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Querido amor, depois de tantos começos ou recomeços não sei onde ao certo paramos. Estou aqui, parada na frente do notbook, procurando palavras para mais um texto e ouvindo aquela musica que me lembra você. Você tinha me perguntado o porque que eu já tinha um tempo sem escrever, eu estava sem inspiração e logo em seguida surgiu algo. Começos, recomeços mas nunca um fim. Como assim, nós não temos um fim? As histórias de amor(ou quase amor) costumam ter, e eu achei um desaforo, nós não termos um. Mas, confesso que tentei adiar o máximo possível. A inspiração veio, palavras soltas também, mas eu não queria escrever sobre nosso fim. Fins costumam ser sempre triste e pelo menos isso eu gostaria que fosse diferente. Então, vou tentar ser o menos clichê possível. Eu agradeço, agradeço por todas as vezes que me arrancou um sorriso sincero. Agradeço por todos os momentos compartilhados. Agradeço por todos os abraços que me acalmavam. Agradeço por sua paciência quando eu explodia. Agradeço pelos anos de começos e recomeços. Acredite, com um aperto no coração eu escrevo o ponto final que estava faltando. Eu sempre disse que não desistiria de nós, eu lutei até perder as forças. E quando eu perdi todas elas, eu ainda lutei, sem esperança alguma. Eu acreditava que um dia você iria reconhecer que apesar do meu jeito todo errado, do seu sarcasmo exagerado, do meu orgulhoso imenso, dos meus ciumes incontroláveis, eu realmente acreditava em nós. Em você. Até quando todo mundo me aconselhava a te deixar, até quando eu ouvia de todos os quanto você não valia nada. Até quando me falavam que você só mentia pra mim. Eu não desistir de você. Até mesmo quando eu dizia que ia desistir. Eu desistia de desistir por você e trocava pontos finais em reticencias, só para adiar esse momento que eu temia que chegasse. Temia sim, porque tudo que marca, fica na sua vida para sempre. E como dizia um grande poeta: O que me faz mal, não é o mal que você me fez. O que me faz mal, são os sorrisos, as declarações, os planos, as reconciliações. O que me faz mais mal, é lembrar de todo bem que você me fez. E perceber, que chegou ao fim. Chegou ao fim. E, ainda que você pense que eu desistir. Não, eu não desistir. É por ter muita coragem que eu tomei essa atitude. Ainda que você não me entenda. Ainda que fique chateado comigo. Eu prefiro assim. O momento pede isso. O momento é para ficarmos afastados. E quem sabe um dia, esse ponto final não se torne mais uma reticencia?Eu não sei. Você não sabe. Nós não sabemos. Mais um texto sobre você, mas esse é sobre o nosso ponto final.
Com amor, eu.
Sentada no ônibus com um destino rotineiro e pensamentos soltos. Eu tinha acabado de te ver e percebi que hoje, mais uma vez, não foi o nosso ponto final. Um beijo inesperado, sem maldade, apenas um beijo que seria mais um, normal e comum, se não houvesse tanto sentimento. Não foi apenas um beijo e seria mentira se eu falasse que não bagunçou nada que eu demorei meses na tentativa de arrumar. Você sempre teve essa mania chata e eu não sei o porque sempre te deixo bagunçar tudo. Talvez eu arrume porque sei que você sempre vai voltar e tirar tudo do lugar. Essa situação se repete por anos, eu aqui, arrumando os danos. Você bagunça tudo! Lá vem você com um olhar me fitando como se eu fosse tudo que mais importasse, lá vem você com um sorriso sereno se despedir de mim, lá vem você com a promessa que amanhã vai me ver novamente. E logo questionamentos aparecem: — O que acabou de acontecer? Esqueceu de ser você por uns minutos? Moço, que mudanças são essas? Essa janela me faz tantas perguntas, mas nunca me dá uma resposta. Que egoísta! E além de perguntas ela insiste em me fazer reviver aquele momento. O beijo que você me deu. Seria capaz de esquecer? Não. Uma musica tocava, você dirigia e eu não me cansava de te olhar. As circunstancias conspiravam ao nosso favor e mais uma vez o nosso ponto final se transforma em uma reticencia. Apesar de tudo ou por causa de tudo, vai lá saber… E agora eu que me questiono: A quantos lugares e situações uma janela de ônibus pode levar e nos fazer reviver? Quer saber? Eu não sei. Só sei que nesse momento ela só me leva para a sua boca
March 10, 2015.
