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Strong women don’t scare me.
They just need a stronger presence.
"They don’t fall in love—they collide." 💥
Eu pertenço a ele. Ou é o que todos pensam.
Nos primeiros meses, os olhares de quem via de fora eram sempre os mesmos: admiração ou espanto, às vezes ambos. Todos viam nele o controle, a força, o poder. Afinal, era ele quem ditava as regras, ele quem mandava. Era ele quem me deixava de joelhos. Para qualquer um que olhasse de fora, eu era o submisso, o que cedia, o que se entregava sem resistência.
E eu amava que pensassem isso.
Amava como ele acreditava estar no comando. Como cada ordem que saía de seus lábios parecia reforçar a ideia de que ele era o dono do jogo. Ele se embriagava com a sensação de controle, e eu permitia. Aliás, eu precisava que fosse assim. Precisava dessa ilusão.
Mas a verdade… ah, a verdade era um segredo só meu.
A cada comando, a cada toque, eu sentia o oposto do que ele imaginava. Não era a dor ou a submissão que me preenchiam. Era o prazer de saber que, no fundo, ele estava ali para satisfazer a minha fome. Ele era apenas um meio para o meu fim. O prazer dele era um eco distante do meu próprio. Eu o usei – e ele nunca percebeu.
Eu me sentia vivo quando era submisso, sim. Mas não porque estava sendo dominado. Eu me sentia vivo porque sabia que ele não era nada além de uma ponte entre mim e o que eu mais desejava: aquele êxtase inatingível que só eu compreendia.
Ele achava que era o caçador. Mal sabia ele que sempre foi a caça.