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Here another Imagine, haven’t been uploading lastly c’ause I was on hollyday so...
Era uma tarde fria de outono em Londres. Você estava sentada em sua cama, frente à janela, com o cobertor em volta de si, te esquentando, enquanto você tomava um chocolate quente. Você observava a rua de frente a sua casa, olhando para as arvores “desnudas” por conta da estação do ano. As folhas secas de diversas cores estavam caídas no chão, ao redor as arvores. Chegava a ser uma imagem bonita, principalmente quando o vento vinha e as faziam voar.
Seu amigo, Ed, estava indo passar o dia com você, pois no dia anterior, você ficou a todo o momento reclamando que ficaria sozinha durante o dia inteiro, então ele disse que passaria o dia com você, para que não ficasse sozinha. Você gostou dessa atitude, pois gostava muito dele ha muito tempo, mas não sabia se ele sentia o mesmo.
Você terminou de beber o chocolate quente e pôs a caneca em cima do criado mudo, ao lado da cama, e então se deitou, se cobrindo. Você estava quase adormecendo, quando a campainha tocou.
– Ed? – você gritou, para ter certeza que era ele.
– Sim, eu mesmo. – ele gritou lá de baixo. Você levantou da cama, como uma tartaruga, e envolveu o cobertor em si. Saiu do quarto, e desceu as escadas praticamente se arrastando. Por pouco você não tropeçou no último degrau da escada. A porta parecia que estava muito longe, parecia que você nunca chegava nela, até que sua mão chegou à maçaneta e a abriu. Ele estava parado lá, e casaco e capuz. Nigel, seu violão, estava pendurado em seu ombro direito.
– Entra. – você disse dando passagem para que ele entrasse. Ele entrou e você fechou a porta. Nesse movimento, o cobertor caiu, e um vento frio veio até você. Ed riu.
– Ainda de pijama? – ele riu, colocando o violão em cima do sofá.
– Está frio, o que posso fazer? Andar de biquine ou pelada por aí? – disse irônica. Ed gargalhou.
– Vá, nem está tão frio. Você que veio do Brasil e não está acostumada. – Ele tirou seu casaco e pôs no sofá. Ele pegou o cobertor do chão e se enrolou nele. – Ei! Meu cobertor! – você exclamou, abraçando a si mesma, com frio.
– Que quentinho aqui. – ele enrolou mais o cobertor. Você o olhou, inconformada, e ele riu abrindo os braços para que você o abraçasse. Sem pensar duas vezes, correu para abraça-lo. Ele te envolveu nos braços dele, ao mesmo tempo enrolando vocês dois juntos no cobertor. O abraço de Ed era tão bom, que a vontade era de ficar abraçada com ele para sempre.
– Obrigada por vir. – você disse, ainda o abraçando.
– De nada. Gosto de ficar com você. – ele disse, já olhando para você, sorrindo. Você sorriu timidamente. – Mas nós já vamos sair. Troque de roupa.
– Vamos? Onde?
– Ao parque. – disse ele. Você assistiu com a cabeça e subiu para se trocar. Colocou uma roupa quente e logo desceu, sem demorar muito. Ed estava sentado no sofá, te esperando. Ele se levantou, pegou o violão, e vocês foram até o parque. O parque era um pouco longe da cidade, o que fazia com que o ar fosse muito melhor, e aquilo era bom.
Ao chegar ao parque, você respirou aquele ar puro, que você amava. O parque estava o que digamos “seco”. As folhas estavam todas juntas do lado das arvores, colocadas ali pelos jardineiros pela manhã. O outono não era a melhor época para se visitar um parque, mas com Ed tudo parecia estar melhor.
– Vamos dar uma volta. – disse Ed, segurando sua mão. Você corou ferozmente e olhou para o lado. Você ouviu Ed rir de leve. Vocês começaram a andar pelo parque, vendo apenas algumas pessoas por lá, enquanto as outras deviam estar em seus sofás quentinhos, assistindo TV.
Havia um pequeno rio que cruzava aquele parque, e havia uma ponte bem bonita, passando por ele. Vocês se sentaram à margem do rio, e já estava de tardinha. Ed acariciava sua mão, enquanto o por do sol tomava conta do céu, colorindo-o. Até que ele a soltou, e passou a tocar uma melodia conhecida.
– Isso é tão bom. – disse ele com os olhos grudados no horizonte.
– O que? – você se virou para ele.
– Estar aqui – ele se virou – com você.
Você deixou escapar um sorriso. Ele parou de tocar o violão, você sentiu Ed se aproximar, passando o olhar para os seus olhos, e logo depois para sua boca. Cada vez ele se aproximava mais, até encostar os lábios dele nos seus. Agora as mãos dele estavam em sua cintura, a acariciando, enquanto as suas iam para sua nuca, sentindo o cabelo dele, e aprofundando mais o beijo. Foi assim até que seus pulmões ansiaram por ar, e vocês foram se afastando aos poucos. Você ainda não abrira os olhos. Seu coração batia tão forte, que pensava que podia ser ouvido por ele. Você ouvia Ed respirar próximo ao seu rosto.