Um erro, dois erros, nós. E eu não sei como começar esse texto… Tento achar palavras para me esvaziar de tudo e quer saber? Não encontro. Só sei que nem o maior erro desse mundo chegaria aos seus pés, Cara. Esse foi um dos últimos motivos errados que você me deu. Não tinha mais nada para destruir e você consegue, destruiu o nosso adeus. Suas mil e uma caras de pau nunca vão mudar, esse teu jeito impulsivo que coloca tudo a perder, até quando você não tem o que perder. Nem a mim você tinha. Você tenta me convencer que o nosso erro da um acerto, eu penso, repenso e trepenso e quer saber? Nada. Nadinha. Meu pensamento não muda sobre você e toda vez que tem uma possibilidade de mudar, você me dá mais 1001 motivos para desacreditar. Só tem uma coisa que eu busco entender… Com tantas fulanas na sua vida, porque você ainda tenta me convencer que pra dar certo, do jeito errado, precisamos está juntos? Isso não existe. Essa lógica até funcionaria se você não fosse você. Se as fulaninhas não existissem. Se você não tivesse mil e uma caras de pau. Você me disse que não queria me prender, porém não conseguia me soltar. Deixa eu te contar uma coisa? Você não só me solta, como também você me empurra pra longe todas as vezes que eu me mantenho perto. Estraga tudo. Põe tudo a perder. Será que sou tão injusta de te culpar? Até seria, se nessa madrugada você não colocasse tudo a perder, mais uma vez.
January 29, 2016, at 23:56.
Colabora, pô
Eu vivo anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. Eu me fiz de pedra e ele queria me transformar em flor de novo. Eu era fria, ele queria me aquecer. Eu usava de ironia para disfarçar tudo e ele me desarmava com aquele sorriso irritante. Eu dizia que não era de ninguém, ele me puxava e dizia que eu era dele. Eu tinha ciumes, ele me enchia de beijos. Eu explodia, ele cuidava da bagunça. Eu queria colo, ele estava ali. Eu não queria ninguém e ele também estava ali. Eu batia nele, ele sorria dizendo como eu ficava linda brava. Eu era eu e ele me amava por isso. Veja só, o que esse moço queria fazer comigo. Você me entende? Ele tinha o potencial para acabar com minha vida e ele só me fazia feliz. Alguém me explica isso, porque o mundo só pode está ao contrário. Eu olho pra sua cara cínica, pro tamanho do seu braço, pros calos da sua mão, penso em todas as outras que existem além de mim e acho que vai dar tudo certo. Me encho de esperança e nada. Vem você e me trata tão bem. Estraga tudo. Mania de ser bom moço, coisa chata. Eu não quero saber que você me quer por toda sua vida, ok? Não me diz que meu sorriso é lindo, muito menos que ama esse meu jeito de menina durona, não me deixa boba todas as vezes que pega uma criança e brinca com ela, eu não preciso saber que você as ama, eu não quero imaginar que você cuidaria tão bem dos nossos filhos se eles viessem a existir. Eu não preciso que você entenda as minhas crises, e que além de entender nunca desista pois sabe que aquilo é coisa de momento e vai passar. Pô, cara… Porque você não colabora comigo? Tudo tava tão fácil e você veio estragar sendo bom moço. Bagunçou minha bagunça na tua para que no final eu não soubesse o que estava fazendo ali, para que depois eu não soubesse o que era meu ou seu, porque tudo se tornou um só. Pensando nisso, você planejou tudo desde o início. Você sabia que eu desistiria fácil, porque eu sou covarde e egoísta. E de bom moço você não tem nada, olha o pensamento que você teve? Mas ainda assim foi tudo por nós. Eu demorei minha vida toda, fazendo o que eu fazia de melhor, afastar quem gosta de mim, ser o erro da história, sofrer por isso e você me inventa de ser tão bom assim? Ah, qual é? Eu tentava te afastar e você me trazia pra mais perto, eu não queria lutar e você tinha força por nós dois. Cara, meus parabéns! Você merece um premio. Vou te premiar contando mais uma parte da nossa história.
