seen from Türkiye

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from Türkiye
seen from South Africa
seen from United States
seen from Türkiye
seen from United States

seen from United States

seen from Canada
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from Sweden
seen from United States

seen from United States
seen from United States
Guerra e o Inimigo no Brasil #shorts
#CORTES Igor Mendes explica o significado da absolvição dos 23 ativistas...
ONDE ESTÃO NOSSOS CASACOS?
Em 16 de março de 2015, dentro de sua cela, em Bangu, Igor Mendes escuta o discurso pronunciado por Dilma Rousseff em rede nacional: “Nunca mais no Brasil nós vamos ver pessoas, ao manifestarem sua opinião, seja contra quem quer que seja, inclusive a presidência da república, sofrerem quaisquer consequências (...). Valeu a pena lutar pela liberdade. Valeu a pena lutar pela democracia”. A medida cautelar que levou Igor Mendes a permanecer por 240 dias na prisão foi, porém, a proibição de frequentar protestos ou manifestações. Sim, isso é inacreditável; Abala todas as noções que temos da nossa democracia, nos causa angústia. Essa angústia que nos causa a existência de uma prisão política dentro de um regime democrático, que até o momento parecia combater o fascismo, é a das mais potentes.
“Só a angústia não engana, pois ela é o encontro com um real tão intenso que o sujeito deve pagar o preço de se expor a ele”. E então, como Bertolt Brecht, nos perguntamos: onde estão nossos casacos? A democracia, essa democracia, sempre que o casaco se rasga, enquanto nós, cheios de frio, aguardamos, nos mostra o que conquista por nós: pequenos remendos. Eis o remendo, mas onde estão nossos casacos? Onde está, enfim, a democracia? A formalização da grande prisão em que vivemos, onde uma oligarquia restrita deixa fora da mera possibilidade de sobrevivência bilhões de seres humanos, é o evento gerado pelo processo contra os 23 e pela prisão de Igor Mendes. Em um regime dito democrático, jovens permanecem sendo presos por participarem de manifestações políticas, permanecem sendo perseguidos por suas ideias e gritos.
Badiou e Igor, entretanto, reivindicam a esperança. Nas palavras de Badiou, pensar e afirmar que o destino real da humanidade consiste em experimentar figuras de existência coletiva é afirmar o princípio de sua unidade fundamental. Afirmar a existência do impossível, essa é a política do real. A esperança de que tais tempos de crise social nos conduzirão à vitória, pois nos obrigam a redescobrirmos, como nas palavras ressoantes de Igor, forças que pareciam mortas em nossa alma. E então, afirmamos: se fracassamos, então continuemos o combate!
Se a gente contar, a Elisa estava há 7 meses na clandestinidade quase e eu estava há 7 meses preso num presídio de segurança máxima porque a gente foi num debate em praça pública. Se falarmos isso em qualquer lugar do mundo, acho que as pessoas não vão acreditar. Mas o Brasil é um país ‘democrático’.
Igor Mendes
Liberdade aos presos políticos!
Nas eleicoes mais despolizadas da Historia, o -NAO VOTAR- e a unica posicao coerente de esquerda
De Nelson Werneck Sodré, um mestre honrado, que contribuiu como nenhum outro clássico para a compreensão do Brasil:
“Isto, no fim de contas, não passa de demonstração repetida de que democracia e miséria são incompatíveis e que a continuidade dessa farsa nos leva a um recrudescimento de lutas políticas, com profundos reflexos sociais, porque a burla fica cada vez mais ostensiva. O nosso povo está compreendendo, com a persistência dessa continuada agressão aos seus direitos mais elementares, que a sua convocação às urnas, periodicamente, não passa da consagração de uma farsa”. (“A farsa do neoliberalismo”).
__________________________________
Escrito por Igor Mendes
24 Outubro 2014, Tribuna da Imprensa Online
__________________________________
“Ganhando Dilma, a desculpa será a crise mundial e a falta de chuvas; ganhando Aécio, a desculpa será a falta de chuvas e a “herança maldita”. Para o povo, restará enfrentar com valentia a carestia e a repressão, estejam elas governadas por PT ou PSDB. E pelo PMDB, claro, que em qualquer cenário será situação.”
