Mais um sobre o pesar
É doido o penar do que se vê acabar, sem ter visto realmente o seu findar. É doido estar tão só, mesmo feliz, indo a mais de 120... Duas rodas e um guidão, suas mãos e uma lição. Não era pra ter sido você, de nós dois o mais vivo a viver, foi demais… Nada é mais...
É doido ver minhas linhas começando a multiplicar os sinais que era pra você ter visto ao guiar.... Sua vida breve foi, transformou minha solidão em algo mais poético e mais cinza.
Cheia de tanto chorar, verter mais lágrimas não dá mais, só é sempre assim, madrugada afora... a cada notícia. Sempre vou voltar, praquele fatídico 28, que te tirou daqui, me tirou a paz... foi demais... Nada é mais.
Esses dias me diverti, com tabuleiros e pensei em tantos jogos que não sei nem mais onde estão. Nosso time era de 3. Vez outra eramos mais, um aqui não está, outro quem sabe vai... só eu que vou restar?
É doido o penar, cada gatilho, cada lembrança. Passou tanto tempo, às vezes eu nem lembro, mas sempre volta a me embargar. Não era pra ter sido você... Sua estrela brilha e isso toda a noite me faz lembrar!









