Nome completo: Felipa Constantine
Me chamam de: Felipa, Lips, Lipa.
Idade: 17 anos
Ocupação: Estudante, líder de torcida, recepcionista na Sea Reccon Club.
Lycantropia: Pura, nasci assim.
Cor dos olhos: Azuis
Personalidade: Não sou muito "da galera" eu falo com as pessoas mas prefiro ficar no meu canto, me tornei assim depois de uma coisa horrível que fiz. Mas eu sei como rir, como brincar, só não sou muito sociável, não mais. Não sou de brigas, mas também não levo desaforo pra casa, bato de frente mesmo com quem me desafiar, afinal não.
Curiosidades: Existe um remorso dentro de mim que somente minha melhor amiga, Jennifer Custer, sabe como me sinto, de toda a população terrestre ela é a única que me entende completamente. Gosto de ficar com muitos caras, sim, sou falada na escola mas não me importo muito, homens são uma boa distração, mas ultimamente eu também comecei a sentir uma atração por mulheres... Só fiquei com três, mas eu gostei. Basicamente aquela "party girl" que toda sexta e sábado tem uma festa. Odeio ser filha única, queria ter uma outra irmã, que seja divertida e uma super irmã, mas parece que meu pai não gosta de tocar muito nesse assunto.
História: Quando eu nasci meu bando estava em período de conflito com outro, então pode dizer que nasci em uma zona de guerra praticamente. A vida não era fácil, quase sempre estávamos em conflito direto, minha mãe não queria que eu morresse então me mandou para Reccon Island para viver com a minha tia avó, de quem eu nunca gostei muito, mas naquela época eu era um bebê, nem opinião formada eu tinha. Até os meus três anos de idade vivi na casa dela, ela sempre me dera muita atenção e era grudenta, e eu odeio pessoas grudentas que não me deixam respirar. Depois da guerra minha mãe e meu pai retornaram para Reccon, me lembro de papai sempre reclamar daqui, falando que o mundo era enorme e podíamos ir para qualquer lugar, mas mamãe dizia que Reccon era o lugar certo pois nossos ancestrais haviam fundado a ilha e blah blah blah... Cresci numa família, de lobisomens, meus pais possuíam um gene puro de milênios, e com certeza eu não poderia ficar de fora. Desde pequena minha mãe me dizia como eram as luas cheias para crianças ou para quem não conseguia se controlar. Ficávamos presos no porão da casa, com correntes, coleiras, como se fossemos cachorros, mas só isso para nos segurar, as portas do porão eram reforçadas com camadas de aço e ainda sim era fácil de quebra-la, um lobo evoluído poderia fazer isso facilmente, se não fosse pelo sistema de circulação de ar que colocavam um pouco de wolfsbane para conter a nossa força, não uma dose letal, apenas um pouco para não nos soltarmos. Eu não queria ser assim, ficar presa em coleira como um animal que não podia ser domado, não viver uma vida normal, definitivamente não. Por ser uma sangue-puro fora fácil pra mim aprender a me controlar, demorou dois anos, a maioria só consegue na adolescência, eu consegui na infância. Mas minha primeira lua cheia fora um pesadelo, eu nunca havia sentido uma dor de cabeça tão forte, nunca havia gritado tanto na minha vida, aquela fora a minha segunda pior noite. Qual foi a primeira? Já, já você vai saber. Pelos ensinamentos, para conseguir se controlar a licantropia você precisa de uma especie de ancora, não sei como explicar direito, tem a ver com você mesmo, algum sentimento, ou até alguma pessoa, e a minha ancora era a pessoa mais especial desse mundo. Minha mãe. Como uma Constantine, era comum saber de guerras de bandos inimigos, como uma loba de uma linhagem pura algum dia eu iria participar de alguma dessas lutas e lutar por aqueles que são minha família, não só por nome ou por sangue, mas por parceria, consideração. Meu pai, Charles é o alfa, ele se tornou um verdadeiro alfa aos 16 anos de idade, uma responsabilidade que, creio eu, quase ninguém gostaria de assumir. Sendo assim, ele acabou tendo que cuidar de um bando de lobisomens com quase 110 membros, homens e mulheres, de todas as idades. Minha mãe era a segunda no comando, na ausência do meu pai ela é quem comandava. Mas com os conflitos o nosso bando fora diminuindo, nunca passamos por perdas de batalhas, apenas vitórias, mas do mesmo jeito em que tiramos vidas, outras foram tiradas de nós. De 110 membros, passamos a ser apenas 50, menos da metade. O ultimo conflito aconteceu aqui mesmo, em Reccon Island, como eu não havia completado 16 anos, idade em que os lobos podem sair com o bando, eu fiquei na casa da minha tia avó, novamente. Mas naquela noite, o conflito não fora contra outro bando, e sim contra caçadores, fora mais mortal do que pensavam. Até hoje eu não exatamente o que aconteceu lá, o que eu sei é que cinco dias depois minha mãe e meu pai retornaram, meu pai estava bem, mas minha mãe... Não. A arma que os caçadores usaram não chegou a ser letal, eles não conseguiram mata-la, mas a deixaram tetraplégica.Tenho certeza de que vocês não sabem o que é ter a sua liberdade, o seu comando sobre tudo ser tirado de você da noite pro dia. Minha mãe era uma grande loba que ajudava a comandar, como uma segunda alfa, mas para salvar a vida de um novato ela se sacrificou. Hoje em dia quem a alimenta sou eu, as vezes eu a escuto chorar, falando que quer a vida dela de volta, que não quer mais viver assim, mas ela diz que não pode me deixar, que vai continuar por mim. E isso me mata. Eu tenho um objetivo, descobrir quem foram os caçadores que fizeram isso com ela, depois, mata-los um por um, arrancando cada membro, cada nervo. Uma pista eu tenho, o sobre nome deles começa também com um C. Você pode me ver como uma boa filha querendo lutar pela mãe, mas eu errei. Quando eu tinha 15 anos estava correndo pela floreta, eu amava sentir o vento em meus pelos, a adrenalina da correria, ser bem mais alta do que o normal, hahaha, era a minha vida. Mas quando eu assumia a minha forma de uma loba completa eu me tornava sanguinária, eu tinha uma vontade imensa de matar, eu não conseguia controlar, era mais forte do que eu, até que, sem querer, naquela noite eu corri na direção de um velho parquinho abandonado, quando era criança costumava ir mito ali, sai das minhas quatro patas e andei apenas em duas, até uma grande loba tem sentimentos. Minhas patas dianteiras acariciavam os brinquedos, até que eu ouvi risos, e o som de um batimento cardíaco. Só sei que uma fome assustadora tomou conta de mim, eu segi o vulto, e bem, parecia estar totalmente alterado, nas verdade alterada, era uma garota, eu não sabia se ela tinha namorado, família, sonhos, destino... Eu só conseguia pensar nas minhas garras rasgando todo o corpo dela, e no gosto de sua carne crua, e eu não só pensei, eu fiz. Eu matei alguém.
Face Claim: Marie Avgeropoulos















