Imagine Zayn Malik
Parte 3
(…)
Meu coração falhou por alguns instantes, meus olhos não acreditavam no que estava enxergando, porém era a mais pura realidade. Era injustiça estar abraçando meu próprio corpo neste momento, sentindo o pouco de compaixão que me faltava. Ele estava estirado no chão com o sangue escorrendo pelo rosto e com o joelho torcido, quebrado expondo o que o forte impacto causará.
As pessoas o olhavam e fechavam os olhos logo após se virarem de costas com o repentino susto de ver o osso dele totalmente exposto em meio ao sangue. Porém, dentre todas as pessoas que ali estava eu ainda permanecia imóvel no meio da rua.
Meus olhos estavam marejados, por causa da correria de instantes atrás s também por ver Zayn naquele estado deprimente. Grandes aglomerações formavam-se perto do Malik, mas ainda conseguia enxergá-lo vendo-o com a cabeça jogada para o lado.
O sangue dele manchava o chão formando uma pequena poça.
Ainda com o sentimento de compaixão em seu coração, dou pequenos passos rumo ao moreno. Uma, duas, três vezes. Repreendi a mim mesma mentalmente por estar indo de encontro ao inferno novamente, mas o que podia fazer se tinha um tão coração bom?
Incapaz de repreender meus passos, continuei abrindo caminho entre as pessoas envoltas do inerte corpo de Zayn. Meu olhar continuava perdido nele. Porém com as pernas trêmulas, eu parei no meio da rua ao escutar…
–PEGUEM-NA!– então encarei o homem alto trajando um terno e novamente meu coração disparou freneticamente. A minha mente não acordou. Não acordou porque ainda tinha completa noção de que estava indo para o caminho errado.
Eu sabia que não deveria guiar minhas pernas até o moreno, mas não pude evitar. Era meu coração guiando meus instintos, minha razão, meus sentimentos tolos.
Porém, como ajudá-lo sem me prejudicar? Sem ser pega e levada para a mansão? Não havia como! Rapidamente me virei de costas e comecei a correr desenfreadamente deixando para trás Zayn e toda a compaixão que tinha por ele.
Havia duas coisas que ainda prezava antes de tudo.
Minha própria vida e, consequentemente, a chance de futuramente ser feliz.
Mas infelizmente as coisas não seriam assim. Dois seguranças corriam atrás de mim enquanto outros colegas de trabalho ligavam para que uma ambulância viesse dar os primeiros socorros ao moreno. O motorista que o atropelou Zayn fugiu no mesmo instante em que sentirá o forte impacto.
– Merda, essa vadia corre demais!– um dos capangas disse com a respiração acelerada.
– Vá pela outra quadra, iremos cercá-la.– gritou ao outro que assentindo mudou o rumo rapidamente.
Atravessei mais uma esquina movimentada. Alguns fios do meus cabelos estavam grudados em minha testa pelo suor. Meus lábios estavam secos pedindo por uma boa golada de água.
Minhas pernas estavam começando a ficar doloridas, assim como os calcanhares. Sabia que deveria continuar correndo mas estava sendo impossível agora.
“Meu Deus, me ajuda!” pedi mentalmente quando o cansaço físico estava me dominando. Ao meu lado havia um parede, não pensei duas vezes ao encostar minhas costas nela enquanto abaixava minha cabeça em busca de forças, porém ao erguer meu rosto novamente encontro ao fim do beco um dos seguranças…
Há cerca de vinte metros.
Olhei para frente e…
Sorri tristemente deixando ser levada pela sombra, ser levada á ele que talvez destruísse o resto de esperanças que flamejava em meu coração.
– S-sua…– meus olhos arregalaram-se quando o segurança estapeara meu rosto.
Era demais para mim, já tinha que aguentar ser humilhada, torturada, violentada e, agredida por Zayn e agora um segurança me estapeaou? Não, eu jamais não aceitaria isso.
