Criminal, Jeon JungKook.
Inspirado em: Criminal/Britney Spears
Número de palavras: 1.406
Por: EmmaSoh_(SpiritFanfics)
Parte: 1 de 2.
Boa leitura e divirta-se.
“...Eu sei que você disse para eu me manter longe,
Eu sei que ele é como um cachorro perdido
Ele é um bad boy com o coração machucado
E eu sei que isso não é inteligente...”
1981, L.A.
Meu corpo estava arrepiado pelo contato frio do piso do banheiro com minhas coxas. Eu me encolhi contra a parede congelante, envolvendo meus braços ao redor do meu corpo.
Os barulhos continuavam martelando na minha cabeça, em um replay tortuoso demais.
A porta do banheiro se entre abriu e depois de alguns segundos alguém começou a caminhar na direção de onde eu estava. Abaixei a cabeça entre meus joelhos, tendo noção de que quem quer que fosse, saberia que eu havia visto o que ela tinha feito antes.
Os passos continuaram até estarem bem próximos de mim, então pararam.
Meus choramingos baixos deixaram um primeiro soluço sair por entre meus lábios.
- Eu te causo medo? – Não levantei o rosto, meus músculos estavam presos. – Não precisa. Você não é um de meus alvos, meu amor.
A “pessoa” se aproximou mais, se ajoelhado ao meu lado. Sua mão pairou sobre a minha cabeça, mas eu não pude identificar o que fazia. Quase ao tocar nos meus cabelos, meu pulso se levantou ao sentir a onde de pavor que sua proximidades me causava.
- N-não! Nem pense em tocar em mim! – Me empurrei com minhas pernas para longe, deslizando para perto de uma das pias. – Eu vi o que fez! Você... Aqueles negócio que saíram de você. – Minha onda de coragem emanava de meus poros, a adrenalina fez meu coração acelerar.- Que tipo de monstro você é?
Com movimentos suaves como o seu respirar, ele se levantou e a escuridão que escondia seu rosto, junto com a longa capa preta de chuva que o cobria, desapareceu, dando lugar ao olhar que me causava segurança, assim que ele puxou a toca da capa para baixo.
- Você é muito pior do que minha mãe imaginava.
Murmurei mais para mim do que para ele. Seu sorriso pareceu entregar o que ele pensava. Caminhou até mim e se ajoelhou na minha frente.
- Você é meu amuleto da sorte, amor. – Suas mãos me aproximaram de si. – Me conhece por inteiro agora. – Suas mãos aproximaram meu rosto do seu, roçando meu nariz ao seu. – Meu lindo Porto seguro.
Ele murmurou próximo ao meu rosto.
- Você é muito mal comigo. E eu sou muito burra. – Suspirei, decepcionada. – Me dá tantas chances de ir embora, mas eu nunca vou. – abracei ele, sofrendo pela minha decisão.- Você não deveria fazer isso com as boas garotas.
Ele riu, me dando um leve selar nos cabelos.
- Eu só queria te liberar do desastre que eu sou, mas você não parece se querer ver livre. – Seu corpo se levantou, ainda comigo presa em seus braços. – E, pode parecer meio egoísta...- Ele fixou seu olhar em mim. – Eu agradeço a cada dia por você não me deixar.
././.
Quando eu o conheci, eu era uma boa menina. Gentil, educada e, principalmente, controlada pela minha mãe.
Naquele dia, eu havia tido o pior dia da minha vida. Eu havia sido parcialmente destruída por dentro. O Bullying havia ferido até a parte mais forte de mim.
Então eu corri para casa, porque todas aquelas pessoas eram más demais para alguém como eu. Que havia sido criada como a porcelana mais delicada. Eu só não planejava entrar em um beco que não deveria.
O grupo que saiu das sombras me cercou, me segurou, riu de mim, rasgou meu vestido e machucou minha pele. Foi quando ele chegou. Foi rápido, na logo ele me perguntava sobre o que eu sentia.
Eu só tremia e chorava. Os caras que antes me agarraram, agora se encontravam no chão. Meus joelhos pareciam de gelatina, falharam e me levaram ao chão.
Minha visão turva me deixava confusa, minha mente e meus pensamentos me deixavam louca em choque contra o chão tudo desliga como um simples retirada de bateria num celular que travava.