Era noite e você foi me buscar em casa para um luau que ia ter, você me olhou e como de costume ficou de cara feia por causa da minha roupa, eu sempre fingia que nada estava acontecendo, até que você falou:
— Não vai vestir a roupa?
Eu me fiz de desentendida e falei rindo:
— Eu estou vestida e estou esperando você me dizer como estou linda.
Dou uma volta e sorrio, você retruca e diz:
— Se isso é vestida, eu não sei de mais nada…
e eu continuo te olhando e digo:
— Estou esperando meu elogio.
Você desiste, me da as costas e sai andando. Cara, você não tem noção de como você fica lindo com ciúmes, eu te provocava tanto e você não percebia. Você ligou o carro, eu entrei, estava na frente esperando as outras pessoas que iam para o “tal luau”. Você continuava irritado e eu fingia que não tinha acontecido nada, você deixou o carro na casa em que você estava e andamos até a praça onde o pessoal estava reunido. Ficamos lá, cada um no seu canto, com conversas soltas. Até que eu descobrir, não era luau coisa nenhuma, um carro, bebidas, pagode tocando e muita gente ali. Eu dei risada. Você estava do meu lado e eu não me importava de estar ali, não me importava que todos soubessem que você estava comigo e eu com você. Até que, ventou muito e minha blusa subiu. Aquela cara que você demorou tanto para desarmar, tinha que voltar logo agora? Você fica lindo assim, eu assumo, mas eu queria te curtir e te desarmar de novo não seria fácil. Abraços, beijos, mais abraços e você nada, quieto na sua. Não tinha pudor nenhum com isso. Tudo bem, te deixei quieto. Fui beber, dançar, beber mais e dançar mais. Você me olhando e eu fingindo que nada tinha acontecido, tudo com você funcionava como efeito contrário mesmo. Até que minha amiga/sua prima me chamou para acompanhar ela ao banheiro improvisado, ela estava muito bêbada e eu fui. Enquanto eu espero ela, um cara tentou me beijar e eu disse que você era meu namorado, eu não queria ele. Olha só cara, eu disse que você era meu namorado! Ele continuou insistindo e nada, quem eu queria era o moreno lindo que estava de birra, mas quando eu voltei você o viu, ele veio atrás de mim. Puts, se você já estava irritado a situação só ia piorar. Começou a chover, você me deixou na chuva e foi buscar o carro. Sua prima me puxou pra dentro de um carro desconhecido e lá estava eu. Os motivos para você brigar só aumentavam, e o pior é que eu não fazia nada para isso acontecer. Um carro desconhecido, um cara desconhecido e um condomínio desconhecido, olha onde eu fui parar. Ainda com raiva você foi me ver, mas eu era que estava chateada agora, eu não tinha feito nada, eu só queria você, abraços, beijos e tudo dando errado. Você chegou e me chamou para ficar no carro. Eu, igual um pinto molhado por causa da chuva e você me aquecendo, ficamos juntos, de madrugada, um céu lindo, várias estrelas, eu meio bêbada e até que enfim um lugar só nosso. Ali eu descobrir o quanto você gostava de mim, o quanto me queria perto, que nada mais importava e que queria fazer o que tínhamos dar certo. É uma ironia falar isso, não dávamos certo nem de longe e você sabia disso.
Até que eu descobrir o terceiro motivo porque não íamos dar certo: A chuva.
Gosto da liberdade, mas me amarro em você, vai entender...
É cara, eu estou no segundo motivo e eu ainda tento entender o que me faz perder meu tempo para escrever algo que você nunca irá ler. Pois bem, aprendi que é melhor colocar para fora, então por isso estou te vomitando de mim… Por partes, para o impacto não ser tão grande. Vamos voltar para alguns anos atrás para que possa me lembrar o segundo motivo de não termos dado certo…
Seria mais um inicio de ano juntos, como todos os que passamos, sempre na mesma época algo nos aproximava, mas dessa vez seria diferente. Praia, piscina, praça, dança, sorrisos, beijos e abraços. O segundo ano juntos se não me engano e eu invento de me aproximar demais, tava tudo indo bem, eu juro. Estávamos na praça, e eu sempre gostei de impor moral a todas as outras que faziam parte da sua vida, elas me odiavam e eu amava isso, até ai você nunca tinha colocado ninguém na minha frente e fazia questão de me exibir para todo mundo como sua, e eu adorava que você fosse meu. Eu sempre impus minha vitória sem falar nada, como diz projota: “E as outra mina ficam p*, porque você ganhou a luta delas mesmo sem ninguém ter entrado na disputa…”.
