Teenage Dream (Live Acoustic @ Virgin Mobile Mod Club Toronto Canada 2013)
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Teenage Dream (Live Acoustic @ Virgin Mobile Mod Club Toronto Canada 2013)
Unconditionally ❄
Bottle Rocket
O administrador adentrou a pequena colmeia. - Senhor Brand... - Ele começou - A suíte oposta ja havia sido reservada para a senhorita Katy Perry, seria um problema se ela ocupasse aquele quarto? Obviamente não. Aquilo a colocaria diretamente na esfera de minha influência. Geografia é o destino, como já dizia Napoleão, se ela está no quarto oposto ao meu, eu vou ser capaz de persuadir seus miolos. Ela era a ovelha indo para o abate! - Pode trazê-la, Jeeves! - Eu gritei para o administrador, que naquele momento partiu. Nik tinha ouvido a a pergunta e minha resposta arrogante. - Hey, tenha cuidado cara. Eles a chamaram para fazer a sua introdução, a última coisa que precisamos é de você criando confusão uma noite antes da premiação. - Meu querido.. - O contrariei - Meu esperma é um elixir, se eu o oferecer a ela uma noite antes da premiação, ela fará a performance da vida dela! - Ei cara, ela está no quarto ao lado. E se você a magoá-la? Você sai com ela e logo após ela pode eventualmente te ver com a camareira, alguma groupie, a assistente dela, ou o maquiador, ou qualquer outro... - Ok, ok... - Eu concordei. - Você tem a minha palavra de cidadão britânico, eu não irei seduzir a senhorita Perry até depois da premiação. Eu estava secretamente emocionado com o fato de Nik achar que eu facilmente a encantaria, já que eu mantinha uma grande curiosidade sobre ela desde o nosso beijo no ano anterior.
(...)
Nós estávamos no auditório, que um dia antes da premiação se tornava um grande inferno de atividades envolvendo luzes, sets sendo montados, pessoas do crew em constante movimento e várias estrelas presentes para ensaiar, - A coisa sobre mim é…- Eu anunciei para a assembléia - É que eu sou um feiticeiro com os pássaros, um alquimista. Você coloca uma mulher na minha frente e eu vou hipnotiza-la com a minha magne pura. Na verdade eu estava planejando dizer magnetismo, eu tinha todo um discurso brilhante para dar sobre a minha capacidade sobrenatural com as mulheres mas tive que parar para observar a garrafa que estava arqueando na direção da minha cabeça do outro lado da sala. Um baque. Ai. A garrafa bateu a direita da minha cabeça e embora fosse de plástico estava meio cheia meio vazia e dependendo da sua perspectiva isso machuca. Todos riram. O que eu tinha feito para merecer tal insubordinação? Eu examinei a trajetória do míssil em busca de pistas para revelar o culpado - e lá estava ela. Radiante e satisfeita consigo mesma, escondida por um óculos escuro, com um gorro e moletom amarelo que tinha uma girafa como se fosse um fantoche escondendo a mão da manga direita estava Katy Perry invadindo o riso que ela mesma criara. - Ei Brand. - Ela falou confiante. “Vamos cérebro, vamos lá”, pensei, mas meu cérebro não estava funcionando corretamente, eu acho que talvez por causa da garrafa. Meu estômago ficou estranho. Como se eu estivesse doente. - Pegou na cabeça não é? Um alvo fácil, e grande, ainda mais com esse seu cabelo ridículo. Os rapazes, os meus rapazes riram. Assim como o pessoal da MTV e alguns da tripulação que pararam pra olhar. - Sua mira foi impressionante, especialmente porque você está usando óculos escuros em um lugar fechado, você deve ser cega… O que iria de certa forma explicar sua decisão de usar esse moletom ridículo. Katy não perdeu tempo. - Sabe, é meio difícil receber conselhos de moda de um cara que parece uma travesti preguiçosa. - Aham, eu sou bem feminino. - Falei ordenadamente. - Se for comparado a você… Eu estava me saindo bem considerando a lesão em minha cabeça e a sensação estranha no meu estômago. Marchei até ela e comandei que ela tirasse os óculos. - Melhor eu não tirar nada que está em mim perto de você, eu posso pegar herpes. Esse joguinho não estava funcionando do meu jeito, então eu habilmente a sequestrei da multidão, que eram cerca de 30 pessoas, para saber se eu conseguiria deslumbrá-la melhor sem audiência. Ela tirou os óculos escuros, e eu achei que isso iria me dar vantagem, mas só senti meu estômago revirar ainda mais. Ela tinha olhos muito bonitos. Grandes e questionadores. Brincalhões e carinhosos. Longe da multidão, minha sagacidade talvez retornaria pelo caminho certo. - Seu bracelete… - Comentei - É legal. - Se você pensa assim… Obrigada. Era um bracelete de Alexander McQueen, aro simples com dois crânios que se enfrentavam nas extremidades. Sem dizer nada ela sorriu, tirou o bracelete e colocou em mim gentilmente me algemando. E então o gerente de palco veio avisar que eu precisava ensaiar a introdução. Espremido em na minha cabinezinha glamourosa, como se fosse um Roudini relutante, escutei Katy cantando no palco de um jeito sem entusiasmo, o jeito que todos fazem no ensaio, é como se eles não pudessem ser incomodados, cada sílaba era transmitida de um jeito gritado. “Gonna take on the world some day. You got blood on your face, you big disgrace wavin’ your banner all over the place. We will, we will