Se Deus não vai, Carlos Alexandre Azevedo também não, pois cometeu suicídio no ano passado, aos 40 anos. Ele é o menino de 1 ano e 8 meses da foto. Carlos Alexandre Azevedo foi arrancado de sua casa e torturado na sede do Dops paulista. Foi submetido a choques elétricos e outros sofrimentos. Seus pais, Dermi e a pedagoga Darcy Andozia Azevedo, eram acusados de dar guarida a militantes de esquerda, principalmente aos integrantes da ala progressista da igreja católica.
Dermi já estava preso na madrugada do dia 14 de janeiro de 1974, quando a equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury chegou à casa onde Darcy estava abrigada, em São Bernardo do Campo, levando o bebê, que havia sido retirado da residência da família. Ela havia saído em busca de ajuda para libertar o marido. Os policiais derrubaram a porta e um deles, irritado com o choro do menino, que ainda não havia sido alimentado, atirou-o ao chão, provocando ferimentos em sua cabeça.
A família Azevedo foi destroçada.
Aqui a história completa.
E tem gente que convoca Deus para ser cúmplice de um golpe militar.
