Com uma imensa raiva fiz o inesperado pelo segurança, consequentemente devolvi com a mesma moeda, as marcas de meus dedos na maçã direita de seu rosto esquerdo.
– Escuta aqui seu cretino! Eu já passei por muita coisa nessa vida, não é porque aquele Malik de merda me maltrata que você possa fazer o mesmo, imbecil!– gritei tentando estapeá-lo mais uma vez, porém o outro homem que estava há vinte metros me alcançou e me segurou nos braços puxando meu corpo para trás fazendo com que eu batesse minhas pernas incontrolável.–ME SOL… Uhhm.– Tapou minha boca e disse ao outro:
– Ligue para os outros e peça á um deles para que venha de carro aqui. Essa garota chama muita atenção, não é bom circular com ela por essas ruas.
– As pessoas já estão nos olhando.– o segurança me olhou com desdém antes de peagr seu telefone.
– E por que diabos acha que mandei chamar um carro agora, huh?
(…)
.
Enfermeiros corriam com a maca onde Zayn estava estirado há caminho do centro cirúrgico. Tendo Andrea como médica particular do moreno, já estava lá preparada para realizar a cirurgia na perna dele. Porém, havia um problema para se resolvido. O sangramento na lateral da cabeça dele, especificamente na fonte.
Apressados os enfermeiros entraram porta adentro na sala de cirurgia. Andrea assustou-se ao ver o estado mas logo, ela ordenou:
– Coloquem-no na mesa de cirurgia.– assentindo eles colocaram. –Tess?!
–O q-que?– disse sorrindo forçadamente.
– Como “o quê?” Coloque-me o jaleco, as luvas, passe-me os utensílios e… Está parada aí ainda por que, posso saber?– Andrea exclamou com um olhar para a garota ainda em experiência que rapidamente a obedeceu.
…
Quando o procedimento terminou, horas depois, a Andrea é Tess fecharam os cortes feitos e limparam o sangue em volta dos ferros colocados no moreno. Depois de terminar, ambas retiraram suas luvas e dispensaram os outros enfermeiros e cirurgiões.
Lavaram suas mãos e fitaram o Malik curiosamente.
– Tess, qual era a informação… Quer dizer o que aconteceu com ele?
– Ué, foi atropelado.– deu de ombros.– É tudo que sei pelos outros.
– Ah, huh… Pela boca dos outros, não é?– bufou ouvindo a harota rir. – Bem, estou na duvida se ligo para “ēlē” informando-o sobre o que aconteceu, ou se ligo para o mordomo passando-lhe o estado de Zayn.
– Eu, se fosse tu, não ligaria para “ēlē” não. Acho que o mesmo nem se daria ao trabalho de vir aqui vê-lo depois de tudo que passaram…
Andrea suspirou. Ēlē era um dos poucos que tinha o mesmo sangue de Zayn, entretanto…
– Talvez realmente não seja uma boa ideia. Não depois de todo o passado que tiveram…– fechou os olhos tentando não pensar no quanto ambos sofreram há anos.
– Hoje, Zayn não é nem o reflexo do que um dia já fora.– disse balançou a cabeça. Na verdade, ela tinha saudade de vê-lo com o sorriso amigável que ele distribuía antes de ter perdido pessoas valiosas, preciosas demais. Mas agora tudo que enxergava era um homem com um semblante rude, porém machucado externa e interiormente.
Aquela criança calma que Andrea conheceu não existia mais, não mais. A vida sombria fez o que hoje é Zayn no presente, uma pessoa sem escrúpulos, sem coração. No entanto, alguém aos poucos estava recuperando o que ele um dia foi, toda via Zayn não aceitava que isso acontecesse.
Esse era um dos maiores motivos para maltratá-la, para não aceitar que ela o dominasse, o acalmasse, o fizesse sentir que era humano, que ainda existiam sentimentos dentro de si. Que ele ainda fosse capaz de amar alguém depois do maior pecado que cometera.
