Pegada Cultural #1 – Pelos rabiscos do mundo
E, por rabiscos, refiro-me a ilustrações. Porquê do mundo? Porque os 1700 participantes da VII edição da Ilustrarte provêm de 72 países espalhados pelos 5 continentes.
Até dia 16 de Abril o Museu da Eletricidade alberga a Ilustrarte, o evento Bienal Internacional de Ilustração para a Infância. É uma mostra das 150 melhores ilustrações entre as 1700 recebidas, avaliadas por um júri de ilustradores e designers contemporâneos. A vencedora desta edição foi Violeta Lópiz, uma ilustradora espanhola considerada uma das 10 melhores na área da ilustração em Espanha segundo a revista El Cultural de El Mundo. “Amigos do Peito”, livro infantil com texto do autor brasileiro Claudio Tebas, foi o que lhe fez merecer “a taça” deste concurso. Para além de Lópiz com o prémio Ilustrarte 2016, houve ainda três menções honrosas: Ingrid Godon (Bélgica) com um trabalho muito manual e orgânico na publicação “Ik Denk”, Jesus Cisneros (Espanha) com “Central Park, cuaderno de dibujo“, uma coletânea de registos seus, e ainda Claudia Palmarucci (Itália) com “Le case degli altri bambini” na qual a artista transfere a imagem mental da “casa dos outros meninos” para o papel, criando confusões de planos e de ações.
Aos meus olhos, refiro ainda a participação de Amir Shabanipour (Irão) com ilustrações cheias de texturas visuais e cores vibrantes e também a participação de James Daw (Inglaterra) com composições dinâmicas e com uma paleta de cores muito interessante.
A acompanhar a exposição do concurso, Serge Bloch (França), um dos membros do júri da Ilustrarte, expôs também algumas das suas ilustrações. Composições simples, chamativas, muito equilibradas e com cor em momentos pontuais são as características fundamentais para definir o seu trabalho.










