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é pela agua que vai,
entede?
Pega minha mão no escuro e beija meus ombros. Escuta o que falo baixinho com meus olhos que não evitam teu rosto teu corpo teu movimento. O que minha voz não sonoriza. Arde na garganta. Me acompanha pela cidade e diz que vai me matar de amor. Abraça meu corpo inteiro com teus braços longos. Sente meus cheiros. Se enrola em mim. Anestesia. Me dilui. Desaguando de mim pra tua boca. Olha nos meus olhos e se pergunta se eu te invado ou tu que me invade. Vira planeta e orbita na minha volta. Lei da atração. Dorme aos pouquinhos com os dedos enlaçados nos meus. Acordo com a luz dos teus olhos sorrindo. Dessa vez sem pressa. Não apressa o passo. O céu chora mas a gente sorri transbordada. Te acompanho os passos largos. A gente ri das bobagens embaixo do guarda chuva. Os pés molhados. Pijama na rua. Nem me importo. Quero viver todos os segundos da tua presença. teus instantes concretos extendidos na cama bagunçada. Te mostrar meu mundo. Minha lanchonete favorita. A rua que eu corria qnd tinha tranças. Minhas cores. Os sorrisos que me preenchem. Esquenta meus pés. Deixa eu ficar aqui nos teus cachos. Não me manda pra casa. Me convida pra jantar. Deixa eu ser tua sobremesa. Passando distraída na porta da minha casa. A 30 passos de mim. O que a gente faz com todos os quase q o destino nos deu? Minhas mãos que soltam as tuas bem devagar. Os meus quadris que decoram o ritmo dos teus fazendo meus pés dançarem o dia inteiro. O dia nasceu cinza mas eu nem notei que o sol não deu as caras. Dentro de mim o céu tá aberto. Claro. Sem nuvens carregadas. Calor de cidade grande. Absurdo. Profano. Obsceno. Cada passo Teu na minha direção somem os prédios de cimento triste. Só fica tua cor viva. Vibrando nas minhas veias. Palpitando. Preenchendo.
{vinte e oito de abril de dois mil e dezesseis. stella. porto alegre. laço}
31/03/2016
Se eu corro aberto eu vou mais. Não faz assim comigo não: se é pra acabar, que morra e não que se esclareça. Me mostra o que não tem explicação, mas não conclui e coloca em palavras que se despedem por ti - sentado o corpo do meu lado lamentando sentir vontade de permanecer perto.
Come together. As despedidas anunciadas alimentam ansiedade e restos de amor por quanto tempo? Já vivemos quantos meses desde setembro passado? As mãos costumam continuar a escrever cartas e a se esparramarem nas nossas costas a cada abraço-encontro-inesperado, na tentativa de engolir o possível. Pele busca pele. Pupilas que dilataram juntas nunca se desconhecem.
O desejo sempre evaporando pela pele, suando ânsia. Carne. Corpo. Ritmo de caminhada e nunca se perde a chance de tocar no assunto. Balanceia-se tesão com conforto. Encontro contigo pós morte, respiro tua dor nos pulmões.
Sinais que me. Da cabeça aos pés. Minhas mãos que não sabem se há possibilidade de toque, em momentos que parecem ensaiar idas sem voltas. Céu para tempestades. Risco de sol iluminando o verde nublado. Valem a pena os renascimentos doloridos, porque eu quero mesmo é viver pra imaginar e encontrar restaurantes na saída de parques pra esperar o próximo deitar do sol pra poder me pôr contigo pra poder desejar teus lábios e teu toque me devorando. Virou noite e eu queria virar ela contigo.
Sacolitcha y yo.
