HALPHAS . Kainell Summers tem 25 anos e é Administrador do Metropolitan Museum of Art. Costumam dizer que parece com Max Irons.
Your past made who you are.
Kainell nasceu em Chicago, porém não em uma família normal que lhe deu atenção ou carinho, seu pai era um qualquer, e sua mãe uma mulher que dormia com outros homens para conseguir ganhar a vida. O garoto nasceu em casa, um apartamento fedido e pequeno num prédio qualquer em um bairro perigoso de baixa qualidade. Frequentou o colégio apenas até os 14 anos, quando saiu para tentar ganhar dinheiro e não morrer de fome. Sua mãe levava homens para sua casa quase sempre e o garoto ficava trancado em seu quarto todas as noites olhando para o teto enquanto ouvia os gemidos da mãe no quarto ao lado, coisa que aos poucos ia trazendo ao garoto um certo nojo daquele tipo de gente, ele via homens nojentos irem para a cama com sua mãe, e quando ela sabia que a coisa poderia acabar sendo mais pesada, ela o tirava de casa e o jovem ficava sentado no corredor do prédio ou saia para fumar com outros garotos. A vida dele nunca foi fácil, Kainell não era do tipo que falava muito, ele passava maior parte de seu tempo calado, não tinha amigos e tinha um certo hábito de as vezes quando andava pela cidade voltando do trabalho em uma loja de antiguidades no centro, observava garotos de sua idade com roupas de marca e cheios de amigos, homens voltando do trabalho em seus carros importados, mulheres saindo de salões de beleza caros, e tudo isso ia aos poucos se acumulando na cabeça do jovem, Kainell desenvolvia um tipo de pensamento onde o mesmo se sentia irritado e amaldiçoado pelo destino por ele ser obrigado a ver aquelas pessoas enquanto ele não tinha nada. Certas vezes ele fantasiava como seria se fosse um homem rico, teria carros, casas e uma empresa, onde trataria todos como empregados e seria um chefe linha dura atirando seus negócios para cima sempre e garantindo poder e dinheiro para si.
A vida do jovem aos 15 anos se tornou algo ainda mais confuso do que já era antes, certa vez quando estava em casa vendo TV em volume alto enquanto a mãe estava no quarto com mais um, o homem saiu do quarto segurando a mãe de Kaine pela cintura enquanto ele estava quase todo vestido e ela apenas com um lençol sobre o corpo. Kainell não imaginou o que aconteceria ali até que sua mãe com uma feição chorosa sentou-se no sofá ao seu lado e rapidamente Kaine sentiu o homem o segurar pelo pescoço e o atirar no sofá, o garoto tentou lutar para que o soltasse, mas o homem era mais forte que ele e logo puxou para baixo o short do garoto e colocou a mão em sua boca para que não gritasse, Kainell foi estuprado na sala de sua casa, enquanto sua mãe estava paralisada no sofá ao lado encarando o chão fingindo não estar vendo o filho chorar implorando para que ela o ajudasse. Aquela foi a primeira vez que aquilo aconteceu a ele, mas não havia sido a última, Kaine tinha uma aparência bonita, charmosa e apenas completamente séria, alguns homens que iam em sua casa sentiam atração por ele e sua mãe vendo que poderia ter lucros em usar o filho, o vendia por uma noite junto a ela. Kainell foi abusado quatro vezes naquele ano, sua mãe tentava pedir perdão ao filho, tentava lhe dizer que estavam precisando do dinheiro e que ela o amava por estar fazendo tal esforço por eles mas toda aquela situação apenas servia para tornar a mente do garoto ainda mais problemática do que já era.
Certa noite, já com 17 anos, o rapaz voltava para casa quando ouviu passos atrás dele e logo em seguida um pano veio até seu nariz, com alguém o pressionando contra seu rosto até que o jovem perdesse parte de sua noção e ficasse sob efeito da droga que respirou ali, percebendo apenas que aquele era um dos homens que já havia dormido com sua mãe e que agora havia se interessado também pelo garoto. Kainell tentou não desmaiar mas seus músculos e sentidos estavam lerdos e lentos, ele não podia lutar contra aquilo, o homem começou a arrancar sua camisa e passar a mão em seu corpo e Kainell logo foi forçado a usar um equipamento que mais cedo havia pegado com um de seus conhecidos do bairro. O jovem puxou uma faca da parte de trás da calça e passou sobre o peito do homem, que revidou com um soco após sentir o corte e pouco depois partiu para cima de Kainell, mas ele conseguiu esfaquea-lo novamente antes de apagar, acordando algumas horas depois ainda no beco onde tudo havia acontecido e notando o corpo falecido do homem ao seu lado. Suas roupas estavam sujas de sangue e suas mãos também. Agora vendo mais detalhadamente, notou que o homem vestia uma farda policial, e que aquilo certamente era problema. Kainell deu um jeito de fugir do local e chegar em casa, trancando-se em seu quarto e atirando-se em sua cama ainda com as roupas sujas, encarando o teto novamente enquanto ouvia a cama do quarto ao lado se mover rápido, podendo ouvir de leve alguns gemidos. A cabeça de Kaine parou por um segundo, processando apenas a informação de que ele havia acabado de matar um homem e agora estava novamente em seu quarto enquanto sua mãe se atracava com outro homem por dinheiro, aos poucos o jovem começou a ouvir gritos mais altos vindos do quarto e ele sabia que aquilo significava dor, significava que o homem que estava lá estava causando dor à pessoa que havia trazido o inferno a ele, um sorriso insano começou a nascer nos lábios de Kainell, logo ele sussurrava baixo para si as palavras “Faça-a sentir! Mostre a dor a ela…” Prazer e dor, insanidade e temperamento, uma série frenética de sentidos e sensações começava a fazer o corpo de Kainell esquentar enquanto uma risada baixa agora saia de sua boca.
