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“anarquismo saindo das academias... indo em busca da realidade!!“
- Tavares El Brujo
Nas eleicoes mais despolizadas da Historia, o -NAO VOTAR- e a unica posicao coerente de esquerda
De Nelson Werneck Sodré, um mestre honrado, que contribuiu como nenhum outro clássico para a compreensão do Brasil:
“Isto, no fim de contas, não passa de demonstração repetida de que democracia e miséria são incompatíveis e que a continuidade dessa farsa nos leva a um recrudescimento de lutas políticas, com profundos reflexos sociais, porque a burla fica cada vez mais ostensiva. O nosso povo está compreendendo, com a persistência dessa continuada agressão aos seus direitos mais elementares, que a sua convocação às urnas, periodicamente, não passa da consagração de uma farsa”. (“A farsa do neoliberalismo”).
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Escrito por Igor Mendes
24 Outubro 2014, Tribuna da Imprensa Online
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“Ganhando Dilma, a desculpa será a crise mundial e a falta de chuvas; ganhando Aécio, a desculpa será a falta de chuvas e a “herança maldita”. Para o povo, restará enfrentar com valentia a carestia e a repressão, estejam elas governadas por PT ou PSDB. E pelo PMDB, claro, que em qualquer cenário será situação.”
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Não é um detalhe o caráter absolutamente despolitizado do atual pleito. Significa, por um lado, que não há quaisquer diferenças programáticas entre os candidatos, restando então a disputa sobre qual seria mais “ético” ou “competente” que o outro –nem na terra do nunca algum candidato admitiria ser corrupto e incompetente. Significa, por outro, a profunda decomposição do Estado brasileiro, das suas classes dominantes, incapazes de produzir novos quadros, administrando cada vez mais segundo o fisiologismo mais estreito. Por mais que boa parte da intelectualidade faça coro com o “voto útil” em Dilma, não há alquimista capaz de transformar esse latão em ouro.
Os editais gordos que o PT tem reservado para os acadêmicos e artistas que dançam conforme sua música, as benesses reservadas às centrais sindicais e aos tais “movimentos sociais” amestrados explicam a mobilização desesperada e o terrorismo, sofisticado aliás, uma vez que, orientado por marqueteiros, sabe adaptar-se aos diferentes mercados. Aos mais pobres dizem que o Bolsa Família irá acabar; aos mais intelectualizados, que a “direita” vai voltar. Que Aécio é de direita todos sabemos, mas desafio qualquer um a dizer em que Dilma é de esquerda. Discutam desde macroeconomia até a questão fundiária, e verão. Alguém já parou para refletir que Kátia Abreu –líder da bancada ruralista –e a direção do MST estão pedindo votos para a mesma candidata? A incoerência não é, definitivamente, daquela...
Proeminentes pensadores “de esquerda”, que acusam os que militam pelo boicote à farsa eleitoral de “servir à direita”, por favor nos digam: como é a sensação de votar em Michel Temer para vice-presidente?
A conversa fiada de que o país sairá das urnas dividido
Essa conversa de que o Brasil sairá das urnas “dividido” é realmente incrível. Por acaso esse país está “unido”? Estão unidos latifundiários e camponeses pobres, aqueles armados até os dentes, possuidores de verdadeiros exércitos particulares de pistoleiros? Estão unidas as empreiteiras (Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, etc) e os operários por elas aliciados e tratados como bichos em obras superfaturadas em cada rincão do Brasil? Estão unidos governantes e policiais, aplicando uma política sistemática de extermínio da juventude pobre, e essa mesma juventude? Estão unidos banqueiros, saciados com o crédito consignado liberado pelo Lula, e a tal “classe média” (velha ou “nova”, tanto faz) encalacrada em dívidas no país que pratica as taxas de juros mais exorbitantes do mundo?
No dia 27, segunda-feira que vem, pela manhã, estaremos tão divididos como há 514 anos: um ínfimo punhado de oligarcas de um lado; a imensa maioria de plebeus de outro.