__________________________________
Não é um detalhe o caráter absolutamente despolitizado do atual pleito. Significa, por um lado, que não há quaisquer diferenças programáticas entre os candidatos, restando então a disputa sobre qual seria mais “ético” ou “competente” que o outro –nem na terra do nunca algum candidato admitiria ser corrupto e incompetente. Significa, por outro, a profunda decomposição do Estado brasileiro, das suas classes dominantes, incapazes de produzir novos quadros, administrando cada vez mais segundo o fisiologismo mais estreito. Por mais que boa parte da intelectualidade faça coro com o “voto útil” em Dilma, não há alquimista capaz de transformar esse latão em ouro.
Os editais gordos que o PT tem reservado para os acadêmicos e artistas que dançam conforme sua música, as benesses reservadas às centrais sindicais e aos tais “movimentos sociais” amestrados explicam a mobilização desesperada e o terrorismo, sofisticado aliás, uma vez que, orientado por marqueteiros, sabe adaptar-se aos diferentes mercados. Aos mais pobres dizem que o Bolsa Família irá acabar; aos mais intelectualizados, que a “direita” vai voltar. Que Aécio é de direita todos sabemos, mas desafio qualquer um a dizer em que Dilma é de esquerda. Discutam desde macroeconomia até a questão fundiária, e verão. Alguém já parou para refletir que Kátia Abreu –líder da bancada ruralista –e a direção do MST estão pedindo votos para a mesma candidata? A incoerência não é, definitivamente, daquela...
Proeminentes pensadores “de esquerda”, que acusam os que militam pelo boicote à farsa eleitoral de “servir à direita”, por favor nos digam: como é a sensação de votar em Michel Temer para vice-presidente?
A conversa fiada de que o país sairá das urnas dividido
Essa conversa de que o Brasil sairá das urnas “dividido” é realmente incrível. Por acaso esse país está “unido”? Estão unidos latifundiários e camponeses pobres, aqueles armados até os dentes, possuidores de verdadeiros exércitos particulares de pistoleiros? Estão unidas as empreiteiras (Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, etc) e os operários por elas aliciados e tratados como bichos em obras superfaturadas em cada rincão do Brasil? Estão unidos governantes e policiais, aplicando uma política sistemática de extermínio da juventude pobre, e essa mesma juventude? Estão unidos banqueiros, saciados com o crédito consignado liberado pelo Lula, e a tal “classe média” (velha ou “nova”, tanto faz) encalacrada em dívidas no país que pratica as taxas de juros mais exorbitantes do mundo?
No dia 27, segunda-feira que vem, pela manhã, estaremos tão divididos como há 514 anos: um ínfimo punhado de oligarcas de um lado; a imensa maioria de plebeus de outro.
Ganhe quem ganhar
Já está anunciado aumento nas tarifas de luz e combustível –o que fatalmente puxará para cima o preço dos alimentos, e conseqüentemente a inflação. Para controla- la, seguindo a clássica receita do consenso de Washington, juros lá no teto, deprimindo mais ainda a atividade industrial e aumentando o endividamento do país e dos assalariados em geral –sempre os que mais sofrem com a corrosão do poder de compra. Crescendo a inadimplência, o crédito some; sem crédito não se pode vender carros e imóveis, cujas bolhas prometem estourar há já algum tempo. Para os grandes empresários, faltando capital, o BNDES socorre; mas ninguém nunca ouviu falar que o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica depositem dinheiro nas contas magras de seus correntistas, meros mortais. Nada disso é difícil prever, nem sou especialista em economia. É apenas a reedição dos ciclos da economia –e da política –brasileira.
Ganhando Dilma, a desculpa será a crise mundial e a falta de chuvas; ganhando Aécio, a desculpa será a falta de chuvas e a “herança maldita”. Para o povo, restará enfrentar com valentia a carestia e a repressão, estejam elas governadas por PT ou PSDB. E pelo PMDB, claro, que em qualquer cenário será situação.
Sábias palavras
De Nelson Werneck Sodré, um mestre honrado, que contribuiu como nenhum outro clássico para a compreensão do Brasil:
“Isto, no fim de contas, não passa de demonstração repetida de que democracia e miséria são incompatíveis e que a continuidade dessa farsa nos leva a um recrudescimento de lutas políticas, com profundos reflexos sociais, porque a burla fica cada vez mais ostensiva. O nosso povo está compreendendo, com a persistência dessa continuada agressão aos seus direitos mais elementares, que a sua convocação às urnas, periodicamente, não passa da consagração de uma farsa”. (“A farsa do neoliberalismo”).
_______________________________________________________________
"Quem se curva aos opressores mostra a bunda aos oprimidos." [Millor Fernandes]