@ferdinhadasrespostas
Muitas vezes a vida se encarregava de fazer as coisas acontecerem, ainda que não da forma como queríamos, muito menos da melhor forma, e por isso, quando algo precisava dar errado, era assim que acontecia. Jung-min não se considerava alguém sortudo, mas sempre se esforçou muito para ter o melhor da vida. Muito dedicado, justo e correto, era assim que seus funcionários e amigos o viam.
A raiva que sentiu quando ouviu os relatos de clientes e funcionários a respeito de um senhor escultor que os destratou a todos, aparentemente ele tinha pedido apenas um café e se comportado de modo grosseiro, a ponto de quebrar a xícara acidentalmente e colocar a culpa nos funcionários. Como se todos no estabelecimento fossem inferiores a ele.
O sangue de Jung-min borbulhou com o que tinha ouvido, buscou na internet o nome do escultor e onde ficava sua loja. Partiu para o endereço furioso, a sede por justiça o cegou a ponto de não reparar que o endereço indicava uma discreta loja, com toques modernos e não a loja simples em que acabou de entrar. Suas esculturas na entrada o fizeram acreditar que era ali o local que procurava.
Logo buscou com os olhos a peça mais cara, pagando em dinheiro por ela para logo depois a jogar no chão quebra-la, na frente do escultor. “É isso que sua obra representa, nada! O que te faz acreditar que é superior a qualquer pessoa? Sua obra e a xícara de café quando quebradas, são apenas isso, cacos” Comentou com desdém para um senho pálido.
Ok, talvez as coisas estivessem começado a sair de controle, em busca de uma reação maior do senhor, Jung-min continuou a falar... que não queria mais em seu café, que ele deveria ter mais respeito pelas pessoas e várias outras coisas. Até que o senhor caiu no chão, aparentemente estava passando mal. “O senhor está mesmo passando mal?” Questionou atônito, quase sem acreditar, se controlava para não entrar em desespero, precisava tomar o controle da situação.
Retirou o telefone do bolso e discou o telefone do hospital, era o mínimo que podia fazer naquele momento. A culpa começava a tomar conta de si, mesmo que quisesse fazer justiça por seus funcionários, não tinha a intensão de fazer o homem passar mal ou lhe causar algum mal.