Ganhe quem ganhar
Já está anunciado aumento nas tarifas de luz e combustível –o que fatalmente puxará para cima o preço dos alimentos, e conseqüentemente a inflação. Para controla- la, seguindo a clássica receita do consenso de Washington, juros lá no teto, deprimindo mais ainda a atividade industrial e aumentando o endividamento do país e dos assalariados em geral –sempre os que mais sofrem com a corrosão do poder de compra. Crescendo a inadimplência, o crédito some; sem crédito não se pode vender carros e imóveis, cujas bolhas prometem estourar há já algum tempo. Para os grandes empresários, faltando capital, o BNDES socorre; mas ninguém nunca ouviu falar que o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica depositem dinheiro nas contas magras de seus correntistas, meros mortais. Nada disso é difícil prever, nem sou especialista em economia. É apenas a reedição dos ciclos da economia –e da política –brasileira.
Ganhando Dilma, a desculpa será a crise mundial e a falta de chuvas; ganhando Aécio, a desculpa será a falta de chuvas e a “herança maldita”. Para o povo, restará enfrentar com valentia a carestia e a repressão, estejam elas governadas por PT ou PSDB. E pelo PMDB, claro, que em qualquer cenário será situação.
Sábias palavras
De Nelson Werneck Sodré, um mestre honrado, que contribuiu como nenhum outro clássico para a compreensão do Brasil:
“Isto, no fim de contas, não passa de demonstração repetida de que democracia e miséria são incompatíveis e que a continuidade dessa farsa nos leva a um recrudescimento de lutas políticas, com profundos reflexos sociais, porque a burla fica cada vez mais ostensiva. O nosso povo está compreendendo, com a persistência dessa continuada agressão aos seus direitos mais elementares, que a sua convocação às urnas, periodicamente, não passa da consagração de uma farsa”. (“A farsa do neoliberalismo”).
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"Quem se curva aos opressores mostra a bunda aos oprimidos." [Millor Fernandes]
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O problema não é quem rouba mais ou quem rouba menos, quem mente mais ou quem mente menos. O problema "É O SISTEMA, ESTUPIDO!!".
NÃO VOTE, LUTE!!
Para alem do voto: organizacao e luta!
“Não faremos parte do circo das eleições, não nos deixaremos levar por comentários levianos buscando apoio da esquerda por um partido que a muito tempo deixou de ser esquerda, nem vamos nos aliar a direita fascista.
NÃO EXISTE ALIANÇA COM OS DOIS EXTREMOS DA SOCIEDADE, OU SE LUTA COM OS DE BAIXO OU SE EXPLORA COM OS DE CIMA”
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Escrito por n1ghtw0llf
12 Outubro 2014, Oxente... Anarquize!
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“Votar nulo, se organizar e lutar”, esse tem sido o “lema” anarquista por décadas, como estratégia de combate à democracia representativa. As eleições são um oferecimento das empresas que, por quatro anos, governaram o país com ajuda dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Os candidatos farão valer os interesses dessas empresas que doaram milhões para suas campanhas, por mais a esquerda que as pautas sejam.
Deparamos-nos com um recorde de voto nulo, branco ou abstenções, que alcançaram o segundo lugar, sendo a região Nordeste a maior incidência de votos nulos. Mas precisamos ter cuidado, muitos aderem ao discurso do voto nulo ou abstenção como discurso liberal. Anarquistas diferem desse simplista discurso como oposição ao sistema representativo, afirmando que existe organização além do voto, próximo com a população pobre e na intenção de incentivar as minorias a fazer sua própria política, decidindo sobre suas próprias vidas. “Nenhum governo nos representará”.
O segundo turno vem sendo marcado pelos ataques, uma disputa entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e suas coligações e o PSDB e seus aliados. O discurso esquerda VS direita é usado como forma de arrecadar mais aliados, porém, o PT deixou a muito tempo de ser esquerda. Hoje faz frente a pautas políticas de centro, dando os meios para o capital se expandir, protegendo os interesses de mega empresas, capital externo e burguesia, aliado com uma política assistencialista aos pobres. O PSDB sempre se mostrou um partido que defende os interesses dos mais ricos, aliado da especulação imobiliária e de uma maior distância entre o rico e o pobre. As diferenças são poucas.
As manifestações de 2013 e desse ano, contra a copa e pela melhoria do transporte público e pelo passe livre, mostraram o caráter autoritário do Estado, onde policias foram protagonistas de excessos: estupros, violência, assassinato, perseguição. Nesse quadro vários militantes governistas demonstraram apoio para os excessos do Estado e de suas polícias, compraram o discurso nacionalista e patriota para validar um evento que destinou 28 bilhões de reais para construção de estádios, reforma de aeroportos, portos e vias de acesso aos locais dos eventos. Ficou claro o papel do Estado, do parlamento e da policia: a defesa dos interesses privados.
