafão e James Harden é um armador que joga mais no perímetro. Tem razão, esses pontos são fatos indiscutíveis. Mas repare nas similaridades:
Wilt Chamberlain era conhecido por ser um cara que, apesar de entregar excelentes números, não tinha um “basquete vencedor” na NBA, porque demorou para conseguir seu primeiro anel de campeão. Comparação óbvia com o Harden hoje, certo? Provando ano após ano que entrega tudo o que pode para o seu time, mas parando (principalmente no Warriors) antes da glória maior;
Na temporada 64-65, Wilt Chamberlain se tornou o jogador que alcançou 500 pontos numa temporada de forma mais rápida na história, ao atingir a marca no 13° jogo da campanha. Na atual temporada, James Harden precisou dos mesmos 13 jogos para chegar nos 500 pontos.
Créditos: Reprodução/ AT&T SportsNet
Desgostado pela base geral de fãs e de analistas pela forma peculiar de jogar, diferente do que era/é visto em sua determinada época. Comuns ‘pitacos’ de “Isso não é basquete!” e afins;
Capacidade de aproveitar do que era o diferencial do jogo, com Chamberlain usando ao máximo sua força e dominância no garrafão, e com Harden explorando a era do jogo forte no perímetro com muitas bolas de 3. São meio que “apelões”, sabe? Mas isso porque só eles são capazes de fazer;
Conhecimento enorme do livro de regras, sabendo ir no limite delas para sofrerem faltas. Dentro disso, regras foram criadas por causa do que ambos faziam na quadra, inclusive. Não é possível listar aqui todas as regras criadas para o pivô, porque foram muitas, mas para Harden é possível citar a recente ‘Harden Rule’ como um exemplo;
Se Harden terminar a temporada liderando a liga em FTs de novo (coisa que, sejamos sinceros, deve acontecer tranquilamente), ele vai se juntar ao Wilt Chamberlain como únicos atletas a liderarem a liga no quesito durante 6 temporadas seguidas;
Já citado antes aqui, mas outra similaridade que pode existir vai com a possibilidade do Harden fazer 35+ PPG (e, relembro, ele está com 38.7 no momento) de novo, o que o colocaria ao lado do Wilt como únicos a fazerem 35+ PPG em dois anos seguidos;
São os únicos jogadores na história a conseguirem média de pelo menos 43 PPG durante o período de 1 mês;
São os únicos jogadores na história a conseguirem um jogo de 50+ PTS e 10+ ASTS enquanto chutaram 75+% FG;
Harden teve uma sequência de 5 jogos com média de 52.5 PPG, essa foi a segunda maior sequência de jogos com média de pelo menos 50 PPG na história da NBA. Wilt Chamberlain com incríveis 116 jogos, é o dono da maior sequência;
São os únicos jogadores na história com pelo menos 10 jogos de 55+ PTS na carreira. Em 18-19, Harden se tornou o 2° jogador com mais jogos de 55+ PTS numa temporada (com 6). E é óbvio quem é o único na frente dele na história;
Uma última nessas de 55+ PTS: James Harden e Wilt Chamberlain são os únicos que fizeram a tal marca em dois jogos seguidos. Chamberlain fez 8 vezes durante a carreira e Harden fez 1x na temporada passada.
Com os números é possível observar que James Harden é mesmo a coisa mais próxima de Wilt Chamberlain que a NBA já viu. Talvez, uma espécie de Chamberlain da era moderna no quesito pontuação. E também aconteceram com Wilt Chamberlain as inúmeras críticas até finalmente ser campeão da NBA, o que demorou para acontecer. Pois bem, o que não foi contado é que o primeiro título do pivô veio aos 30 anos de idade. E que James Harden tem 30 anos hoje. Agora ele vai em busca da mais desejada das similaridades, que seria se tornar, finalmente, campeão da NBA.
James Harden trouxe uma espécie de novo hero ball para a NBA, um hero ball absolutamente calculado, o que torna ele o mais eficiente possível. A seleção de arremessos é muito boa em “custo benefício”, por causa do estilo de Moreyball. E o sistema de trocas nas defesas da NBA hoje faz com que Harden consiga criar situações de ISO jogando contra marcadores mais lentos ou menores (e mais fracos) que ele. A vantagem que já seria enorme contra praticamente qualquer marcador só fica maior ainda.
Se Harden parar para dançar com alguém, geralmente no topo do perímetro, e em uma situação de ISO... A chance daquilo acabar gerando pontos para o Houston Rockets, seja com o Harden fazendo +3 num step-back, +2 numa bandeja, +2 em FTs ou com algum companheiro de time finalizando uma jogada criada por ele, é literalmente maior do que a de qualquer outro jogador na história. E isso não é opinião, é simplesmente um fato. Daryl Morey fez um tweet provando isso alguns dias atrás, onde ele mostra a quantidade de pontos feitos/gerados por 100 posses (medida capaz de diminuir um pouco a diferença entre as eras), e James Harden tem as duas melhores pontuações da lista, com os números da temporada passada (2° lugar) e dessa temporada (1° lugar).
