Seriously, @inia-ad , why?
“Oi, Takada-san!“ Um dos colegas gritou no meio do caos daquele sorteio maluco. Tomoe não poderia se importar menos, pois só queria dormir naquela mesa e fingir que não existe até o momento que poderia comer um daqueles deliciosos manjus que tinha feito especialmente para uma pessoa em especial. Quantas observações especiais sobre especialidade ou especialismo, não? Isso porque a pessoa em questão é muito especial. “Te sorteamos com um primarista aí.“ Ishikawa falou, praticamente a acordando na base da força bruta. “Corre lá dar esse lanche enorme aí!“ — Eu não disse que queria ser sorteada... — Ela respondeu de maneira sonolenta. “Só vai!” Foi a vez de Hikizuri praticamente a atirar para fora de sua cadeira e empurrá-la para fora da sala. “Nós já tínhamos te sorteado faz um tempão! Sua vítima está te esperando!” foi o grito final antes de Tomoe ter sido empurrada para fora da sala e, por alguma razão, percebeu mais do que dois pares de mãos em suas costas. Aparentemente todo mundo resolveu fazer apostas sobre como ela seria capaz de estragar tudo.
E de fato Tomoe iria estragar tudo, pois seu dia foi destruído quando viu-se apenas com seus manjus. Eles eram para outra pessoa... Estremeceu em seus passos, cada vez mais travando-se para continuar andando. Não queria saber quem retirou, sabia que não era a pessoa que queria. Confirmar visualmente a dona do nome sorteado a fez crer que o sorteio fora pura marmelada. “Só porque eu sou hafu”, foi o que pensou. Não tinha vergonha do fato, não tinha motivos para tal, mas pensar na possibilidade que isto poderia ter servido de critério para marmeladas era muito, muito ruim.
Estendendo seu embrulho de manjus, disse poucas palavras enquanto fitava a o solo: — Não tenho chocolates, mas tenho manjus feitos em casa... Pode deixar um para trás, por favor? — Poderia mentir e dizer que era seu lanche da tarde, porém... Era impossível.