O voto nulo é uma forma de mostrar insatisfação pelo sistema eleitoral, governo e desigualdades ainda existentes no país. Os partidos mantêm pautas reacionárias no combate as drogas, no casamento igualitário, na legalização do aborto e no combate a violência contra a mulher e a homofobia. Poucos são aqueles que têm a disposição para o debate aberto sobre esses temas.
Existe organização fora do sistema representativo, sistema esse com falhas e não garantem o debate e nem a liberdade da população, principalmente da mais pobre, que se vê dependente do Estado, com pouco acesso à Cultura, Educação e Saúde. Votar é permanecer refém das decisões de um Estado assassino, que defende interesses do capital e oferece migalhas para a população pobre.
As eleições são a falsa ilusão de que, por meios reformistas, a sociedade alcance um aprimoramento ou que traga mais liberdade. A liberdade que existe nesse sistema é a de consumo.
A organização para além do voto defende que há a possibilidade de você, no seu bairro, escola, trabalho, rua e comunidade, fazer sua política, defender seus interesses e, associando-se com outros, lutarem por melhorias, espaços de cultura, melhores infraestruturas, saúde e educação. Espaços de livre associação, descentralizados e horizontais, livres de preconceitos, onde todxs tenham voz, poder e possibilidade de decisão.
Votar nulo não é compactuar com o jogo da direita, tão pouco aceitar as propostas recuadas e reformistas dos partidos de centro. O voto nulo é a discordância de um sistema que não atende nossas necessidades, que limita nossa liberdade e que não nos representa, já que prefere defender os interesses de grandes empresas aos dos mais necessitados. Não existe aliança com os dois extremos da sociedade, ou se luta com os de baixo ou se explora com os de cima.
Não faremos parte do circo das eleições, não nos deixaremos levar por comentários levianos buscando apoio da esquerda por um partido que a muito tempo deixou de ser esquerda, nem vamos nos aliar a direita fascista.
“Seja lá para quem eles votem, somos Ingovernáveis”.
“Aquele que botar as mãos sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo.” ―Pierre-Joseph Proudhon
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"De que esquerda vc fala? Da mesma que aceita $$$ para campanha das grandes construtoras e dos grandes bancos? Não reconheço como esquerda quem insiste em participar e legitimar a ditadura do capital. Há alguns séculos considerava-se utopia a deposição dos reis, agora foram substituídos pelo capital que, sem fronteiras de atuação, submete a sociedade do mundo a suas práticas genocidas.
Quando começaremos a construir o poder popular? Xô preguiça! Xô infantilismo que nos obriga a suportar um tirano!"
Via Maite Santamarta
Nota da Frente Independente Popular - RJ sobre o resultado do primeiro turno da farsa eleitoral
“A vitória da ala mais conservadora para o Legislativo não é responsabilidade de quem não votou, mas daqueles que votaram e tiveram participação nesse circo eleitoral. As massas não acreditam na oportunista “esquerda” institucional, o grito das ruas ecoou nas urnas e o boicote foi massivo!
