Sentado sozinho no quarto
Mas pensando nisso em todo caminho pra casa
E você sabe, eu sei
Você deveria saber, eu também
Eu sei que não preciso de ninguém
Mas porque então eu sinto isso?
Como um cachorro de rua olhando uma casa
Um que deveria ser de raça
Pensando até demais num sorriso bonito que eu vi mais cedo
Como isso chegou até mim?
E como conseguir isso que nem eu sei o que é
Ou o que sinto
Talvez eu esteja adoecendo
São pensamentos obsessivos
Sobre sonhar acordado
Com alguém que você viu mais cedo
E que você pensa que tem mais dinheiro
Mas se eu alucinei—
Me recuso a passar por tudo isso de novo
Toda semana alguém novo
Olhando fotos tiradas de pessoas que nem conheço
Ou vendo imagens reais de pessoas que já esqueci, que já conheci
E voltaram para um bem que se tornou mal
Um antigo amor que nunca existiu vem à tona
Não é meu
E ninguém mais sabe além de mim
E a resposta
Era tudo que eu mais queria
Porque, óbvio, é simplesmente o que ninguém mais tinha
Meu inconsciente é rebeldia
Própria fúria minha
Quero manifestar algo que não posso ver
E que se agir muito como quem precisa não vou ter
Acho que estou doente e preciso de ajuda
Sou independente, mas também muito sozinho
Ninguém ia querer me ajudar
E eu não vejo problema, não, ele não é isso
Parece mais uma vez uma situação de não aceitação para com comigo
Eu não sei o que é solidão de verdade porque eu mesmo que escolhi ser só
E esse é o motivo de eu deixar versos em branco e vazios
Esse é o motivo de ninguém querer ler esses poemas comigo













