“𝕪𝕠𝕦 𝕤𝕙𝕒𝕝𝕝 𝕟𝕠𝕥 𝕡𝕒𝕤𝕤!” aislinxluma
@lumahodkin
A melhor parte das festas públicas, sem dúvidas, nunca estava à vista — e Aislin sabia bem disso. Apesar de ter exagerado um pouco nos drinks, não deixou de notar que já fazia algum tempo que uma discreta movimentação estava sendo desencadeada em uma certa parte do salão, mais especificadamente próximo a uma escada que aparentava levar para o subterrâneo. Desde que adentrou na balada, a menina se atentava àquela localidade, e, cada vez que a frequência de bruxos conhecidos desaparecia por entre a escuridão subterrânea, Aislin ficava proporcionalmente mais tentada a se aventurar naquela parte desconhecida — o único problema, no entanto, eram os seguranças que guardavam a entrada. Por mais que a bruxa se gabasse das habilidades ilusórias, nunca havia testado seus feitiços em seres não humanos, e a menina suspeitava que os tais guardas de fato poderiam ser seres sobrenaturais, e saber disso deixavam as coisas bem mais complicadas. Por isso, concluiu que se quisesse ousar em entrar naquela região, certamente precisaria unir forças com alguém para lhe ajudar nessa missão. Fazia horas, contudo, que a menina também estudava o perfil das pessoas conhecidas que encontrara na festa, tentando adivinhar quem seria o candidato mais adequado a ajudá-la. A maioria das pessoas na balada era humanos aleatórios, bruxos que a jovem não se dava bem na academia ou simplesmente eram bruxos que tinham uma idade muito mais avançada que a dela — e, sem dúvidas, estes poderiam adverti-la ou mesmo retira-la do local por saberem que ela estava ali na ilegalidade. “O que eu faço agora, Meadow?” Aislin se comunicou mentalmente com seu familiar, um arminho que, por ter um porte mínimo, se encontrava na parte interna da sua bolsa e estava apenas com a cabeça para fora, analisando os indivíduos dali. “Tente aquela garota ali.” O familiar respondeu, apontando a cabeça para uma menina loira próximo à ela. Por sorte, Aislin tinha ciência que ela era uma bruxa como ela, uma vez que a avistou algumas vezes na academia e, felizmente, as duas não tinham qualquer tipo de rixa. “Obrigada!” Respondeu, enquanto se encaminhava em direção a garota loira. Assim que chegou, Aislin respirou fundo e se apresentou sem hesitação, embora falasse em voz baixa. “Oi, bruxinha. Me chamo Aislin, quer me ajudar a fazer algo ilegal hoje?”











