A Sociedade pelo Véu
Utilizando a ideia do Véu da Ignorância, poderia descrever uma sociedade ideal que tem uma base idealizada por todas as pessoas no mundo hoje. No aspecto social, não poderia existir nenhum tipo de diferenciação de pessoas por cor, sexo, ou posição ocupada dentro da sociedade: todos seriam extrema e exatamente iguais diante das Leis e regras. O Estado deveria intervir o mínimo possível dentro da vida social, ele seria responsável apenas por fatores básicos como educação, saúde, segurança e administração geral. Fora isso deveria intervir apenas quando a situação realmente exigisse isso, como no caso de crise econômica por exemplo.
A Justiça e as Leis seriam extremamente inflexíveis, absolutas e minuciosas, com punições igualmente fortes e severas. Ou seja, quase nunca haverá intervenção do Estado, mas quando acontecer será a solução definitiva para o problema. Os cargos públicos deveram ser preenchidos apenas por aqueles sem nenhum débito ou precedente judicial, e o fato dos cargos serem chamados de “públicos” deve ser relembrado aqui como um dever do cidadão e não como um privilégio do qual se pode tirar proveito. Sendo assim, os crimes de corrupção de qualquer nível seriam os que teriam punição mais severa.
As decisões da vida pública deveriam ser decididas diretamente pelo povo. Um corpo legislativo do Estado elaboraria as leis e essas seriam aprovadas diretamente pelo povo por meio da internet e informática. Todos os cargos públicos de representação do povo devem ser votados pelo povo, sem que a votação seja obrigatória a todos.
Os únicos caros públicos ocupados sem votação seriam os de Líder da Nação e seus Conselheiros Especialistas. Os sujeitos que ocupassem esses cargos deveriam ser especialmente preparados durante boa parte da vida para a função. O Líder da Nação deveria conhecer e entender com a maior abrangência e profundidade possível os assuntos de Política, Filosofia, Sociologia, Economia, História, Geografia e Relações Internacionais. Os Conselheiros Especializados deveriam entender dos mesmos assuntos, mas enfatizando-se em um deles, desse modo todos poderiam aconselhar o Líder e ainda discordar do Especialista. No fim, o Estado seria regido por meio de razão e conhecimento.
Esse modelo de sociedade se aproximaria mais do Estado Liberal de Direito.
Gabriel Vieira Ribeiro de Carvalho
ESPM-RJ
Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2013













