Brasil: vítima ou transgressor? O país segue com seus posicionamentos duvidosos na COP-26
Brenda Gabriela, The New York Times.
22 de julho, 2022
O The New York Times divulgou mais cedo uma nota sobre as ações destrutivas em relação à floresta Amazônica, colocando em cheque os bancos dos EUA, Rússia e Reino Unido, principais financiadores dessas ações. Foi exigido um posicionamento oficial da delegação do Brasil, tendo em vista que o governo brasileiro foi conivente com tudo que ocorreu nos últimos 3 anos dentro do território brasileiro em relação à população indígena.
Foram solicitadas investigações dentro do território brasileiro, que seriam assim conduzidas pelas Nações Unidas, a pedido dos demais países com intuito de investigar mais sobre os investimentos que financiaram a violação dos direitos humanos.
As investigações foram barradas pelo delegado do Brasil que declarou “não permitir que seu país seja invadido e espionado novamente pelas nações estrangeiras que o invadem”. É sabido que o país não tem nenhuma reputação internacional para presidir investigações sozinho sobre direitos humanos, já que por muitas vezes foi indiciado por mineração ilegal, expansionismo do agronegócio a ponto de destruir diversos biomas e, por procurar fontes de energia, entram em conflito com os povos indígenas da Amazonia. É uma nação sem credibilidade para esses tipos de decisões.
Será que o Brasil é realmente uma vítima dos bancos dos EUA, Rússia e Reino Unido mesmo que existam inúmeras declarações de que o governo Brasileiro seja conivente com todas as situações de violações de direitos humanos e ambientais? Esse foi o questionamento do delegado do México durante toda a reunião, seguido pelo delegado brasileiro que exigiu uma investigação neutra tendo em vista o medo de seu governo de países aproveitadores que tenham interesse na floresta amazônica, além de apontar sobre a violação da soberania nacional e acusar os demais de espionagem.









