“There’s no way they’ll hit me from that distance.” (phantine)
SENTENCE STARTERS: FAMOUS LAST WORDS
Os lábios pintados de rosa foram compridos, e por mais que Christine confiasse em Erik, ela sabia que ele estava errado. Plenamente errado, pois o Box 5 seria o primeiro lugar que todos pensariam. Principalmente Raoul. Todos estavam procurando pelos dois. Desde o baile de máscara, os dois eram procurados por todos. É claro que Christine não sabia quem os procuravam, pois havia sido levada para as trevas. Refém da escuridão, refém de seu precioso Anjo. Agora que ela sabia a verdade, perguntava-se o que tinha de errado consigo para amar alguém tão quebrado quanto Erik. Ele havia matado, torturado, assombrado, mas ainda assim Christine esperava que eles pudessem ter mais algum tempo juntos. Sempre ansiava por mais tempo com seu Anjo. Todo segundo passado na presença de seu mentor era precioso. Entretanto Erik não sabia daquilo. Ele afirmava que era Christine sua salvação, sua luz. Que ele era impuro, não a merecia. Oh Anjo, se tu soubesses que Christine é tão quebrada quanto vós. Se tivesse a delicadeza de perguntar a sua amada como ela sentia-se, saberia que dentro daquele coração puro, também existiam trevas. Ela era apenas uma garotinha perdida até Erik a encontrar e guia-la pelo caminho da música. Fora ele o salvador, não o contrário. Devagar, ergueu uma das mãos para tocar sua face. Todavia, não o conseguiu, pois o homem segurou seu fino pulso antes que ela pudesse se aproximar. Queria que ele se permitisse. Que permitisse a ela a possibilidade de mais. Estar tão apaixonada por alguém e sequer poder tocá-lo, que lástima. Os olhos claros de Christine estavam fixos nos de Erik, e mesmo que o espaço entre eles fosse maior do que a jovem gostaria, e menina sentia que uma áurea intensa os envolvida. Estava hipnotizada por ele, como sempre ele a tinha exatamente onde queria. “Erik”, murmurou, pois amava seu nome. Era simples, mas único, muito parecido com seu dono. Os lábios que antes estavam comprimidos, partiram-se, deixando que um suspiro escapasse. Tudo aconteceu numa fração de segundos. Em um momento tinha os olhos postos sobre os dele, esperando uma brecha, qualquer brecha, e em outro, o burbirinho se instalava no teatro, chamando a atenção do casal. “Non! Il est innocent. Please, don't”, Christine gritou, acenando de modo frenético na direção do Visconde, que tinha consigo alguns policiais, e os diretores da ópera. Ainda gesticulava com urgência quando o braço firme de Erik envolveu sua cintura, erguendo-a e a tomando em seus braços. “Leave him alone!”, ela gritou uma última vez, de maneira cantada, enquanto novamente desaparecia nas trevas.














