Coisas para fazer... Não podia fazer tudo de uma vez, mas sabia que uma hora ou outra aquilo serviria como acúmulo de anseios aprisionados. O peso sentido logo se espalhara pelas costas, deitar era o que se podia fazer naqueles momentos propícios a insatisfação. Queria falar, conversar, gritar desabafar, era óbvio, mas bloqueios interpessoais eram como controles remotos a empobrecer sua estima e enaltecer aquele seu ego avassaladoramente negativo. Afinal, quem iria o escutar se não as entrelinhas de uma página branca qualquer, dispostas a apanharem de seus dedos sedentos pela escrita de verdades, e da devoção da dor inconsolável. As respostas fugiam como presas desesperadas em busca de sobrevivência. Contingências eram postas pelo caminho, e quase sempre todas ás vezes, prendiam-se a ficarem amarrotadas naquele espaço apertado por trás do peito. Gotículas venenosas de saudades eram a tormenta, amedrontando memórias e expectativas vulneráveis às mudanças bruscas. O que era aquilo tudo se não a incapacidade de compreender-se, amar-se e gratificar-se pelas coisas pequenas que tornavam-no diferente. Nessa altura era impossível gerar e ou desenvolver estimas inabaláveis, se tudo que conseguia era reduzir-se a pó jogado entre os assopros do vento. Deixando esvoaçar-se por cada canto trilhado, de pessoas amadas e desequilibradas, moendo-se mais ainda, grudando em suas crostas supérfluas de mentiras e promessas adornadas de incredulidades levianas. #boanoite #pseudoescritor #instaescritor (em Fortaleza, Brazil)