Sempre foi assim, isso ia me envolvendo, cada vez exista mais de você em mim e eu não percebia isso. Eu ia deixando fluir, achando que o controle da situação estava comigo, veja só como eu sou engraçada, cara eu sou mesmo. O dia amanheceu, você foi me ver e me levou pra casa onde toda sua família estava reunida, qual sua intenção? Amolecer meu coração? Quase conseguiu, mas eu me fazia de pedra sempre, ainda que eu fosse flor. E você passou o dia todo comigo, eu estava acostumada a você sumir durante algumas horas, eu sabia que estava aprontando, mas não existia cobrança. Só que nessas férias seria diferente de todas as outras que eu estava acostumada a viver, você não desgrudou de mim, a todo lugar que você ia me levava junto. Eu pensava o porque de está sendo assim, e sabe o que se passava na minha mente? Uma citação que eu gosto muito: Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha pra isso. Me explica o porque, eu não merecia nada e você me dava tudo. Eu reconheço. Sabe qual o segundo motivo que eu achava que não daríamos certo? A nossa liberdade, comecei o texto com essa intenção… Mas na verdade o motivo era eu.
“Eu odeio te encontrar nesses textos, para de estragar eles.”
Eu te disse isso, você riu.
Sério? Qual a graça em, Idiota? Me explica, por favor, porque eu não via graça alguma em você estragar tudo que era bom. A minha sinceridade em excesso nunca te afastou, parecia até que você curtia o meu lado meio “ogrodoce”. Eu não entendia, meu intuito nunca foi esse e parecia que com você funcionava como o efeito contrário. Talvez, a minha maior frustração seja essa. Todas as vezes que eu tentava te afastar, você não me deixava respirar. Quando eu te queria perto, você corria pra longe. E você ainda tenta entender o porque que não dávamos certo? Você quer motivos? Eu te dou todos os motivos, ou melhor, eu resumo os motivos para você.
Comigo, tudo sempre foi complicado e você inventou de gostar de mim, olha que maluquice! Bom, eu fui além da sua insanidade por ser louca por você. Onw, blehhhhh… E todos pensavam que tínhamos o suficiente para dar certo. Nunca daríamos certo e você vai descobrir os porquês…
Beijos, abraços, cuidados, sorrisos, DR’s e um amor de verão. Eu não imaginava que aquelas férias iriam me render tanto, eu não vou falar o ano por vergonha, ninguém precisa saber quanto tempo que eu fui louca por você. Voltando, aquele moço com a cara mais safada do mundo, aquele sorriso irônico por vida que tinha provocações sem limites, era você. Eu deveria ter evitado, eu sempre tive grandes abismos e você se tornou um deles. Sabe o que é pior? Eu demorei muito tempo para perceber que tinha perdido o controle da situação. Aquela semana me renderia estresses nos anos seguintes e eu estava tão ingenua aproveitando tudo e achando que dessa vez eu poderia ter dado a sorte de achar alguém certo, porque de errada já bastava eu. Até que descobrir algo: Você era o pior tipo de cara errado, o que era de todas. Vou te relembrar como descobrir isso, estávamos andando na praça até uma pessoa que estava com a gente falou:
— Ele? — a pessoa riu e continuou — Ele não vale nada rapaz, ele deve está com umas cinco e nenhuma sabe da outra.
Eu não a culpo, ela nem sabia que eu era uma dessas cinco. No momento eu achei graça e já tinha decidido que não iria te levar para o coração, não iria deixar que aquele sorriso me desarmasse, que com você seria apenas momento e nada a mais. Assim que ela disse isso eu te olhei e você ficou sem jeito e como sempre tentou me tapear com seus abraços, em todos os anos você nunca mudou essa tática. Enfim, ali eu descobrir o primeiro motivo pelo qual nunca daríamos certo.
As outras quatro garotas.
Heading home. Love seeing one of our local favorites at LaGuardia! #jandm #littlerockmade (at LaGuardia Airport)