Pecado que somente cometera porque fora induzido, manipulado a cometer, a destruir a felicidade que teria em sua vida. Porém, se toda aquela maldade não tivesse acontecido, ele não teria a chance de se redescobrir para a vida, redescobrir que tem um coração capaz de sentir um dos mais fortes sentimentos já sentidos.
A questão era… Quando ele acordasse daquele pequeno sono, o mesmo passaria a aceitar? A aceitar que ela o domasse?
Na vida de Zayn tudo era um segredo, assim como a resposta para essa pergunta.
– Irei ligar para Jonnes, é o correto a fazer. Irei passar todas as instruções a ele sobre o que o garotinho aqui pode e não pode fazer, inclusive tentar sair andando. Tenho certeza que ele tentará fazer isso.– revirou os olhos saindo do centro cirúrgico. – Tess, mandem levá-lo para o quarto.– a outra assentiu rumando para outro lado do Hospital.
(…)
O grande portão de entrada da residência foi aberto, por Jonnes e logo o carro preto em que estávamos passo. Eu apenas estava observando a paisagem pela janela escura. Fazia tanto tempo desde que havia colocado os pés para fora da mansão, tanto tempo que até esqueci como era andar pelas ruas livres e sentir o ventinho bater contra o rosto; tempos em que podia ir onde queria.
Deus!
Como o gostinho da liberdade de minutos atrás era bom.
“Oque será que aconteceu com ele?” me perguntei mentalmente, e logo em seguida me odiei por tais pensamentos. Ainda não acreditava oque meus pés haviam feito; ir até o homem que destruíra minha vida, enquanto poderia ter continuado a correr. Talvez, agora poderia estar bem longe; longe dessas pessoas que assim como o Malik, parecem não ter coração.
Com violência fui retirada de meus pensamentos. Um dos seguranças me puxou com força do carro, fazendo com que caísse de joelhos no chão e ralasse as pernas. Olhando para baixo vi os sapatos do mordomo que me ergueu pelos cabelos.
– Que merda você pensa que fez?– perguntou olhando nos meus olhos.
– M-me s-solte.– minha voz era sôfrega, mas ninguém que estava ali sentia dó, muito menos pena.
– Por sua culpa, o meu está na reta…– mesmo com dor por todo o corpo, forço para o lado tentando fugir das mãos dele. Vendo que não conseguia me mover rapidamente levei o joelho com força na região genital de Jonnes que pela dor me soltou.
– Tomara que tu morras.– gritei do chão.
De repente minha respiração ficou ofegante e me senti um pouco tonta. Aquilo estava mais estranho para o normal. Ultimamente sempre estava acontecendo essas coisas, mas ninguém percebia.
– Desgraçada. Quem vai morrer aqui será você.– disse com fúria.
Era muita humilhação.
– Leve-a para o quarto. Quando Zayn chegar, ele resolve com ela.– e depois se virou adentrando a mansão voltando em seguida e apontando para mim que fui pega de forma violenta pelo braço. – Torça para que as coisas não fiquem tão ruins para o meu lado, porque se já estava ruim para o seu, agora piorou consideravelmente. – e saiu a passos duros pela mansão.
(…)
Senti ser jogada com força no colchão duro do meu quarto. Estava ali novamente presa. A porta foi fechada com forca pelo mesmo homem que me jogou ali. O choro, que até então preso, agora descia de forma lenta pelo meu rosto.
Bem vinda ao inferno!
Foi as últimas palavras que ouvi Jonnes dizer. Mas… Se viver ali já era um inferno, então como iria piorar? Ser abusada todos os dias e maltratada já não era o suficiente? E o que ela fez demais? Todos queremos liberdade, e eu tentei conquistar a minha, mesmo falhando no final.
…
Okay, galera. Eu sei que não ficou ótimo, mas o próximo será bem melhor. Eu queria que vocês ficassem curiosos para saber quem é o ELE na parte do Zayn. Quem será? O próximo capitulo é recheado de cenas com o Zayn e a (S?n)
/MaYa















