Caminhar bêbado era quase impossível, mas o estado de Ethan já passara desses havia horas. Mais do que bêbado, mais de completamente fora do ar. Ele só fizera bebera nos últimos dias. Nem ao menos se lembrava da ultima vez que havia comido alguma coisa, porque tudo que se lembra eram de bebidas e mas bebidas.
Ele vinha tropeçando, sem uma camisa, só de calça jeans, e uma garrafa em sua mão. Não havia tomado banho ou feito qualquer coisa desde que acordara – ou desmaiara, ele não sabia ao certo – e depois de muito pensar, chegara a conclusão de que era que precisava: falar a verdade.
Chegou ao seu destino, uma porta de madeira, e levantou a mão, batendo na madeira com a mão aberta mesmo.
- FAYE! FAYE, EU QUERO FALAR COM VOCÊ!
Não tinha ciência de que estava chamando atenção de todo corredor, só levou a garrafa na boca novamente, tomando outro grande gole, voltando a bater na porta em seguida.
- APAREÇA! VOCÊ NÃO PODE ME FAZER ISSO E SUMIR, PORQUE É TUHDO SUA CULPA! VOCÊ ME FEZ ME IMPORTAR COM VOCÊ, ENTÃO VOCÊ SAI POR AI FICANDO COM OS OUTROS E QUER QUE EU NÃO ME IMPORTE TAMBÉM? SAI DAI DE DENTRO, EU PRECISO XINGAR VOCÊ CARA A CARA! – Suas palavras saíram altas demais, quase berros pelo meio do corredor, mas ele não se importava. Nem notou as pessoas saindo dos quartos, e voltou a tomar outro grande gole da bebida. – É TUDO SUA CULPA, É TUDO SUA CULPA!
Ele não entendia ao certo porque estava ficando cansado, mas estava. Seu corpo estava doendo, e por uns segundos ele ficou parado, olhando desolado para a porta, até que se aproximou e encostou a testa nela, ainda batendo com a mão ali.
- SAI DAI DE DENTRO. SAI! – Agora não foi mais um berro, mas era evidente sua dor. Alguém no fundo de sua mente gritou que ele não era o primeiro garoto que fazia um escândalo pela garota, mas nem isso o parou. Continuou batendo com a mão aberta na porta, esperando a garota abrir.