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Especialista em sistemas de gestão pública digital, IPM expande ações no Sudeste
Quando criou a IPM Sistemas, em 1996, o catarinense Aldo Mees tinha como meta ajudar a melhorar a gestão de prefeituras, câmaras de vereadores, autarquias e demais unidades gestoras. Em 2005, o grupo começou a desenvolver aplicações na plataforma web, mas a competição no setor era forte. Quatro anos depois, o empresário decidiu dar um passo à frente para conquistar seu próprio espaço. Começava assim a busca por um framework próprio para atuar na computação em nuvem (cloud computing). A decisão foi um acerto. A empresa, já consolidada nos estados do sul do País, cresce agora no sudeste. Mees destaca que agilidade e eficiência, preços acessíveis e responsabilidade social são fatores essenciais para quem deseja vencer e crescer. Mas alcançar uma posição de destaque para ter segurança e certeza de prosperidade sempre exige oferecer algo a mais do que os concorrentes. Somente uma boa ideia não é suficiente. “A alternativa para buscar espaço e se consolidar era inovar, buscar uma solução que nos desse protagonismo com qualidade”, comenta. Assim, durante longos anos foi necessário investir no desenvolvimento e homologação do sistema. Uma decisão que fez a IPM Sistemas criar um framework exclusivo, dentro do padrão internacional para fabricação de softwares. Isso deu à empresa a possibilidade de vender uma ferramenta totalmente digital, que não exige licenciamento de sistemas, espaço físico amplo e refrigerado, manutenção dos equipamentos, energia e segurança física. Fatores que representam um custo elevado, tornando praticamente inviável o processo para grande parte dos clientes em potencial. Não por acaso, o uso da computação em nuvem para a gestão pública no Brasil registra tendência de crescimento. Em 2018, 30% de instituições de vários setores governamentais já viviam essa realidade. “A tendência é esse número continuar aumentando”, avalia Mees. Na opinião dele, valeu muito focar para ter o próprio sistema de cloud computing e ofertar a possibilidade de gestores públicos armazenarem dados em um único ambiente, a internet, em servidores totalmente seguros na nuvem. "Isso permite que administradores – e, principalmente, o cidadão – possam acessar o sistema do município de qualquer lugar do mundo, 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio de qualquer dispositivo conectado à internet, quer seja computador, tablet ou smartphone. Ao avaliar isso, tenho ainda mais certeza de que buscar um diferencial é o segredo para o sucesso”, argumenta. O Atende.Net, que é o sistema da IPM, tem gerado economia, agilidade no serviço público, eliminado filas, desburocratizado o serviço e, principalmente, garantindo mais tranquilidade ao cidadão, que pode ter acesso on-line a serviços como agendamento de consultas médicas, emissão e pagamento do IPTU, renovação de alvarás para empresas, entre outros. Pelo portal de autoatendimento, em um smartphone ou tablet conectados à Internet isso pode ser feito na hora e onde a pessoa quiser. Até os fornecedores do poder público têm vantagens. Eles passam, por exemplo, a visualizar, acompanhar e gerenciar solicitações de licença, acessar o boleto para pagamento de taxas, prestar contas do destino dos resíduos gerados, dar ciência na licença emitida e realizar o download de documentos oficiais. Mais com menos. A prefeitura da cidade mineira de Bom Despacho é um exemplo de que a decisão da IPM em inovar foi mesmo acertada. A previsão dos gestores do município de 49.650 moradores é economizar R$ 1 milhão por ano graças à implantação do sistema. Além disso, todos os setores, incluindo contabilidade, tesouraria, cadastro mobiliário, imobiliário, ITBI e alvarás, por exemplo, poderão fazer mais coisas com menos pessoas. A expectativa é reduzir de 20% a 40% dos servidores nestes setores. Pessoal que pode reforçar o trabalho em outras áreas que o atendimento direto à população seja indispensável. Outro case de sucesso é o da cidade gaúcha de Gravataí. Com 300 mil habitantes, o município da região Metropolitana de Porto Alegre já tem 70% dos processos abertos na prefeitura exclusivamente de modo digital, sem qualquer uso de papel. Antes, mesmo procedimentos com informações inseridas no sistema eram impressos, diminuindo a agilidade do trabalho. Havia necessidade de transporte do papelório entre diferentes órgãos, registros físicos de protocolo, entre outras burocracias que consumiam de dois a três dias. A implantação do sistema de assinatura digital de documentos reduziu as demandas e otimizou o tempo, além de facilitar o controle de informações.
Em Santa Catarina, Palhoça – que fica a 21 quilômetros da capital Florianópolis – também investiu na gestão pública digital. Entre junho de 2018 e junho de 2019, ocorreram 1 milhão e 300 mil acessos no portal digital criado pela IPM. Todos esses casos evitaram que boa parte dos quase 169 mil habitantes tivessem que sair de casa para resolver pendências. Na prefeitura, a certeza é que o maior benefício desde a implantação do Atende.net foi a eficiência. De acordo com a secretária de administração, Cristina Schwinden Schmidt, todos os setores se comunicam e as informações estão disponibilizadas em tempo real. Segundo ela, além de ter ampliado a eficiência, a gestão tem muito mais transparência nas ações porque todos os dados alimentados vão para o Portal da Transparência. Tanto que o relacionamento com o cidadão, só melhorou, pois agora a prestação de contas de tudo o que está acontecendo dentro da prefeitura, em todos os setores, desde o banco de tributos até o compras e o RH é feita em tempo real”, garante. Para Aldo Mees, não há dúvidas: a gestão pública digital não tem mais volta. Read the full article