please,
if you ever want to leave me
just go.
don't you dare
stay
when all you want to do
is go.

seen from Malaysia
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seen from China
please,
if you ever want to leave me
just go.
don't you dare
stay
when all you want to do
is go.
Assisti-la dormir tornou-se uma obrigação de um tempo pra cá. O sono não vem com facilidade e nada melhor do que ouvir sua respiração em meu cangote, ter seus cabelos junto ao meu seio podendo acaricia-los sem ouvir um “não precisa” ou “meu cabelo ta sujo, sai”. O sono pesado que insiste em derrubar minha pequena todas as noites em questão de minutos é meu ódio e também meu amor. Ao mesmo tempo que o crucifico e o odeio por afastar sua voz de meus ouvidos, agradeço-o por colocar minha indomável fera para dormir. Dormir e descansar o seu merecido sono que tão pouco dura devido as horas incontáveis que mal cabem em um dia de trabalho. É tão gracioso pensar que essa pequena inteira é minha. Que o sono dela, de certa forma, me pertence. Dia desses fui pega de surpresa com sua fala noturna e a mesma bravejou “que saco! não vou falar de novo!” devolvi, entre risos, uma indagação “amor? você sabe que ta dormindo, né?” e recebi um “ahãm, ahãm” teimoso, mas logo silenciado pelo sono pesado que ora vem, ora vai. É numa dessas noites - senão em todas - em que meus dedos se perdem naquele mar de fios ruivos que penso comigo: Como pode ser o amor tão contraditório, não?! Uma pessoa podendo ser a sua vida e ao mesmo tempo a sua morte.
No seu mundo bala de licor Era porre seguido de morte Heroína, seringa injetada no braço Álcool ou gasolina era pergunta de roda Gilete mirava os pulsos Carreira só conhecia a de pó No seu mundo composto por drogas e bebidas Farras e perdas Aprendeu que quando se trata da vida Viver é sinônimo de se foder.
Faz mais de um ano.
Sou chuva que chove sem medo de molhar, vento que sopra os cabelos de quem rejeitar. Sou a lua cheia, crescente, e meia. Mas nunca serei meia. Meio. Pela metade. Sou toda, inteira. Sou sol. Sou as quatro estações e me amo no inverno. Sou gostar, paixão. Sou amor. E amo. Amo como se fosse a Terra em braços num abraço. Amo e quando as estrelas me beijam, sou amada.
Sou tudo e tudo me é.
Dói. E eles se amontoam para perguntar-me como, quando, o que aconteceu, o por que. Mas dói. Quem explica a dor? Como se explica a dor? Dói. E eu sinto. Sentir já não é suficiente?
Autoria própria.
Sempre fixei a ideia de que tudo que começa um dia há de acabar. Seja um feriado bom ou uma amizade de infância - que por consequência fica mesmo é na infância, junto da memória e encontros casuais. Sempre achei que nada duraria mais que um beijo ou uma transa casual, que ninguém me aguentaria por mais de dois dias, quando nem eu consigo me aguentar a metade de vinte e quatro horas. Sabe quando todo o seu mundinho se esvai? Quando o Universo faz questão de mostrar que há mais? Que existe alguém? Que o amor existe, que os clichês são uma necessidade incabível e que no fim do dia, mesmo que o seu dia tenha sido horrível, um simples gesto da significado à toda sua vida? Então. Encontrei quem me aguente. Encontrei quem dê significado aos meus dias, alguém que suporta meus erros e aplaude os meus acertos. Encontrei “O Alguém”. O meu alguém. Nada, absolutamente nada do que eu faça jamais será suficiente perto do amor que eu tenho aqui dentro. Nada chega aos pés dos bom dias e boa noites, dos beijos e carícias, nada chega perto da infinita amizade disfarçada em um ingenuo namoro de duas crianças que sorriem ao andar de mãos dadas. Nada nesse mundo se compara à felicidade de fazer as pazes, nem ao fervor de colocar meu amor em atos físicos. Nada nesse mundo se compara à pessoa mais incrível e maravilhosa que conheço na vida. Mesmo que ela não aceite elogios, mesmo que ela por vezes seja difícil, mesmo que eu não consiga dizer não, mesmo que por vezes a ame mais que a mim mesma. Já deitou a cabeça no vazio de uma cama que no dia anterior cheirava a coisa que mais ama no mundo? Dói. Dói tanto ficar longe, mas matar a saudade sempre supera. Sempre pensei que tudo na vida tivesse fim, mas, depois de tomar consciência do meu amor descobri que nunca terá fim e o infinito existe. O infinito somos eu e você.
Sabe quando ouvimos aquela maldita e tranquilizante frase que diz "vai passar"? Então... Geralmente a ouvimos quando nos destroem o coração ou sofremos alguma decepção. É sempre aí que o "vai passar" chega. Ele vem em distintas formas e tons, gestos e até em frases escondidas, mas vem. Por vezes até retrucamos com "vai nada". Mas, ó, deixa eu te contar uma coisinha; Vai sim. Sempre passa. Toda dor passa, toda dor é relativa. Por "passar" não quero dizer que vá desaparecer, que você vá esquecer - acredite, não irá -, esquecer é um pouco mais difícil, mas para passar não há necessidade de esquecer; A lembrança pode trazer lágrimas sim, porém isso não quer dizer que não tenha passado. Quer dizer que ninguém é de ferro; Mas sim que a superação e ensinamento muitas vezes provém de uma decepção. Infelizmente, certas coisas só aprendemos assim. Passa. Eu juro, prometo. Passa. Vai passar. Vai vir de novo e de novo e quantas vezes forem necessárias até que você aprenda, mas vai passar. Digo até que, vai doer, machucar, fazer chorar, querer morrer, dilacerar, sufocar... pode ser que tenhas uma diabete emocional e esse machucado não cure tão cedo, mas, ó, confia; passa.
Tudo na vida passa, apenas o essencial prevalece.