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📖 Capítulo 1 — Te contaram tudo sobre drogas. Menos isso.
🌍 Imagine um mundo recém-saído da Segunda Guerra Mundial.
As cidades ainda respiravam poeira de bombas.
Os rádios anunciavam uma nova era de “paz”, mas nos bastidores institucionais o medo se tornou a moeda mais valiosa.
🕰️ Estamos em 1949.
No mesmo ano, George Orwell publica o livro 1984, alertando que, num futuro próximo, seria possível controlar a mente sem algemas nem armas.
Ele viu o que estava por vir e acertou mais do que gostaria.
👁️ Dois anos antes, em 1947, nasce a CIA.
Em plena Guerra Fria, sua pauta pública era proteger o país, nos bastidores, o objetivo era compreender e, se possível, influenciar o comportamento humano em detalhe clínico.
Começa a era das operações secretas, das técnicas de lavagem cerebral, da espionagem psicológica.
E logo surge uma pergunta incômoda nos corredores de Langley:
Qual substância consegue alterar o comportamento com mais precisão para bem ou para mal?
🔬 Dessa busca nasce o projeto mais sombrio da psiquê moderna: MK-ULTRA.
📂 Durante duas décadas, a CIA financiou universidades, psiquiatras e hospitais para testar drogas psicoativas em humanos, muitas vezes sem consentimento.
O objetivo? Criar soldados obedientes, apagar identidades, reprogramar a consciência.
🍄 Mas, no meio de compostos que geravam anestesia e dependência, surgiu uma surpresa:
Algumas substâncias não provocavam submissão provocavam despertar.
Elas não anestesiavam, expandiam.
Elas revelavam o que mantínhamos enterrado.
👮♂️ Quando ficou claro que certos compostos como os cogumelos psilocibinos não cabiam em protocolos de controle, o caminho escolhido foi diferente: silêncio, censura e desinformação.
🗓️ 1º de julho de 1973
É criada a DEA – Drug Enforcement Agency (Agência do Combate às Drogas nos Estados Unidos).
A nova agência nasce para enfrentar um problema real: o crescimento do tráfico de substâncias altamente destrutivas (heroína, metanfetamina, hoje fentanil).
Mas, ao estabelecer as listas de proibição, psicodélicos sem comprovada toxicidade, como os cogumelos mágicos foram enquadrados na mesma categoria das drogas letais.
Não foi uma conspiração única, mas um reflexo de medo, política e falta de compreensão científica.
Na prática, o que também acabou proibido não foi apenas o que fazia mal…
foi o que fazia pensar também.
💥 Setenta anos depois, vivemos num mundo que, em muitos aspectos, se parece com o do livro 1984:
• vigilância constante,
• dependência de estímulos,
• esvaziamento da atenção.
Mecanismos que se alimentam de uma mente distraída, não desperta.
🌐 Mas como sabemos de tudo isso hoje?
Durante décadas, o projeto MK-ULTRA foi mantido sob sigilo. Foi apenas em 1975, com as audiências do Comitê Church no Senado dos EUA, que a existência do programa veio a público. Alguns documentos haviam sido destruídos, mas os que restaram revelaram uma operação em escala global, com envolvimento direto da CIA no financiamento de testes com LSD, mescalina, escopolamina e sim, psilocibina.
Nesse ponto da história, entra Robert Gordon Wasson.
Ele era vice-presidente do banco J.P. Morgan, mas também jornalista e etnomicologista amador. Em 1955, participou de uma cerimônia com cogumelos sagrados no México, guiado por María Sabina. Dois anos depois, publicou na Life Magazine (em 13 de maio de 1957) a matéria “Seeking the Magic Mushroom”, que despertou o interesse público e institucional, pelos cogumelos psilocibinos.
O que poucos sabem é que essa viagem de Wasson foi financiada, em parte, pela Geschickter Fund for Medical Research, uma entidade de fachada ligada à CIA, conforme revelado nos próprios documentos do Comitê Church (1975).