– This feels is like falling in love... – cantou ele, aos sussurros. Você sorriu, e percebeu que ele também. Ele se aproximou novamente e te deu um selinho rápido, abrindo os olhos devagar.
– Você... Por quê? – você perguntou, já olhando para ele. Os olhos dele brilhavam.
– Eu gosto de você. – ele falou, sorrindo. Foi inevitável, você sorriu.
– Eu também gosto de você. – disse. Impressionou-se consigo mesma de sua voz não ter falhado, ou você ter gaguejado. Você apenas admirava o rosto de Ed, sorrindo. Ele te deu mais um selinho, pegou em sua mão e se levantou, te levantando junto.
– Quero me jogar nas folhas. – disse ele, caminhando para um montinho de folhas do lado de uma arvore.
– Voltando à infância! – você disse, soltando sua mão e correndo para as folhas, se jogando em cima delas. Tudo parecia que havia sido em câmera lenta. Cada passo que você dava, até se jogar nas folhas, fazendo-as voar e sendo levadas por uma leve brisa que passou pelo parque. Você só conseguia ouvir Ed rir, até perceber que havia deitado ao seu lado, sobre as folhas.
– Você é louca. – disse ele rindo. – Não machucou as costas não?
– Não, estou bem. O montinho estava grande o bastante. – você disse, como uma criança que sabe a quantidade que um montinho de folhas de outono deve ter.
Ed, do nada, começou a rir. Você não entendia o motivo. Ele perdia o ar de tanto rir, parava e tomava ar, e depois começava a rir novamente.
– O que foi, Ed? – perguntou confusa. Ele continuou a rir. – Edward!
– Seu... Cabelo... – ele falou, tomando ar. Você colocou a mão do seu cabelo e sentiu umas folhas nele. Ed tomava ar aos poucos.
– Aí, droga. – você disse se sentando sobre as folhas, tentando tirar as folhas, mas não conseguia.
– Eu te ajudo. – disse Ed, e deu uma ultima risada. Sem muito esforço, ele conseguiu tirar as folhas de seu cabelo. Ele tirava cada folha e olhava para você, sorrindo, e jogava as folhas, que antes de tocarem no chão, eram levadas pelo vento. Ele olhava nos seus olhos, e sorria, enquanto você fazia o mesmo. Os olhos de Ed eram tão lindos. A vontade era de ficar olhando para eles para sempre.
Quando ele ia tirar a última folha de seu cabelo, se aproximou, e tirou a folha. E ao mesmo tempo em que a jogou ao vento, te beijou apaixonadamente. Puxou-a para mais perto dele, e fazia carinho em sua cintura enquanto a beijava. Você fazia carinho em sua nuca, calmamente. O beijo era sem pressa, calmo, macio. Mas logo o ar lhe fez falta, e vocês se afastaram devagar.
– Quer namorar comigo? – ele perguntou, ainda com os olhos fechados e o rosto bem próximo ao seu, podendo sentir sua respiração.
– É claro. – você respondeu sem dúvida alguma, e o puxou para um selinho longo. Ele sorriu no meio do beijo, e vocês caíram sobre a grama. Ed pegou seu violão, e começou a tocar e cantar, olhando para o céu.
Anoitecia aos poucos, e isso deixava o parque um pouco assustador. Com exceção do céu, que estava estrelado e lindo, mas vocês teriam que ir embora. Vocês pegaram um táxi e foram para sua casa. Você acabou dormindo no ombro de Ed no meio do caminho. Quando acordou, já estavam em frente de casa. Ed segurou sua mão e vocês saíram do carro.
– Dorme aqui em casa? – perguntou, abrindo a porta.
– Tudo bem. – disse ele. Vocês entraram, e você foi para seu quarto e jogou para Ed uma calça moletom que ele havia esquecido lá um dia. Você riu ao o ouvir dizer “Ah, então estava aqui?”. Você tomou banho, e em seguida Ed. Você pôs seu pijama e se deitou. Ed se deitou ao seu lado. Você se aconchegou no peito dele, o abraçando, enquanto ele fazia carinho em sua cabeça. Ele deu um beijo em sua testa.
– Boa noite. – sussurrou ele. Você levantou um pouco, e deu um selinho nele.
– Boa noite, meu anjo. – sussurrou. Você se aconchegou nos braços dele novamente, e ele começou a cantarolar uma música. Você sorriu ao ouvir sua voz, e fechou os olhos.
Não demorou muito, e os dois adormeceram juntos, descansando daquele dia perfeito de outono.
~Fim~
Por: Ana Lima