O pregador havia terminado de apresentar sua conferência religiosa diante de um numeroso público na cidade de Paris. À saída, um dos ouvintes se aproximou do orador e disse: “Poderei esquecer quase tudo que você disse, menos a essência de suas palavras: ‘Para mim, a religião cristã consiste em que Jesus e eu somos amigos’.”
Jesus supera, de longe, nosso melhor amigo. Ele tem a incomparável capacidade de compreender cada um individualmente. Assumiu a natureza humana para Se identificar com nossas necessidades. Ele pode compreender quem não tem o que comer, porque Ele mesmo ficou sem alimento durante quarenta dias seguidos (Mateus 4:2). Identifica-Se com o sedento no deserto, porque Ele também teve sede (João 19:28). Ele entende o que dorme profundamente por causa do cansaço, porque Ele passou por essa experiência (Mateus 8:24).
Não há situação – por estranha ou desagradável que seja – que Jesus não a tenha vivido. Ele Se cansou na viagem (João 4:6), chorou de dor (João 11:35) e chegou a dizer: “A Minha alma está profundamente triste até a morte” (Mateus 26:38).
Esses poucos dados, oferecidos pelos próprios discípulos que conviveram com Jesus, nos mostram a plena humanidade do Mestre. Revelam que Ele foi semelhante a nós (Hebreus 2:17; 4:15), o que nos permite senti-Lo mais próximo, mais capacitado para colocar-Se em nosso lugar, e mais disposto a aliviar nossas cargas.
Pense num motivo que hoje esteja afligindo seu coração, e lembre-se de que Jesus já provou antes essa mesma taça de aflição. Quem melhor que Ele, então, para compreender-nos e socorrer-nos na hora da provação?para compreender-nos e socorrer-nos na hora da provação?