O que é a Esquerda Compativel

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O que é a Esquerda Compativel
Drugstore, one of the best band of the nineties and one of the most underrated band ever!
We were talking about our personalities and moods, and how annoying it was that most people often made the wrong assumption that our 'sad side' was somehow 'more real' than our 'funny side' - which we both concluded it was a mistake, 'cause from our perspective, all those aspects made up the full picture of who we really were. Then Jeff came up with this beautiful metaphor, one that stayed in my memory, he said: 'You know, it's like we've got this weather system trapped inside us - in the pit of the stomach, the clouds are always forming and waiting to rise. Even when everything's sunny, the clouds are always there, brewing. And every now and again they rise up and it pours for days, sometimes weeks; then it dies away, the sun comes out and the whole thing starts again. We're stuck with it, the clouds within.' This struck me as such a pretty and lyrical way to describe the complexity of our souls, and it brought to mind this wonderful image of artists going round the world with clouds in their stomachs. poetic. But then, the implication of what he said hit me , so I asked him: 'But...that means we can never be happy?!' 'Yeah, that's right, people like us can never be happy.'-Isabel Monteiro of Drugstore, who opened up for Jeff. (Thanks to my friend Ana for helping find the link)
Drugstore (White Magic for Lovers)
Live Session: O Dream Pop do Drugstore
(ou de quando fui roadie de Isabel Monteiro, vocês escolhem)
Quem ouvia rádio ou assistia intensamente MTV nos meados dos anos 90, certamente vai lembrar-se dessa música:
Esse feat. com o Thom York continua sendo até hoje um dos maiores hits do Drugstore, banda de <3 dream pop <3 liderada por Isabel Monteiro, que esteve recentemente nos estúdios da rádio Brasil 2000 para uma live session, com a presença de alguns *sortudos* ouvintes.
E obviamente eu, que além de acompanhar tudo do estúdio, tive a honra de aumentar e abaixar o volume do amplificador de Isabel, e bater um papo com a cantora tomando umas pelo resto da tarde.
(gotta love my job)
Ninguém precisa ser grande entendedor de subgêneros do rock alternativo pra sacar logo de cara qual é a do dreampop (sério, amo esse termo). Basicamente é coisa da turma do shoegazing (final dos 80, começo dos 90) fazendo um som com mil texturas, camadas, vocais sussurados, de uma forma que quem esteja ouvindo, acabe mergulhando nessa viagem mais ~etérea. Começou com o Cocteau Twins, foi extremamente forte no Reino Unido, e acabou gerando outros subgêneros, como o space rock (é o que dizem, pelo menos).
A história de Isabel e sua banda é tão improvável quanto fascinante.
A cantora brasileira, ainda muito jovem, ficou viúva depois de apenas um ano de casamento. Viajou então para o Reino Unido para um recomeço, e descobriu-se compondo. Quando viu, já tinha mostrado suas músicas para um amigo americano baterista, e estava gravando seu primeiro single, lançado em 1993 pela gravadora independente da própria banda, a Honey Records.
A crítica especializada amou, poucos meses depois assinaram um contrato com uma gravadora, e então estavam no ano seguinte nos palcos do Phoenix Festival, Glastonbury e Reading. Em seguida a banda foi convidada para abrir turnês de artistas como Radiohead, Smashing Pumpkins, Jesus and Mary Chain, em 1998 ficam mundialmente conhecidos com o vídeo lá de cima que fala sobre a fita do ex-presidente do Chile, Salvador Allende, deposto por um golpe de estado em 1973.
Depois de uma pausa, a banda volta em 2010 com formação renovada, e faz shows sempre com ingressos esgotados. E neste ano Isabel retornou para sua terra natal, e aqui se apresenta com músicos brasileiros (já tivemos um show incrível na Casa do Mancha em SP), com a proposta de fazer poucos e memoráveis shows. Exatamente como a live session na Brasil <3.
Durona que sou, me peguei com os olhos marejados durante a performance de Isabel, tão intensa, espontânea e sensível quanto sua música.
Durante a session, a cantora contou histórias de quando ela andava por aí com o pessoal do Radiohead, tomava uísque com o Oasis, ressalta como Dave Albarn era 01 gato, e confirma que rolava uma competiçãozinha sim entre as bandas do Britpop. Gênero que a banda nunca se encaixou. Isabel conta como eles eram vistos como uma banda americana, algo como um Mercury Rev.
Não pude deixar de perguntar quais cantoras Isabel admirava (Música de Menina strikes again), e as eleitas foram Bjork e PJ Harvey. Quanto ao sexismo na música, sua resposta foi: “quantas horas de programa temos?”.
Como uma artista que pegou ainda a época em que as gravadoras gastavam toneladas de dinheiro com uma banda, e viveu o apocalipse da indústria fonográfica, a cantora tem uma visão bem interessante sobre as mudanças e de como as coisas funcionam hoje:
“Não adianta ser contra ou a favor da tecnologia, você tem que aproveitar. Hoje qualquer um grava um grande disco se tiver uma grande ideia”.
(ou seja, menos choro e mais corre, glr)
Quando o assunto chega nos downloads de música na internet, a coisa só melhora:
“Não tem grana pra pagar blz, baixa mesmo. Mas é preciso lembrar quem paga a conta de energia do artista”.
(support your local bands, migos)
E falando em local bands, sua visão a respeito da “cena” atual brasileira é muito mais otimista do que nós que passamos os últimos anos por aqui. Ela ressalta que hoje há muito mais lugares para uma banda alternativa se apresentar do que quando ela foi pra gringa.
(Festa Gimme Danger, dia 08 de outubro, inclusive)
E eu fiquei lá. Admirando essa mulher incrivelmente acessível, transparente e cheia de histórias fodonas que não posso contar aqui, falando sobre sua música orgânica que “é tão simples, que se você complicar tira a beleza dela”.
Até determinado momento confessar: “a música revela tanto de você, inclusive as falhas. É como olhar suas entranhas, e nem sempre é bonito”.
Ainda bem.
p.s: para ouvir a Live Session, é só clicar aqui.
Fucking drugstore
Isabel tweeted a link to this, this morning, and I'm just going to put it here in case you didn't get the message I'M GOING TO SEE DRUGSTORE ON THURSDAY.
It's astonishing to me how a song, now widely regarded as a classic (or at least, the band's most well-known work (not their best IMO, but definitely most well-known)) almost didn't get made, because it was not-indie-enough, too "Spanishy" sounding... but mostly too political. (And I have to wonder, too focused on the "Global South" - if she'd written a song with the line "They've killed the president" about Kennedy instead of Allende, would it have been such a problem?)
I've always wondered how 'El Gran Yorko' popped up on this record. It was quite uncomfortably a bit too much like fandoms you didn't expect to overlap, suddenly intertwining in an awkward fan fiction crossover. (The same kind of "Wait... waht?" I felt when Radiohead popped up on a Belly tour. Like... what are you doing there? This is my thing! like when your ex-boyfriend turns up expectedly at a gig by your favourite band.) We (my then-housemate, Artemisia-V and I) got into Drugstore through the Jesus and Mary Chain connection (had we seen them supporting the JAMC on tour, or was it just recommendations? Can't remember at this point.) But Drugstore were one of those bands that I felt fiercely, personally protective of. (Have I ever told you the story about the night I played drums for Drugstore? No? Probably best we don't repeat that one, then.)
Anyway, it's an interesting read and Isabel is a wonderful storyteller.
"I don't care if the sky is falling I'll never get to see the light You either die or you keep on burning Alive. (And I'm burning.)" - Drugstore
I fucking love this band. And I get to see them on Thursday!!!!!!11