rock you!” Encarei o meu nome no telão lá atrás e nervoso desci as escadas. Olhei para ela e a sensação de vertigem ficou pior. - Senhoras e senhores. - Disse ela - Por favor recebam a maior “rainha” que já conheci, Russell Brand. Sorri, caminhei e passei por ela, e a minha maior vontade era tocar seus cabelos. Quando cheguei ao final da passarela para fazer meu monólogo o palco onde Katy estava, tinha sido reduzido para dar espaço para a atração seguinte. Minha sagacidade retornou, como eu sempre soube que seria. - Obrigado por essa introdução. - Comecei gesticulando para ela atrás de mim. - E lá vai ela, Katy afunda sem deixar rastros. Apenas a cabeça dela passou de vista. Katy e algumas amigas estavam penduradas ao redor do mixer. Eu senti o bracelete no meu pulso. Eu não queria devolver para ela mas não seria cavalheirismo da minha parte ficar com ele. - Hm… Estou indo então. - Ok.- Ela disse sorrindo. - Nós deveriamos manter contato. - Falei, mesmo sabendo que ia vê-la no award que tínhamos acabado de ensaiar. - Ah sim? - Indagou ela - E como vamos mantê-lo? Por sinal de fumaça? Agora eu estava com falta de ar e tudo estava quente. Ela estava flertando comigo. Acho que ela estava flertando. Todos meus instintos estavam afetados pela garrafada na cabeça e a sensação estranha no estômago. - Você poderia pegar o meu número?- Eu disse e ela o pegou. - Ah eu esqueci de devolver isso. - Falei agora tirando o bracelete do meu braço, mas antes que eu o fizesse ela me interrompeu. - Tudo bem fique com ele… Pra você se lembrar de mim. Comecei a entender o que aqueles sintomas representavam. Eu olhava pra ela e os sentia. Encarei os olhos dela e pensei comigo mesmo: Não preciso de nada pra me lembrar de você. Foi assim que me apaixonei. No outro dia nós fizemos o show. Eu carreguei o bracelete no meu bolso mesmo sabendo que ela estava lá. Naquela noite fomos ao nosso primeiro encontro, ela foi engraçada e fofa mas o mais importante é que ela emitiu um poder gentil que me fez querer ser alguém bom. Você pode achar fútil eu achar que ia me casar com ela desde a primeira vez que a encontrei, mas a verdade é que me apaixonei desde o momento em que ela jogou aquela garrafa em minha cabeça. Como o cupido em um motim. Desde o primeiro encontro eu mudei, sem mais nenhuma outra mulher. Na verdade milhares de mulheres, acordo com uma diferente todo dia. Todas são ela. Ela está dormindo do meu lado agora, tranquila e silenciosamente sedutora, é impossível aliá-la com aquela menina incandescente que brilha durante o dia. Sua mão está em seu ombro e eu consigo ver o anel que dei pra ela quando a pedi em casamento no ano novo na Índia, debaixo de uma lua cheia, uma lua azul. Em uma lua azul ela disse sim. Ela me escolheu, me engarrafou e me algemou. E agora essa é a minha vida, minha menina, essa mulher maravilhosa. Apenas ela e a revolução.
(Trecho retirado do livro Booky Wook 2 - This Time It’s Personal, escrito por Russell Brand)
Boner Fido
Nós já havíamos filmado com Pink e Christina Aguilera antes de embarcar no carrinho de golfe que nos levaria para a rua de mentira na Paramount, onde nós iríamos filmar com Katy Perry. Um amigo do set de Forgetting Sarah Marshall estava por lá, o primeiro assistente diretor Gary Marcus, o diretor Nick Stoller, e o brilhantemente nomeado Dick Vane, que mesmo com este nome insistia que não gostaria de ser chamado de Richard, o que me fez amá-lo. E lá estava ela, Katy Perry, em uma rua de mentira cercada de pessoas a protegendo e paparicando. Uma jovem mulher muito bonita, eu observei, um olhar travesso apareceu quando os olhos dela encontraram os meus sem piscá-los. Ela emergiu do meio de todos e Nick nos explicou como a cena funcionaria. Nós teríamos que ir para trás de uma das fachadas falsas da rua, em uma que representava um restaurante italiano, ir para o primeiro andar, surgir na varanda e nos beijar, e por fim acenar para os fãs e paparazzi de mentira que estariam lá em baixo. Indubitavelmente, eu comecei fazer alguns comentários engraçados em nossa pequena viagem pela rua de mentira e dentro do prédio falso. Dentro, nós subimos juntos as escadas, e já atrás da falsa-mas-verdadeira sacada onde tudo aconteceria. - Tudo bem. - Eu disse inspirando. Ela realmente era muito bonita. - Bem, nós temos que ir por ali. - Eu apontei para o mundo de mentira lá fora. - E então eu me movo em direção á você, assim. Eu me movi para mais perto dela e ela sorriu, um sorriso preguiçosamente mágico. - Então eu acho nós deveríamos segurar um ao outro assim... - Eu a segurei pela cintura gentilmente. - E ai... - Naquele momento nossos lábios quase estavam se tocando - Nós nos beijamos. E nós o fizemos. Não havia nada surreal naquilo. Mas aquele não era um beijo técnico, nossos lábios se encontraram e naquele set de Hollywood eu me perdi com ela em um turbilhão, no vácuo, e aquele vasto mundo criado para fazer história, tinha testemunhado o inicio da minha história favorita.
(Trecho retirado do livro Booky Wook 2 - This Time It's Personal, escrito por Russell Brand)
Katy Perry - Dark Horse (Live At Prism Release Party)
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