Desatenção era um traço nada constante em Gain. Andava por aí ligada em tudo e em todos, calculando cada passo até para não atravessar a rua em um momento perigoso. Porém, foi necessário nada mais que uma fração de segundos para não se tocar do fio do fone de ouvido que se enrolava na maçaneta da porta. Os passos usualmente rápidos pararam no meio do caminho, o celular foi parar debaixo da porta, os fones no chão e a vergonha em sua cara inteira. “Eu não tenho um dia de paz...”










