30 de Setembro de 2017 Universidade de Oxford, Inglaterra.
A imprensa britânica compareceu massivamente, mas além de seus repórteres conterrâneos, o evento de anúncio da nova linha de pesquisa que estava sendo desenvolvida na Universidade de Oxford, contava com a presença da mídia mundial. Canais franceses, espanhóis, italianos, norte-americanos, sul-americanos, asiáticos e de toda sorte de nacionalidade brigavam por um bom lugar para transmissão o pronunciamento de Primeiro Ministro inglês, que viria a seguir.
A expectativa em torno do que seria dito era gigantesca. Principalmente porque no memorando liberado pelo gabinete do governo britânico, ao convocar a coletiva de imprensa, mencionava em linhas gerais, a nova linha de pesquisa da Universidade de Oxford. Segundo as poucas informações que haviam sido liberadas até então, os novos estudos evolviam células-tronco e seu uso na promoção da longevidade humana.
O tema em si, já seria suficiente para atrair atenção da imprensa, porém o fato de que o Primeiro Ministro havia escolhido se ocupar de dar a notícia pessoalmente deixou a todos em polvorosa, elaborando teorias do que poderia se tratar tal pesquisa, e de quais seriam seus desdobramentos.
Além do principal representante do governo de sua majestade, o evento contava também com a presença dos professores-doutores encarregados do desenvolvimento da pesquisa inovadora, e membros da família real britânica como a Condessa de Snowdon e o Duque de St Andrews. Todos alinhados sobre o palco principal, às costas do púlpito montado e equipado com microfone para que o primeiro-ministro exercesse sua palavra.
O momento era chegado. A multidão de civis que de baixo, assim como os repórteres, ansiava por ter sua curiosidade saciada se aglomerava atenta as palavras que estavam por vir. Não houve tempo, porém, nem para que uma palavra sequer fosse dito.
Primeiro, se ouviu um disparo e um clarão dos fogos sinalizadores iluminou brevemente o céu daquele dia ensolarado. Os agentes do serviço secreto inglês, responsável pela segurança do Primeiro-ministro, se entreolhavam em alerta. Mas não houve muito que pudesse ser feito.
O barulho que se ouviu em seguida, foi ensurdecedor. O céu tornou-se a clarear, mas desta vez trazendo uma grande camada de poeira junto com a claridade, bem como uma insuportável onda de calor. Mesmo com a vistoria e revisão do serviço secreto inglês, mesmo com todas as medidas de segurança adotadas, a bomba de destruição foi detonada, deixando para trás apenas os destroços do pátio da Universidade e os gritos de suas vítimas.















