Após a triste notícia dos casamentos arranjados, Demetrius estava com o humor ficando cada vez mais pesado; conhecera sua noiva e, pelo menos, ambos concordavam que era uma loucura, que não poderiam ter feito algo tão cruel assim com eles. Contudo, o que diabos poderia fazer para dar um jeito nisso? O decreto deixava claro, haveria sim um casamento para unir os países. O príncipe não entendia como o namorado ainda não tinha levantado da cama e ido embora para não ser contagiado com o seu mau humor; Pierre continuava ao seu lado mesmo que Demi não desse uma palavra e apenas soltasse suspiros ocasionais. Mas o loiro, aparentemente, cansou-se daquilo. O mais velho levantou e o príncipe fechou os olhos para não vê-lo sair do quarto. Contudo, uma música suave encheu o quarto ao invés do barulho da porta, logo em seguida, a voz do rapaz chamando seu nome. E foi apenas isso que o chamou a atenção, abrindo os olhos para encarar o guarda com um belíssimo sorriso nos lábios e a mão estendida para si. “O quê?” indagou a Pie com um riso baixo, o primeiro em tantas horas. Mas o outro não respondeu, apenas arqueou as sobrancelhas pois o convite realmente era claro. E o príncipe não recusou. Segurou a mão dele e levantou-se também, passando os dedos da mão livre para ajustar a barrinha da cueca em suas coxas antes de envolver os braços em torno do pescoço dele. As mãos grandes do homem mais alto foram para a cintura do príncipe, mas por meros segundos já que seus braços o envolveram e Pierre o puxou mais si, fazendo o mais novo rir e encostar a testa na dele, esquecendo-se dos problemas enquanto ambos balançavam no meio do quarto. Por aquele tempo poderia esquecer-se de todas as coisas ruins do futuro, focar no presente enquanto poderia experimentar momentos assim… isso valia a pena lutar.