“Toda noite de insônia eu penso em te escrever, pra dizer que o teu silêncio me agride..” Essa frase não é minha, mas descreve tudo o que um dia eu queria te falar. Talvez essa coragem não venha. E, se eu bem me conheço isso não vai chegar a você nem em forma de texto. Eu não tenho essa tal coragem insana que eu recomendo pra muitos.
Eu sofro calada ou nem tão calada assim. Poucos sabem o tanto que você mexe comigo, poucos sabem de verdade o mal que me faz a tua ignorância, poucos sabem de verdade o tanto que eu choro por conta dos “gelos” que você me dá; esses que eu já chamei ‘iceberg’, às vezes eu consigo levar tudo isso na brincadeira, mas a noite é testemunha do tão pouco tempo que essas brincadeiras duram. O travesseiro se tornou meu melhor amigo, meu quarto se tornou meu ponto de refúgio, a solidão tem sido minha preferência.
Depois que você deixou de ser tão próximo e mesmo quando era, você já estava distante.
Eu prefiro guardar o ódio pra mim. Eu evito odiar você, até porquê do que adianta? -você nunca vai saber mesmo. Eu prefiro me odiar. Me odeio por chorar por você, me odeio por criar expectativas, me odeio por sempre ir atrás de algo que não vai durar muito. Maldito o dia que eu me permiti ir além dessa amizade. Maldito o dia que eu experimentei do teu cheiro completando meu. Maldito o dia que eu experimentei do teu beijo (beijo esse que me arranca suspiros só de lembrar).
Aliás, não me arrependo da amizade, até queria que fosse apenas isso. Te contar os meus planos e saber os seus. Compartilhar as dificuldades, as dores e me prontificar a te ajudar sempre que precisasse.
Sobre o beijo... Eu nunca imaginei que um simples beijo ou u abraço mais quente pudessem me tornar tão dependente.
Desculpa por estar viciada no seu carinho, por estar viciada em você. Eu sei que nem sempre é tudo pra/por mim.