Além disso, Wasson tinha conexões com a Sandoz, a farmacêutica suíça que sintetizou o LSD pela primeira vez e também isolou a psilocibina nos anos seguintes, transformando essas moléculas em objeto de interesse farmacológico e geopolítico.
❓ E se recontássemos essa história por outro ponto de vista?
Porque a verdade histórica é mais complexa: muitas substâncias potencialmente libertadoras foram proibidas, enquanto produtos comprovadamente nocivos álcool, nicotina, opioides farmacêuticos, prosperaram com respaldo legal.
🔗 A CIA estudou cogumelos mágicos por duas décadas.
Será mesmo que não entendeu do que eles eram capazes ou entendeu demais?
“A mente foi feita para libertar-se, não para submeter-se.” — Terence McKenna
📚 Fontes principais:
• Audiências do Church Committee, Senado dos EUA (1975): https://www.intelligence.senate.gov/activities-investigations
• Artigo original de Robert Gordon Wasson na Life Magazine (13/05/1957): https://psychedelicreview.com/life-magazine-1957-seeking-the-magic-mushroom/
• Relatório da Farfield Foundation e conexões com CIA: https://www.nytimes.com/1977/08/02/archives/cia-said-to-back-magic-mushroom-study.html
• Documentos liberados via FOIA (Freedom of Information Act) sobre MK-ULTRA: https://www.muckrock.com/news/archives/2018/mar/21/cia-mkultra-collection/
• Documentos da Sandoz e síntese da psilocibina: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/13597061/
👁️ Essa é uma série especial criada pela Segredo Fungi para revelar uma história que quase foi apagada:
A verdade por trás da proibição dos cogumelos mágicos.
Durante décadas, documentos, interesses e instituições ajudaram a enterrar não apenas uma substância mas uma possibilidade de consciência que não servia ao sistema.
Com base em fatos, nomes e datas, esta série reconstrói o que foi silenciado:
como os cogumelos saíram dos rituais sagrados, foram parar nos arquivos da CIA e desapareceram da ciência por 50 anos.
Hoje damos início a essa jornada com a Introdução e o Capítulo 1, o primeiro de sete.
Ao longo dos próximos dias, publicaremos um novo capítulo a cada dia.
Acompanhe a série completa, dia após dia.
Ressignifique o que te contaram.
Descubra o que foi esquecido.
E entenda por que a mente livre sempre foi a maior ameaça.
🍄 Nos siga para receber todos os capítulos.
Introdução abaixo 👇🏻
Perguntamos ao ChatGPT, o que ele faria se fosse humano por um dia, segue o fio:
Paul Stamets publicou um novo livro em 10 de junho.
Dessa vez, sua crítica é profunda.
E, além de uma enciclopédia viva sobre psilocibina, o que ele entrega é também um espelho simbólico para tudo que estamos vivendo.
Stamets nos oferece uma verdadeira cartografia dos cogumelos Psilocibinos, dezenas de espécies, fotografias, habitats.
Para nós, que só temos acesso a cubensis, é um deslumbre.
Um vislumbre do que poderia ser nossa relação com os cogumelos se não houvesse proibição, silêncio e censura.
Na Segredo Fungi, nós não vendemos cogumelos.
Nós abrimos portais.
Disponibilizamos a ferramenta para você desbloquear seus universos internos.
Existem caminhos mais honestos, mais profundos,
e mais vivos… pra quem cansou de se entorpecer com distrações farmacêuticas.
Arraste ->
Não precisamos de intermediários.
Cogumelos são a medicina. Sem laboratórios. Sem papo furado. Apenas natureza, em sua forma mais elevada.
Isso que eles temem.
Arraste ->
Porque cura real não vicia.
Porque cura de verdade não pode ser patenteada.
Porque silêncio interior não monetiza.
Porque um ser humano lúcido não obedece.
Eles não proíbem porque é perigoso.
Eles proíbem porque liberta.
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