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Domingo eu tomei um café. Não foi bem um café, foi o conceito. Na verdade ela quem quis um chocolate com menta, e eu copiei ela. Eu amo aprender sobre quem eu gosto. E cada segundo desse chocolate foi maravilhoso, desde a entrega até o descarte dos copos. Os olhares, o interesse mútuo no que cada um tinha para dizer. Uma das coisas que me deixou completamente extasiado foi o olhar. Ela me olhou com firmeza. Fundo. Sustentou meu olhar. Não nós tocamos em momento algum do café, mas a intensidade do olhar valeu por mil toques. Ela falava, gesticulava, sorria, eu sorria e concordava, e o mundo sumiu ao nosso redor. Os copos se resumiram a plástico e gelo. E nossa conversa parecia não terminar nunca, parecíamos presos no olhar um do outro, no que cada um tinha a dizer, e tinha tanto a ser dito. Mas eu não ligo de não dizer algo. Ela me passa a sensação de que vai ter mais, que na próxima a gente termina de dizer.
Mas sabe, eu passaria uma eternidade naquele momento, observando aqueles olhos com o universo dentro, quelas mãos nervosas gesticulando, e aquela boca contando fatos sobre a vida o universo e tudo mais.
Um pequeno infinito pra mim. Que poderia ser maior, ah como eu queria que fosse maior
Eu sou uma boa pessoa? Sou uma pessoa decente? O que é ser bom? O que é ser um pessoa ideal? Quais são os princípios de alguém normal? O que é a normalidade? Onde foi proposto e aceito?
Queria saber, é tão difícil lidar e saber onde se encaixar, como fazer o certo e o errado. Ou quando fazer. Por que fazer. Mas no fim, pra parte sempre estará errado, e isso é o que sempre e mais importa, não importa quem seja.
Sempre ouvia aquele papo sobre estar sozinho e saber aproveitar. Saber o que há em você, saber estar completo e afins. Eu respeitava, mas não entendia por completo, e acredito que recentemente cheguei a esse nível de crescimento.
Ouvindo Led sozinho num café, eu posso admirar minha própria cabeça e observar as coisas acontecendo, posso parar minha rotina grotesca e corrida de 5 dias semanais para uma pausa completa. Farei mais vezes, deixar minha cabeça livre. Sozinha. Eu só amo estar sozinho, e não tenho um minuto pra isso.
Como diria Loiue Ponto, estar sozinho é algo que precisa ser admirado. Você não precisa de um par para ser feliz.
JA
Queria fazer um poema bonitinho igual Anavitoria pra falar que eu tô me afogando na imensidão do seu ser e sua beleza me pressiona como se tivesse no fundo do mar, mas não sei.
Poema não e meu forte.
JA
Ela é uma pessoa maravilhosa. Eu me pego perdido nas curvas do labirinto que nossa conversa, e fico encontrando vários outros caminhos que poderíamos ter tomado, mas não me sinto triste. Mais cedo ou mais tarde voltaremos ali. É como um labirinto com múltiplas saídas, vários caminhos a se seguir. Ela não tem problemas em falar sobre nada, ela só segue o "fluxo".
Eu me pergunto quando vou achar alguém assim de novo, ou quando é que eu percebi ela. Mas logo desisto. Pessoas assim são tão raras quanto uma aquele nascer do sol do primeiro dia que ela me disse que gostava de ver isso. As vezes caímos em uma linha de raciocínio sem sentido, que se olharmos pra trás e nos perguntarmos "Como?" Não saberíamos como era exatamente, mas continuamos. E não há nada errado, por que ela não deixa de ser agradável.
Em vários momentos disso, eu vejo um sorriso saindo Involuntariamente do meu rosto, eu olhando não para a foto dela, mas sim pras últimas mensagens, sorrindo sobre...ela falando do céu, ela dizendo que queria ler aquele livro, ela falando da escola. Qualquer coisa dela me deixa assim.
A hora de dormir são as piores, eu que falo o "boa noite", mas eu não queria. Eu quero sempre explorar mais, ver que caminhos podemos seguir, o quanto ela aguenta. O quanto eu aguento. Mas infelizmente temos compromissos, e tenho que ir. Com ela não tem "vácuo". Está implícito que temos nossos compromissos, e ninguém vê desinteresse, só fica lá a última mensagem de quem quer que seja, a espera de uma resposta.
Agora não sei se preciso dizer, mas eu apaixonei por ela assim. Pela sua múltipla variedade de assuntos, pelo seu humor requintado, pelas nossas conversas sem sentido altas horas da noite. Eu apaixonei pelas músicas dela, pelo que ela gosta de fazer, apaixonei por ela escutar as músicas que mando, e por ela responder minhas perguntas loucas sobre a vida.
Sim, ela foi minha primeira paixão não física.
Eu apaixonei pela JA pessoa. Pela personalidade. Pela identidade JA.
Apaixonei
A necessidade da escrita se fez presente, não cabia mais aqui a necessidade de expor o que me inibia de agir. Como diz a Clarice, "Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."
Eu não vejo outra saída senão me entregar a esse sentimento o qual eu venho fugindo a tempo. Fugir para onde? Não há mais lugares que eu o enterre, não há mais onde eu possa correr. Sempre que eu vejo qualquer coisa que provenha dela eu perco a cabeça, como um animal que encontra algo enterrado, eu começo a cavar onde quer que eu possa ter escondido, o encontro, eu sempre encontro.
Por que ela? Tantas outras eu já superei, já esqueci, já virei grande amigo, mas com ela nunca aprofunda qualquer outro sentimento, apenas o que eu queria não ter. Quando a vejo, a boca fica seca, o coração dispara, queria ter um espelho pra ter certeza que meus olhos faltam saltar das órbitas, eu fico então, sem ação. Eu seria uma presa fácil, estaria nas mãos dela, e ela não precisa dizer uma palavra.
Ah, dizer palavras. Como eu sempre consigo? No meio da feitiçaria que ela me joga, sempre, sempre eu consigo pronunciar algo. Mas quando ela canta, raras as vezes, eu fico estático e eu não sei o que fazer. São nesses momentos, nesses breves momentos que eu percebo que eu não quero ser apenas o amigo dela.
O sorriso se formando, os cachos mexendo em suas milhares de voltinhas, o olhar cativante por trás da lente, as pernas cumpridas, as bochechas maravilhosas, é um pecado a existência de uma pessoa com tantos traços bonitos. Não tem muitos momentos que eu veja pessoal ou uma foto vídeo que não me deixe abobalhado com tamanha beleza.
Eu sou uma pessoa viciada em observar padrões. Eu gosto de ver como as coisas se comportam, com elas funcionam e tudo. Mas sempre que ela aparece da um troço e tudo sai da linha, a música não é ideal, as palavras não se encaixam direito. Vi a foto se all star amarelo (por sinal, acho lindo all star amarelo) com a mão no cabelo e um sorriso tão carismático, mas só hoje mais de doze horas depois estou processando realmente o que é aquela imagem. Impacto, o poder, a pose de "dona da porra toda".
Como diria Colin Singleton em Teorema Katherine: "Ela tinha um sorriso que curaria o câncer o poria fim as guerras". Mas ao só o sorriso. Anna Guimarães por inteiro faria isso, cada átomo de Anna Guimarães seria capaz de tal feito.