Retrato fiel. Ritmo certo. Batimentos lentos. Always complaining, even when everything is perfect. Mais e mais. Eu quero. Eu espero. Eu faço. Avançando en el camino. Horizonte longíssimo. Estradas diferentes. Onde as planícies tomam lugar de todas as coxilhas. Ternura e coqueiros até onde os olhos conseguem ver. Camino certo. Siempre adelante. Sabe, agora a janela do meu quarto tem uma grade que fica entre os meus olhos e a paisagem e o tudo que dá pra ver. Hoje de tarde uma brisa forte entrou pelo meio do ferro, trouxe uma chuva fininha. No uruguay é sempre assim e eu nunca me esqueço: tem uma brisa constante, que sempre modifica a temperatura corporal e pede um casaquinho. Mais uma vez eu chegava e chovia. Inés-tabilidad son las once y once minutos y estamos donde tenemos que estar. Yo miro fijamente al sol, haber como me va, que como me va, que como me va hoy. O ano foi louco, talvez o mais de todos. Passei por muitos lugares e me dei conta de que desde a escola, eu escrevia - naquele espaço formado por todas as folhas do caderno juntas, o miolo. quando ele tá fechado, sabe? e tu olha de lado? - tudo passa. Engraçado que. A gente viu o sol se por mil vezes e pintar o céu de onde eu quis nos levar de cor mais linda impossível. A gente viu o sol nascer e desmentir um dia nublado. Sorrio gritando tudo o que sinto. O que cabe em um mês é imenso, impensável, imensurável e inexplicável: dezembro. E o que cabe na gente? Eu tenho um troço com perdas, que sei lá. Mas mais uma vez eu tô escrevendo num lugar que pode me roubar essas palavras. Acontece que a gente sempre repete algumas coisas. Mas eu tava falando da chuva e do tudo passa. Entre omeletes de papas fritas e aceitunas e um mini farol que é uma estátua, eu escolho ficar voltar entrar retomar olhar deitar no telhado e ver o primeiro dia do ano terminar. Vai passar, qualquer hora dessas, eu não tô com pressa mais. Talvez eu tente tirar a carteira de motorista nesse ano. Talvez eu vá embora depois da metade. Talvez eu não ganhe dinheiro. Talvez eu prefira a beira da praia ao cassino. Talvez eu prefira o lado errado dos fogos. Tem viagens que se precisa fazer sozinha: mergulhei no mar de cabo polônio sem companhia, pela primeira vez. Depois la moza. E tudo bem. Tudo mais do que bem. Vai dar tudo bem. Cabo Polônio, o lugar onde se perdem as coisas - dizem. Mas acho que é lugar de encontrar, de dar paisagem pra desenhos vistos e colorir memórias que antes não. Lugar de coração tranquilo e riso solto. De espera. De não pressa. De caminhada. Céu bem azul e sol muito forte. Dia de sol mais forte da viagem inteira. Castigou todo mundo. Ainda nos descasca, segue marcando a pele, pedindo que se hidrate, dizendo que falta alguma coisa enquanto que outras sobram. Paisagem que rouba ar e devolve a beleza do inesperado. Degustar pães dos sonhos, depois minutos antes da virada descobrir goiabada. Estar bem onde se quer, com quem se quer. Obrigada ao ninho. Ninguém aqui caiu do beliche. Todo mundo molhou no sereno e caminhou pela barra do chui, naquela cidadezinha dos sonhos da família. Eu viveria para escrever sobre a vida que acontece. Y cuando duermo boca abajo sueño, que la tierra no está repartida entre los que tienen más poder. Esto es un ajedrez. Cuando me acuesto miro el techo y pienso que hay una cosa que yo nunca te conté: cuando me quedo solo a veces pienso en vos. Y en empezar a dar amor de nuevo, y empezar a dar amor de nuevo. Y empezar a dar amor y a recibirlo si estás dispuesto a darlo, y empezar a ver mejor que estas buscando esos seres extraños. Entre 2013 e Super Tramp, aceleramos, qualquer hora do dia. Adelante. Cheiro bom, temperatura da água perfeita. Areia quente. Coração disparado. Recado dado. Mil cartas de amor. Todas as noites sonhadas. Ânsia de loucura. Aguas dulces em valizas, na amoramor, tomando café passado na hora - com cheiro de mãe da mãe. Dulce de leche saciando desejos pintados por raios de sol dizendo adeus esse ano. Meu pai queria ter aquele avô que vende delicinhas naquela praça. Una sacolitcha, por favor. Bolsa? Baso? 4. Meu amor e a pizza de ricota, em qual praia? Onde a gente tá? No teu quarto. Ué. A gente chegou hoje, jantamos ovinhos de codorna, lembra? Fiz minha casa no teu cangote e dormimos. Voltamos mas eu ainda não estou aqui.
01 dya, pode ser?