Paradoxal
Eu sou o pecado em sua forma mais angelical; a loucura por trás dos olhos de um artista; a decisão mais incerta; a aposta mais arriscada; a tênue fronteira entre o sonhar e o despertar. Eu tenho mente insana e uma alma torturada. Sou como um reflexo nos olhos tristes de um pássaro engaiolado; mas também, posso ser o sorriso da criança mais sincera. Eu me faço e me desfaço a cada passo. Vivo entre a estrela mais distante e o abismo mais profundo. Sou a noite mais fria e também o verão mais escaldante. Eu fujo e reapareço quando quero. Tenho medos infantis e preciso de espaço, caso contrário sufoco. Por isso não peço que me entenda, nem que me compreenda; apenas deixe-me ir sempre que isso se fizer necessário, ou prenda-me caso eu me sinta muito solta. E sim, é fácil me ler, só te falta querer.