Acordo em uma superfície fria que logo arrepia minha espinha, na deixando aguçada aos sons em minha volta que continha barulhos de passos corridos, na qual parecia ser de saltos que se aproximavam, tento abrir meus olhos mais uma luz branca invade minha visão, logo vejo que é um hospital onde estou.
A mulher que vejo é minha mãe, caminhando de um lado a outro do quarto.
Após todos os exames, recolhemos minhas coisas e voltamos para casa. Tudo parece bem agora, mas eu não tirava o cara que havia me salvado da cabeça.
Durante a semana fico de repouso pós traumático, mas na outra semana tenho que voltar para a faculdade. Não poderia perder tanta matéria assim.
Naquele mesmo dia, uma segunda sem graça, onde meus braços doíam por carregar todos aqueles livros, a chuva fina se tornava uma ventaria em pouco tempo.
Parada na saída da faculdade, esperando tudo se acalmar para ir embora, aquela moto para na minha frente. O vento fez os cabelos dele voarem. Ele colocou o capacete sobre a própria moto e caminhou até mim.
Sua mão agarrou a minha, me puxando para longe de onde eu estava. Me levou até a moto e me deu um capacete.
Eu não conseguia pensar, ele me passava segurança, mas também mostrava que a maldade estava em si.
Subi na moto e ele fez o mesmo, me deixando ficar agarrada a si, enquanto ele pegava minha bolsa e a passava para seus ombros.
Meus olhos se fecharam e só se abriram quando eu já estava em casa. Ele me deixou descer, pegou o capacete de volta e me devolveu a bolsa e logo não estava mais na minha visão.
Naquele dia, uma árvore caiu sobre a faculdade, sobre a parte que eu estava. Minha mente travou.
Durante meses, ele me vigiou. Ele nunca falava nada, mas sabia que eu sentia sua presença ao meu redor.
Quanto mais o tempo passava, mais eu descobria sobre ele. Sobre sua “fama”, que não era toda mentira.
Jeon JungKook era o pior de todos, matava sem pudor, mas nunca deixava rastros.
Não havia sangue ou armas. Todas as mortes eram descritas como “causas naturais”.
No meu aniversário de 18 anos, ele estava lá. Eu queria saber como ele havia entrado ali. Mas não perguntei e ele não se aproximou. Não até o final da festa.
Eu estava com as pernas dormentes, o salto formigas meus pés. Saí para o lado de fora da minha casa, me sentando na grama.
Os passos se tornaram próximos, ele se abaixou até estar na minha altura.
Beijou meus lábios de leve, sua boca fria e trêmula.
- Você é um puta problema.
Murmurou, ouvi a tensão dele sair com sua risada leve.
- Eu sei. – Eu ri, sentindo que, mesmo que não tivéssemos conversado ainda, tínhamos uma ligação forte demais. – Mas você parece me salvar de criar mais desses problemas.
Ele se sentou ao meu lado.
- É porque eu sou um dos piores problemas, eu sei como eles acontecem.
Olhei para o céu.
- Por que? – A confusão em seu olhar foi explícita. – Tudo, tudo isso. O que você quer? O beijo, tudo mais...
Ele mordeu o lábio.
- Feliz aniversário? – Ele falou, em um tom de pergunta. – Me sinto melhor quando nós dois apenas ficamos calados, me sinto intimidado por suas palavras.
Ele era muito mais misteriosos do que um jovem delinquente. Eu sabia que por trás da jaqueta de couro e da moto preta havia algo mais profundo.
- Você é estranho. Me confunde e me faz pensar que eu sou o real problema, mas você me faz ansiar para que venha me salvar deles. – Ele me olhou, sem atenção as minhas palavras. – E eu nem sei o seu nome.
Ele se levantou e bateu em suas próprias calças.
- Jeon.
Murmurou, na mesma calma casual.
- Não é seu nome, aposto.
Respondi, olhando para qualquer lugar que não fosse ele.
- É o que alguém como você precisa saber sobre mim.
E então ele foi embora. Simplesmente.
E nada fazia sentido. Nada.
- Alguém como eu?
Suspirei, me jogando na grama novamente.
Foi assim que todos os problemas que eu não pedi começaram.
“...Mas, mamãe, eu estou apaixonada por um criminoso
O amor que não é racional
É físico
Mamãe, por favor, não chore
Deixando a razão dele lado
Não posso negar
Eu amo aquele cara...”











