Mas eu sempre te deixava escapar. Deixava as chances fugirem. Outros momentos viriam, outras oportunidades apareceriam. Eu tentava me convencer. Eu não te queria em pedaços, com rachaduras de outros desamores. Eu te queria inteirinho. Eu-queria-você-para-mim. Quem dera você pudesse ter reparado sem que eu precisasse ter dito com todas as palavras. Quem dera você tivesse visto nas vezes que eu corria ao seu encontro, só para ver você sorrindo. Quem dera você tivesse entendido nos meus ciúmes descontrolados, na minha possessividade infantil. Tava tão na cara, só você não via.