Os Observadores estão de olho em PENELOPE BLANCO. Eles dizem que ela tem 25 anos e que está na Ilha há 9 MESES, já deve estar acostumado com as regras da cidade. Como NELL se parece com MELISSA COLLAZO, é bom tomar cuidado e não sair do CHALÉ 1 de noite porque mesmo sendo filha de ARES, vindo do ACAMPAMENTO MEIO SANGUE, aqui é apenas mais uma no meio da multidão.
Criadora de Armadilhas
𝐈𝐅 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐁𝐄𝐈𝐍𝐆 𝐖𝐀𝐓𝐂𝐇𝐄𝐃, 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐒𝐓𝐈𝐋𝐋 𝐔𝐒𝐄𝐅𝐔𝐋.
Paciente, ajuizada e escrupulosa são palavras que definitivamente não servem para descrevê-la. Apesar de (para alguns) ela ser uma boa pessoa, Penelope está longe de ser a mais equilibrada e educada do mundo. A impaciência é um dos seus maiores traços de personalidade, junto de sua impetuosidade, e a junção dos dois acaba por torná-la alguém explosiva se levada ao seu limite (que, devo dizer, não é muito difícil de ser atingido), especialmente tratando-se de enfrentar pessoas ou criaturas num geral. Não é estranho vê-la se meter em brigas para defender a si mesma, sua honra e dignidade (e a outras pessoas também, pois apesar de filha do Deus da Guerra, a injustiça é algo que a enfurece de forma extrema), e acabou sendo expulsa de um número considerável de instituições antes de decidir controlar o espírito belicoso. Penelope não tem medo de se machucar e, talvez, esse seja um de seus maiores defeitos, já que frequentemente ela acaba se jogando de cabeça em situações das quais tem pouquíssimas chances de sair viva. Mas o combate, aventura e adrenalina lhe são fonte de êxtase e ela não os abandona por nada; de fato, se ela recusa uma luta, mesmo que amigável, isso gera estranhamento.
𝐘𝐎𝐔 𝐃𝐈𝐃𝐍’𝐓 𝐀𝐑𝐑𝐈𝐕𝐄 𝐇𝐄𝐑𝐄. 𝐘𝐎𝐔 𝐖𝐄𝐑𝐄 𝐓𝐀𝐊𝐄𝐍.
Penelope tinha 11 anos quando um dos sátiros a levou até o Acampamento Meio Sangue. Ele a ajudou a fazer as malas e a levou para o lugar que ela viria a conhecer como o único lugar totalmente seguro para pessoas como ela. A camiseta laranja, então, apesar da cor horrorosa, passou a ter valor sentimental a cada ano que uma nova conta era adicionada ao seu colar. Foram três delas, 3 anos dentro do chalé de Hermes, até que Ares decidisse que ela talvez valesse a pena e a reclamasse como sua. Durante uma captura a bandeira especialmente violenta, na qual ela se recusara a desistir e havia enfrentado campistas três anos mais velhos e bem maiores que ela incansavelmente, Penelope foi tomada por uma adrenalina que a fizera rir, extasiada, entre um golpe e outro de espada e pelo encontrão dos escudos. É claro que, quase ser afogada no riacho inflamou sua raiva. Bastaram algumas provocações para que seus últimos oponentes se enfurecessem com ela e cometessem erros óbvios ao seu ver, tudo por quererem simplesmente acertá-la; abriram a guarda demais, permitindo que sua espada cruzasse suas defesas facilmente. Ao fim do jogo, do qual seu time saiu vitorioso, ela sentiu o coração palpitar ao ver o símbolo vermelho reluzir sobre ela.
