As raríssimas visitas do proprietário da anymode só não eram melhores porque, de fato, realmente aconteciam, mesmo que uma vez a cada década. Sua presença gerava uma série de observações e reparos no local que faziam os funcionários saírem da zona de conforto e, claro, praguejarem uma série de coisas boas pelos cantos, inclusive por parte de Huan. O excelentíssimo mandava as ordens e cabia aos funcionários resolverem em algumas horas ou até mesmo em algumas semanas. Enquanto sua tarefa era organizar o lugar de algumas máquinas, outros se encarregavam da limpeza, do caixa e também da conectividade dos fios. Havia uma máquina, em específico, que tirava qualquer um do sério. A bugiganga só faltava sair faíscas e rodar como um peão de tão fora de nexo. E a pessoa cotada para tratar dela já era de se suspeitar. Dias se passaram e a única resposta é a máquina havia ido para o saco de uma vez por todas. Ela não ligava, não fazia nenhum baralho e muitos menos cheirava a queimado, como de costume. Antes de meter o pé naquela lataria de uma vez por todas, decidiu checar os cabos e a parte traseira para ver se conseguiriam aproveitar ou se dariam adeus, e foi quando soltou uma risadinha ao a situação que se encontrava: um pano encobria os cabos desconectados e fios totalmente enrolados. Foi até a sala dos funcionários e encostou no batente da porta, olhando fixamente com um pequeno tom de ironia para a pessoa responsável por aquela armada. “Arrumaram rápido a máquina 9, hein. Parece tão nova, como se nunca tivesse ligado. Quanta agilidade, Gain.”