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Me chamou de menina feita de flôr e me trouxe uma. Não comprada, aquela que a gente pega no meio do caminho. A mais bonita de todas. Pendurei no meu colar, pra ficar perto do coração. Você entende a metáfora? É incrível como uma florzinha, no meio de tantas outras supostamente iguais, nos é mais bonita. É mágico como os pequenos gestos colorem nossos dias. É clichê o meu jeito de escrever e de falar sobre as coisas da vida. É errôneo ser parte de algo tão maior e só querer existir no pequeno espaço que é seu coração?
Quando a gente tava junto eu esquecia de mim pra te amar. Que merda isso, né?
Se você tem medo do amor tem coragem do que?
Você me amava, e com o tempo foi escondendo esse amor entre mentiras e verdades omitidas.
De repente tive vontade de te ver ajeitando minha gravata, num dia de algum casamento qualquer. E depois, te ver ajeitando tuas roupas para o nosso casamento. Tive vontade de te ver tentando arrumar a mala pra alguma viajem. (Aquela que você sempre quis fazer, acabou se tornando um sonho meu. ) De repente me vi nos teus olhos, e tive vontade de ver seu olhar todos os dias. Percebi meus olhos brilhando, um sorriso contido e ouvi batidas aceleradas do meu coração. De repente, me vi sendo clichê e lembrando de você quando o vizinho coloca aquele sertanejo. De repente, me vi apaixonado, escrevendo textos de amor.