A palavra tradição deriva do latim "traditio" que significa transmissão, algo que se é transmitido do passado para o presente. Sendo assim, o tradicional se relaciona ao antigo intimamente, como um conjunto de crenças de um povo que são seguidas e partilhadas sucessivamente por gerações. Elfos, por exemplo, tratam suas tradições se não como lei, como verdade absoluta. Os sussurros dos mais velhos são ouvidos com atenção, e os legados passados a diante, sempre. Alterações no modus operandi da sociedade eram raras, impensáveis e — se impostas —, inaceitáveis. Em Midgard tudo funcionava como devido, inclusive o clima. Previsibilidade era um conforto para aqueles que viviam à sombra do Ragnarök. Portanto, quando algo foge do habitual e alguma mudança — por menor que seja — acontece, não se pode simplesmente ignorar. Sequer se o deseja fazer.
Como ocorria ano após ano, ao se reunirem naquela mesma data, era esperado que as estrelas cruzassem os céus, deixando um rastro de brilho através de suas caudas antes de “caírem” sobre Midgard, e serem engolidas pelo horizonte. Os féericos haviam ouvido de seus pais, avós e dos que vieram antes deles, que a queda sempre acontecia daquela forma. Sempre. O conhecimento havia sido passado assim, de boca em boca, deixando ansiosos até aqueles de mais idade. Porém, quando chegada a hora de todos se juntarem no exterior do instituto para presenciar o fenômeno, nada aconteceu. Nem mesmo os pontos brilhantes e estáticos estavam acima da cabeça dos feéricos refletindo a luz do sol. Restava apenas a imensidão escura. Os nove céus haviam se apagado.
Embora muito atentos às pequenas mudanças, principalmente quando estas interferiam diretamente em sua existência, naquela noite todos pareciam distraídos demais para notarem o desaparecer de cada constelação. Algumas foram sumindo aos poucos, estrela por estrela parando de brilhar conforme a noite passava. Outras, como a do caçador do cinturão de Orion no entanto, desapareceram por completo, como se um algo maior simplesmente houvesse soprado os pequenos astros para longe. E então, quando todos os féericos se juntaram nos jardins — alguns acompanhados e outros com a gargalhada tão solta quanto poderia estar —, o brilho prateado não cortou a abóbada celeste, e os elfos foram retirados de sua zona de conforto e conhecimento. O estranhamento foi a reação geral. Em milênios de existência jamais haviam ouvido lendas sobre algo como aquilo. As estrelas nunca haviam deixado de fazer seu show, elas sempre caíam. O céu jamais havia sido encontrado em total escuridão. Os deuses jamais haviam esquecido de seus escolhidos como naquela noite.
Com a chegada do dia, o sol se ergueu como se nada houvesse acontecido na noite que ficou para trás, transformando o desentendimento em verdadeiro pavor. Em meio a reclamações, escuridão e temor, uma única pergunta parecia ecoar nos corredores de Fimbulvetr: o que estava acontecendo em Midgard?
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
O plot drop começa hoje (26.12.2017), a partir dessa postagem, e não tem fim. Como assim? Foi algo que ocorreu, e vocês podem comentar as consequências disso para seus personagens, até quando acharem coerente.
Nesse momento da trama acharíamos interessante alguns alunos, e até mesmo membros do corpo docente e funcionários, reunirem-se para pesquisar sobre os eventos.
Esse é o nosso segundo plot drop, então não precisamos dizer que ele é bastante importante para o andamento do plot principal. Apesar de não ser obrigatório interromper as interações atuais, pedimos que façam menção ao desaparecimento das estrelas. Claro, nem toda conversa precisa incluir o tema, mas seria muuuito interessante se isso rolasse !!
Por último, mas tão importante quanto os outros avisos: divirtam-se e tentem não esbarrar uns nos outros. hehehe