Nos dias que se seguiram, a mente e corpo de Kainell pareciam ter mudado de água para vinho, o jovem estava começando a se arrumar mais, vestir roupas limpas e saindo mais de casa, aos poucos começando a procurar conhecer pessoas e frequentar lugares populares, à procura de algo que acalme sua alma, normalmente ele achava sexo, drogas e alcool, não se importando se o parceiro da noite era uma mulher ou um homem, ele queria apenas sentir algo, e ver as pessoas com quem se envolvia sentir prazer e dor. Kainell não apenas se divertia fora de casa, mas algumas vezes no meio da noite em seu quarto, ele ouvia os gemidos do homem e da mãe ao lado e então parava na frente do espelho, tirando sua camisa e passando as mãos em seu corpo, conhecendo-se melhor e novamente notando a insanidade em seu sorriso. Kainell estava se tornando algo diferente, alguém que perdeu sua ultima gota de esperança no futuro e agora apenas desejava sentir sensações até o dia em que a morte o chamasse. Numa noite, sua mãe bateu a porta de seu quarto acompanhada de um homem de seus 30 ou 32 anos, com uma barba mal feita e uma barriga de cerveja cheirando a comida velha. O garoto estava sentado na cama e sem dizer uma única palavra sentou-se de costas para a cama enquanto sua mãe estava deitada ao lado do gordo e uma das mãos do homem alisava o peitoral de Kainell. Aquilo era nojento, Kainell já havia sentido aquelas coisas antes e não era o tipo de coisa que ele gostava, sua vontade de sentir prazer aos poucos começou a se tornar apenas dor, ele sentia vontade de ver mais pessoas sentirem dor, a dor que ele sentiu por 17 anos destruir sua consciência. O moreno colocou a mão sobre a mão do homem e virou o rosto na direção dele, sorrindo olhando-o nos olhos e puxando com a outra mão sua velha faca, afundando-a na garganta do velho, assistindo ele se afogar no próprio sangue enquanto a mãe gritava e se arrastava para o canto da cama. O sangue começou a jorrar e a sujar Kainell, mas ele não se importava, apenas continuava a depositar toda a sua força nas facadas cada vez mais profundas no pescoço do sujeito e enquanto o sangue jorrava em seu rosto e seu corpo, ele sentia uma nova sensação, algo morno, porém gélido ao mesmo tempo. O sangue então começava a queimar sua pele, como se fosse água fervente, e seus olhos começaram a ficar com as veias à mostra, a mãe do garoto correu para o canto do quarto e Kainell puxou de volta sua faca de dentro da garganta do corpo, esfregando as unhas em seu próprio rosto tentando fazer a dor da queimação diminuir mas foi então que algo lhe aconteceu, era como se uma forte sensação de poder e prazer o estivesse consumindo. O sangue em seu corpo parava de queimar e logo as dores foram se apagando, enquanto uma sensação fria porém poderosa parecia estar a arrebentar seus ossos mas ele não sentia dor. O garoto caiu ao chão e começou a tremer como num ataque epilético, a mãe fechou os olhos e começou a gritar por socorro encolhendo-se no canto do quarto e Kaine então parou de se mover, soltando um último suspiro antes de abrir os olhos lentamente e com um sorriso simples em seus lábios, levantando-se e estralando o pescoço enquanto puxava um novo fôlego para dentro dos pulmões, virando-se para sua mãe em seguida e caminhando devagar até ela. A mulher tremia e implorava para que o filho lembra-se dela, do que ela já fez por ele e do garoto que ele costumava ser, erguendo as mãos em direção ao rosto do garoto como se pedisse que ele a ajudasse a levantar. Kainell se abaixou ficando da mesma altura que a mãe sentada encolhida ao canto com lágrimas em seus olhos e um sorriso de misericórdia nos lábios. Kainell sorriu simetricamente olhando-a nos olhos e fazendo uma feição de pura inocência, enquanto o rosto da mulher aos poucos mudava para algo mais sério e a expressão de medo aos poucos desaparecesse, deixando apenas uma feição sem reação aparente. Kaine estendeu a mão à sua frente com a faca em mãos como se a oferecesse, ainda a encarando nos olhos. A mãe do rapaz parecia presa ao olhar do moreno, sem demonstrar qualquer reação apenas pegou a faca em sua mão e a passou profundamente