FERNANFLOR
“A ILHA
O CÉU DENTRO DE UM INFERNO. Inverossímil. Ali nasceu Jeroni Fernanflor. No dia de São Narciso de Jerusalém. Mundo onde as mentiras se soldavam às verdades. Ali cresceu Jeroni Fernanflor, na ilha das verdades excessivas.
Ele é o menino no alto da escadaria, invadido por silêncios e agarrado ao corrimão, olhando para Cristina de Fernanflor. Dali vê também o relógio de coluna alta bem à entrada do salão, trambolho das mansões endinheiradas no mundo todo, pronto a humilhar o visitante com seu pêndulo de marfim, os tique-taques em gotas rouquejando naquele poço, mesmo quando em algumas horas do dia o silêncio fosse a lei mais severa.” Pág. 15.