Uma vez reunida com seus irmãos e irmãs no Chalé 5, ela ansiava ainda mais pelos verões, para o momento de voltar para o acampamento, de vestir mais uma vez a camiseta horrível, de ganhar mais uma conta em seu colar. De participar de missões, de sobreviver, de lutar, de vencer. As batalhas, ela aprendeu, lhe eram naturais, assim como os reflexos que a guiavam, mas isso serviu apenas de incentivo para melhorar sempre. Queria provar-se digna de ser filha do Deus da Guerra e, por isso, treinava incansavelmente todos os dias. Sempre se oferecia para missões, era enérgica e letal em seus combates, mas o único resultado disso tudo foi um presente silencioso deixado para ela. Um de bracelete de bronze, que ela descobriria ser um de espada de bronze celestial. “Um presente de seu pai”, Quíron havia dito, pelo sucesso dela em sua missão. Mas, o que Penelope realmente queria era que ele mesmo viesse parabenizá-la e aos seus irmãos. Eles eram ótimos guerreiros e inteligentes também, alguns ali sendo grandes estrategistas. Mas ainda sim, o silêncio de seu pai era ensurdecedor. Ela soube das histórias, é claro. Como Percy Jackson advogou por todos os meio-sangues, pedindo aos Olimpianos que lhes dessem atenção, o mínimo possível que fosse, e o admirava por isso (talvez mais por essa atitude do que pelo que ouvia dizer de suas habilidades como guerreiro. Corriam boatos de que ele havia derrotado Ares. Ele tinha que ser mais que excelente pra isso.)
A Ilha, e claro, só intensificou o silêncio entre ela e seu pai. Ela se lembra de seu desespero como se fosse ontem; de acordar no mesmo lugar de seu sonho, de correr em busca de abrigo, de encontrar as orientações na Cabana. A princípio, pensou tratar-se de mais uma estúpida e elaborada pegadinha dos filhos de Hermes, mas as criaturas no vidro da cabana provaram o contrário. O que quer que fosse aquele lugar, onde quer que ele fosse, tudo aquilo era muito real e, pela primeira vez em muito tempo, Penelope sentiu medo. Com o tempo, porém, o medo moldou-se em alerta e Penelope vem se dedicando às tarefas imediatas: construir armadilhas, derrotar monstros e sobreviver.
𝐒𝐎𝐌𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐄𝐒 𝐀𝐑𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐒𝐄 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇.
PODER PASSIVO: ODICINESE (manipulação de armas)
Habilidade herdada de seu pai, Penelope tem facilidade extrema para manipular qualquer arma com a qual entre em contato. Basta simplesmente tomá-la nas mãos para que saiba exatamente o que fazer com ela para que seu uso seja rápido, eficiente e, mais importante, letal. Espadas sempre parecem se adequar às suas mãos, facas e adagas parecem se tornar ainda mais rápidas e perigosas quando ela quem as manuseia, e armas de fogo não são um mistério pra ela, tampouco armas de guerra. Contudo, por não ser uma divindade como seu pai, sua habilidade não se estende a de conjurar armas por simplesmente querer. É necessário muita concentração para isso e, quando ela consegue, as armas que conjura a partir de outros objetos respeitam as dimensões iniciais de sua origem. Uma caneta jamais poderia se tornar um tanque de guerra, por exemplo. Contudo, após sua chegada à Ilha, Penelope descobriu não mais conseguir conjurar armas, limitando sua habilidade.
PODER ATIVO: TELUMCINESE (capacidade de manipular emoções da guerra)
A telumcinese - que ela gosta de chamar de ódiocinese - permite que Penelope irrite quase qualquer pessoa o suficiente para que entrem numa briga física. Ela faz uso disso quando quer instigar seu oponente a se tornar irritadiço e, consequentemente, descuidado ou simplesmente por diversão. Ela adora rir às custas da irritação alheia.
𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍𝐒
Um presente de seu pai, o único que recebeu desde que foi reclamada, a espada de bronze que Penelope carrega é uma kopis grega. Feita de bronze celestial e com lâmina curva, a espada tem 60cm e um cabo esculpido e decorado em couro vermelho.