Considerando que o processo eleitoral é uma farsa e que a obrigatoriedade do voto aprisiona o povo nas garras da “democracia" da burguesia, o ato político de não votar vem se tornando cada vez mais ativo com o intuito de impor a falta de legitimidade a qualquer candidato que venha a ocupar a fachada que encobre a gerência da classe dominante já citada”
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9 Outubro 2014, Frente Independente Popular - RJ
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Os números oficiais revelam que houve um boicote massivo, sobretudo no Rio de Janeiro, palco mais evidente dos protestos populares de 2013/14 juntamente com São Paulo. As abstenções no Rio somaram 2.440.581, os votos brancos, 592.999 e os votos nulos, 1.108.651. O cômputo total do boicote foi da ordem de 4.142.231, perfazendo um total de 34,14% [1]. Esse resultado revela que a campanha contra a farsa eleitoral ficou em segundo lugar do Rio de Janeiro vencendo Crivella com uma diferença de 8,94%! Em nível nacional, o número de abstenções foi de 27.698.479, o de votos brancos, 4.420.489 e o de votos nulos, de 6.678.592. Logo, os dados nacionais correspondem a 36.539.457, chegando a quase 26% [1] e mostrando que o boicote nacional superou os votos de Marina [2]. Com as previsões indicando um aumento do boicote para o segundo turno, os candidatos eleitos terão certamente a sua representatividade ainda mais prejudicada aprofundando a crise evidenciada nos protestos populares recentes. Isso se deve à conscientização do povo com relação à falsa "polarização" cacarejada pelas siglas que disputam o pleito nessa fase. O discurso vazio e manjado dos governistas é o mesmo dos seus adversários, a falácia de "esquerda" ou "direita" entre PT e PSDB no sentido de que as duas siglas seriam diferentes em atuação na "gerência" do velho Estado. Ocorre que já ficou bem estabelecido que o sistema político brasileiro só existe na teoria, nessa democracia "representativa" os únicos representados são os interesses da burguesia, em detrimento do interesse público. Quem de fato gerencia o Estado e domina o processo eleitoral são os bancos privados, as grandes corporações, o latifúndio, o agronegócio e o monopólio da imprensa burguesa. Independentemente da "ideologia" político-partidária falseada pelo candidato, o mesmo "status quo" será mantido na alternância governamental. Quanto ao sinistro resultado que aponta a bancada mais reacionária e conservadora eleita para o Congresso desde 1964 [3], parece que a "esquerda" oportunista eleitoreira, cujo percentual de votos para Presidente alcançou míseros 1,7%, não compreendeu o recado das ruas (cujas bandeiras tentaram sem êxito deturpar e usurpar) que reivindica uma luta fora das desgastadas vias institucionais. Segundo essas siglas que se autodenominam "dos trabalhadores", o boicote gerou a vitória da direita declarada. Entretanto, o que na verdade aconteceu foi o questionamento da via institucional, a qual estes insistem em legitimar participando desse processo viciado tão somente no intuito de garantir um espaço no ubre do erário público. A vitória da ala mais conservadora para o Legislativo não é responsabilidade de quem não votou, mas daqueles que votaram e tiveram participação nesse circo eleitoral. As massas não acreditam na oportunista “esquerda” institucional, o grito das ruas ecoou nas urnas e o boicote foi massivo! Considerando que o processo eleitoral é uma farsa e que a obrigatoriedade do voto aprisiona o povo nas garras da “democracia" da burguesia, o ato político de não votar vem se tornando cada vez mais ativo com o intuito de impor a falta de legitimidade a qualquer candidato que venha a ocupar a fachada que encobre a gerência da classe dominante já citada. Uma vez que o povo promoveu um vigoroso boicote às eleições e que o caminho institucional ficou bastante enfraquecido, os indicativos mostram que a luta popular é fora dele e os números sinalizam uma nova explosão de protestos que se avizinha do próximo gerente de turno seja qual for o candidato eleito. Para aqueles que decidiram não votar no segundo turno, há duas opções: a justificativa e a multa. Segundo a Lei, ambas desoneram o cidadão de qualquer prejuízo ou impedimento decorrentes da abstenção do voto. Aquele que não votar e não justificar a falta ficará sujeito ao pagamento de multa, que varia entre 3% e 10% do valor de 33,02 UFIRs, ou seja, de R$ 1,06 a R$ 3,51 [4]. Sendo assim, a Frente Independente Popular vem conclamar o povo a NÃO VOTAR, a fim de que as reivindicações da população continuem sendo fortalecidas. ELEIÇÃO NÃO, REVOLUÇÃO SIM. OU SE VOTA COM OS DE CIMA OU SE LUTA COM OS DE BAIXO _______________________________________________ [1] http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2014/Outubro/estatisticas-de-resultados-das-eleicoes-de-domingo-5-ja-estao-disponiveis [2] http://noticias.terra.com.br/eleicoes/,59a32d737c2e8410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html [3] http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/diap-congresso-eleito-e-o-mais-conservador-desde-1964 [4] http://www.tse.jus.br/hotSites/CatalogoPublicacoes/pdf/Perguntas_e_Respostas_Web2011.pdf
Farsa eleitoral
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"Disse-lhe o Capital: Eu sou o caminho, o patrocínio e a propina; ninguém vem ao Planalto, senão por mim."
João das Couves 14:6
- Paula Kossatz
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