foi no brilho de um olhar castanho e melancólico que me vi como realmente sou e acho que gostei não é fácil assumir que se gosta você deve ser humilde, rapaz! controle o seu monstro ele se alimenta de orgulho! mas e se eu não for assim? e se na verdade eu for bom? talvez o monstro seja o captor posso estar eu dentro da jaula meu estandarte brada neutro em tons de preto, branco e cinza com os gritos me consumindo e as marcas expostas no lombo é o rei! é o rei! é o rei! é o rei! gritam enquanto me apoio somos livres! somos livres! ouço ao erguer a espada você vai me abandonar, anjo? perderei meus olhos castanhos? lutarei sozinho novamente? eu acredito na sua voz, sua letra me conte como foi cair do paraíso quão duro é viver longe de tudo é possível lutar contra o mal mas não sem manchar a pureza todos os anjos tem olho castanho pintado em vermelho ao sol claro como dia sob a lua e sendo divinos refletem a alma o fulcro sepulcrado não retorna desculpe, não salvei suas asas mas prometo te carregar prometo ser o suporte que quer o sucesso gera a inimizade há muitos perdedores nesse jogo e o encanto do divino é lembrança as imperfeições se fazem tudo o brilho mais forte ofusca o resto por isso te ferem de lança desculpe só te encontrar agora talvez ainda pudesses voar eu tenho medo de deus tenho medo de ser punido mas abrigo um anjo caído e luto noite a noite por você jacó tornou-se israel na espada e sansão se deu por perdão é a vida do pai e a do mártir o caminho sempre foi do homem o soldado é mais um assassino mesmo quando volta ao lar ninguém volta uma vida caída o libertador toma o peso para si conflito, amor, luta, sacrifício todos nomes para o mesmo e apenas esse caminho me resta queimei as pontes há muito você veio me resgatar, anjo? realmente caiu? foi apenas acaso? deus sabe de todas as coisas a febre arde e os serafins cantam o som estronda como tempestade sinto medo e te procuro onde estará você? seu sono é pesado por um motivo o sonho nunca termina, só para e mesmo a pausa te dói muito aproveite o sono, eu te protejo projete em mim a sua luz embanhe minha espada em ouro craveje meu ser com tua aura joia rara, eu preciso de você as luas não mudam como devem somos todos ilhas à deriva colidindo nos tornamos mais hoje somos uma só cordilheira me ilumine, me ilumine cegue meus olhos para o resto me basta só você, só você sua luz guia meu caminhar a fúria toma forma de arma corto meu ser em um só golpe e me abro a você espero as graças de um anjo anjo! venha e não vá mais não posso mais trilhar o caminho estou preso ao seu comando confio apenas em tua voz espero te ter amanhã comigo te espero um dia por vez porque há de voltar ao paraíso mesmo que espere dizeres não