Um jeito legal de ver isso, até deixando de lado as assistências, é com a seguinte estatística:
Desde que foi trocado para o Rockets em 2012, Harden é o jogador da NBA que mais pontuou. E faz isso com uma diferença de mais de 2,500 pontos para o segundo colocado (LeBron James). Se Harden ficasse uma temporada inteira sem pontuar nada, LeBron precisaria de quase 30 PPG para chegar no número do Barba. Acho que, por esse número, dá para ter uma ideia do tamanho do absurdo que Harden vem fazendo com o uniforme do Houston Rockets.
Ah, e sem esquecer que James Harden fez 60 pontos em 31 minutos contra o Hawks na semana passada. Seria possível destrinchar a atuação aqui em vários níveis, mas como ela é “só mais uma” na carreira dele, observe apenas os marcos históricos que ela determinou:
Harden fez o jogo de 60+ PTS com menos tentativas de arremesso (24) na história;
Harden fez seu 4° jogo de 60+ PTS na carreira (empatado 3° lugar all-time) e seu 20° jogo de 50+ PTS na carreira (4° lugar all-time);
Harden fez isso tudo com 8 assistências, 3 roubos de bola e plus/minus de +50. Essa foi uma combinação inédita na história.
E aí vai uma opinião sem a menor dúvida: não foi nem top-3 em atuações na carreira dele.
Ele seguiu essa atuação com um jogo de 50 pontos contra o San Antonio Spurs e se tornou o 3° jogador na história (Wilt Chamberlain – claro – e Kobe Bryant) a fazer um jogo de 60 pontos seguido de um jogo de 50 pontos.
A próxima partida depois dessas duas foi contra o atual campeão da NBA, Toronto Raptors, no Canadá. Tenha em mente que o time comandado por Nick Nurse é, em 19-20, o 6° melhor rating defensivo da liga e o 7° time que menos permite pontos ao adversário.
E apesar de tudo isso, foi assim que eles iniciaram (o placar não me deixa mentir) o jogo contra o Rockets:
Créditos: Reprodução/ AT&T SportsNet
Exatamente, dobrando em James Harden no meio da quadra.
Dá para dimensionar isso? A atual 6ª/7ª melhor defesa da maior liga de basquete do mundo resolve defender com 1 jogador a menos simplesmente para não deixar o Harden na situação de isolation que ele é tão letal.
Estamos falando de um jogador colossal, não tem jeito. Não tem nem como negar nada, é um talento all-time fazendo história em basicamente toda noite que entra em quadra.
Recentemente o técnico do Denver Nuggets, Michael Malone, disse que James Harden e Michael Jordan – visto por muitos, inclusive por mim, como o GOAT – são jogadores do mesmo calibre. Embora eu não concorde com a afirmação (pelo menos ainda não), em termos de pontuação não é absurdo nenhum dizer que Harden está num “calibre” até maior que o de Jordan, ou pelo menos caminhando a passos largos para isso. Repito: em termos de pontuação.
É possível, na verdade, argumentar que James Harden é o melhor jogador ofensivo de toda a história. Afinal, ele é o único a fazer 35+ PPG com 7+ APG, isso tudo enquanto tem 60%+ de TS% (e o mais próximo – justamente Michael Jordan – tem 56%).
E olha, ele caminha para a 2ª temporada seguida fazendo isso. Talvez seja papo de GOAT no quesito mesmo, sei lá. Mas fica para outro capítulo... Quem sabe algum dia eu volto aqui no Tumblr do Red Nation Brasil. Por enquanto vamos primeiro apreciar e reconhecer todo o talento de James Harden, porque o que eu quis provar para você é que ele, independente da forma, vai colocar pontos no placar em nível que, literalmente, só foi atingido antes por Wilt Chamberlain. E vamos ficar de olho nos números dele daqui para o fim da temporada para ver o quão absurdo eles de fato serão. De qualquer forma, fique atento, porque o foguete de Houston já foi muito bem lançado para a história. E ele não parece ter encontrado seu auge no espaço ainda.
Eu sou o Clutch, cubro o Rockets lá no Twitter (@ClutchCityBR) desde uns 3 anos atrás. Se você quiser, dê uma passada por lá. Valeu!
Créditos: Reprodução Internet/ USA Today
Fontes usadas no texto: ESPN, NBA Stats, NBA Math, Basketball Reference, Spectrum Data, Synergy, AT&T SportsNet.













