Por que o Brasil rejeita o ajuste necessário?
As pessoas querem soluções rápidas e imediatas, sem considerar as consequências. E jogam no colo dos políticos a esperança de que essas decisões fáceis sejam tomadas por eles. No fim, a conta não fecha. E o que acontece? Continuam pedindo cada vez mais justamente àqueles que chamam de corruptos e desonestos.
Quando essas soluções não entregam o resultado que esperam, a culpa precisa ir para algum lugar. A culpa vai para os que criam riqueza: os ricos, os empresários, os empreendedores. Entra a narrativa de que são ricos às custas dos outros, e não porque houve uma troca voluntária.
Enquanto isso, o país continua pobre. Não avançamos, não criamos desenvolvimento sustentável. É sempre buscar uma solução para a dor do presente, sem lembrar que atitudes imediatas no curto prazo geram dores maiores no futuro. O Brasil nega o ajuste amargo, mesmo vendo que as soluções fáceis não funcionam. Prefere os benefícios artificiais de hoje a um resultado maior amanhã. Por isso, toda tentativa de corrigir os desequilíbrios acaba sendo vista como injustiça, e não como um ajuste necessário.
Quando se fala em diminuir o Estado, privatizações, cortar gastos, reduzir o funcionalismo público e abandonar a CLT, o brasileiro vira as costas, bate o pé e acha tudo injusto. Não querem o trabalho de colocar os ajustes em prática, mas querem os resultados como um direito garantido pelos esforços dos outros. E o Brasil segue assim, com seus grupos de interesse pautando os rumos do país.