na garganta, deixando-a cair junto ao braço e ainda olhando o jovem nos olhos enquanto o sangue escorria sobre seu corpo. Kainell não se moveu, ficou ali parado com o olhar fixo, observando enquanto a luz dos olhos da mãe se apagavam. Em seguida ele apenas se levantou e saiu do quarto, pegando sua jaqueta no sofá da sala e ao passar pelo espelho antes da porta, olhou seu reflexo e sorriu simetricamente novamente ao ver que ali havia seu corpo e algum tipo de silhueta nunca antes notada, presa na forma do seu reflexo, notando uma sombra pairar sobre seus olhos. O garoto deixou o lugar em seguida e nunca mais foi visto por aquela região. A polícia tentou encontrar o garoto durante meses, mas nenhum sinal de vida havia sido encontrado, foi especificado então que a mãe havia matado o homem na cama do filho e em seguida se matado no canto do quarto. Kainell nunca foi achado para dizer algo a respeito, mas boatos dizem que alguém o viu depois de mais de 5 anos, andando pelas ruas de Nova York, sorrindo.
And you should never forget it.
Difícil, sarcástico, egocêntrico, dramático, possessivo, neurótico, e fechado. Antes de tudo mudar em sua vida o garoto era já um jovem complicado e com sérios problemas com drogas e polícia, além de se envolver nos trabalhos da mãe as vezes, contra sua vontade, o que o fizeram desenvolver problemas psicológicos sérios que mais tarde custaram vidas e sangue, Kainell era o tipo de pessoa que sabia que era destinado a morrer cedo e preferia deixar que o tempo o matasse aos poucos, era esse seu plano, até que tudo mudou quando o garoto teve seu coração gélido apagado por uma sombra viciosa que dominou tudo em seu corpo.
But then a Demon touched you.
Extremamente egocêntrico e agitado, além de psicologicamente problemático. Kainell dificilmente sente pena ou compaixão por um ser humano, não apenas o que se esconde dentro dele é uma perfeita combinação de insanidade e frieza, mas o próprio corpo e mente do rapaz nunca foi capaz de sentir pena de alguém, os traumas de sua infância o transformaram em um tipo de ser que perdeu sua humanidade, Kainell certamente estaria morto agora se não fosse pela escuridão que o dominou, o jovem sofre de sérios problemas psicológicos e sente prazer em ver o sofrimento alheio, ele geralmente não se mete na vida de ninguém, geralmente não faz questão de causar dor a ninguém, mas se mexerem com ele, não esperem vê-lo irritado, certas pessoas podem ser muito mais perigosas quando estão sorrindo do que quando estão sérias. Sua maior paixão é por desafios, seu sangue chega a correr mais rápido em suas veias sempre que alguém o desafia, e sua palavra é algo que ele preza acima de qualquer outra coisa, jamais volta atrás de sua palavra, não importa qual seja o cenário.
Maybe they can help you remember.
É colega de faculdade de Arthur Harris, e jé teve desejos pelo rapaz, apesar de seus interesses com relação a ele agora serem totalmente ligados à faculdade e ao fato de ele ser uma ótima ligação entre Kainell e outra pessoa.
Logo que conheceu Mabel Grace percebeu que a garota não era apenas linda mas também perigosa, e apesar de não sentir amor por ninguém, tem vontade de tornar a garota uma de suas aliadas, pois confia nela, de alguma forma.
Maya Llwelyn é certamente o tipo de pessoa que Kainell mais identifica como uma amiga-inimiga, ele sabe que por ela ser um demônio primordial, pode contar com ela em assuntos que venham a calhar a ambos, mas também sabe que nenhum dos dois perderia uma oportunidade de fazer o outro sofrer algumas consequências.
Anthony Devoux é talvez o único sujeito que Kainell trata como um sujeito amigo, mas que no fundo espera que alguém o mate para lhe poupar este trabalho um dia mais tarde. Os dois dividem uma relação de amizade e morte que certamente pode terminar em briga de orgulho.
O único sujeito que desperta abertamente os desejos de Kainell é Charles Chevalier, o moreno não sabe exatamente como isso começou, mas sabe que o jeito de Charles o tratar e de se portar desperta instintos em Kainell, instintos raros de serem despertados.
Infelizmente, este personagem está indisponível.












